Conhecer (6)

Conhecer

Espinho conta com vestígios arqueológicos dando conta da existência de um Castro denominado “Castro de Ovil” na área hoje ocupada pelo concelho de Espinho. Contudo, as origens de Espinho como localidade provêm de um grupo de pescadores do Furadouro, junto de Ovar, que aí se estabeleceu devido à grande abundância de peixe, pernoitando em abrigos improvisados, muitas vezes utilizando as próprias embarcações viradas ao contrário. 

Espinho transformou-se numa importante estância balnear no século XIX, com uma grande procura devido às alegadas virtudes terapêuticas da água do mar, e com a facilidade do caminho de ferro, implantado em 1870. Dessa época, ainda se vêem várias casas típicas dos “banhos de Verão” e das “curas de mar”, de fachadas alegres e coloridas e compridas varandas. 
Actualmente, Espinho é uma cidade cosmopolita, com uma conhecida e afamada costa, e um património interessante, com uma indústria turística em expansão. 

Dignas de visita são a igreja Matriz e a Capela de Nossa Senhora da Ajuda, padroeira dos pescadores, a lota de pesca, e a tradicional Feira de Espinho, que tem lugar todas as segundas-feiras, não esquecendo o agradável passeio que o Passeio Central da Beira - Mar (também conhecido por Rua 2) permite. 

Zona turística sobretudo de veraneio, Espinho oferece igualmente um importante Casino, um Balneário marinho com talassoterapia, o mais antigo Campo de Golfe da Península Ibérica, datado de finais do século XIX, fundado por cidadãos britânicos, bem como uma forte oferta hoteleira e de restauração, com afamados produtos do mar.

Ondas da Serra esteve à conversa com António Costa, mais conhecido em Espinho por Sr. Freire e que exerce funções como tesoureiro da Irmandade de Nª Srª d’Ajuda. Este Espinhense antes de se reformar trabalhou na antiga fábrica "Fosforeira Nacional", numa agradável conversa explicou-nos que o nascimento desta cidade pode estar ligado às gentes vareiras de Ovar, em como a cidade adotou como sua padroeira a Nª Srª d’Ajuda, a festa e procissão em sua honra, o grande crescido que tem esta romaria tem tido e a recente tradição dos tapetes de flores.

No ano de 1924, o jovem marceneiro Domingos Capela, natural da freguesia de Anta, concelho de Espinho, consertou o violino do músico italiano Nicolino Milano que atuava num dos casinos da terra. A perfeição demonstrada no trabalho foi tão evidente, que Milano entregou-lhe mais sete violinos para consertar.

O Rancho Folclórico de S. Tiago de Silvalde, foi fundado em 25 de Novembro de 1978 e legalizado no dia 16 de Abril de 1981, data em que foram aprovados os seus Estatutos. Fruto de uma Comissão Organizadora nesta Freguesia, para participar no movimento de solidariedade da Cruz Vermelha "A PIRÂMIDE".  Com a necessidade de dar nome ao Grupo, nada melhor que recorrer ao Padroeiro da Terra "S. Tiago". Daí o nome de RANCHO FOLCLÓRICO S. TIAGO DE SILVALDE.

Alguns séculos antes do nascimento de Cristo, as populações do Noroeste da Península Ibérica desenvolveram formas de vida caracterizadas, entre outros aspetos, por um tipo de povoado: os castros. Os castros mais não eram que aldeias fortificadas, implantadas em colinas proeminentes e com ampla dominância visual. Essas preocupações defensivas eram normalmente complementadas com a construção de muralhas de pedra e/ou profundos fossos para dificultar o acesso ao povoado.

O espigueiro, também chamado canastro ou caniço é uma estrutura normalmente de pedra e madeira, existindo no entanto alguns inteiramente de pedra, com a função de secar o milho em espiga através das fissuras laterais. O milho pode ficar guardado no espigueiro um ano inteiro, se necessário.

Devido à proximidade marítima e a uma grande tradição ligada à pesca a gastronomia Espinhense é caraterizada por pratos de peixe, segundo a carta gastronómica do concelho “Espinho sabe apreciar os méritos de numa mesa generosa com pratos ricos e saborosos. Tendo como protagonistas os sabores do mar, os espinhenses são apaixonados pelos prazeres inigualáveis dos seus tesouros gastronómicos.”

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