Grupo Cultural e Recreativo “Andorinhas de Espargo” Grupo Cultural e Recreativo “Andorinhas de Espargo”
sexta, 09 março 2018 09:55

Grupo Cultural e Recreativo “Andorinhas de Espargo” Destaque

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É na antiga escola primária de Espargo que todos os Sábados, por volta das nove horas da noite, os membros do Grupo Folclórico “Andorinhas de Espargo” ensaiam o património cultural da terra. Falamos com Jorge Pintassilgo, presidente do Grupo Cultural e Recreativo, para medir o pulso de um dos principais álbuns da história de Espargo, concelho de Santa Maria da feira.

Fundadoras e Madrinhas do RanchoJorge Pintassilgo foi presidente da mesa da Assembleia de Espargo durante oito anos. É presidente do Grupo Cultural e Recreativo “Andorinhas de Espargo” desde 2004. Tem trabalhado para devolver a estabilidade financeira à instituição e por reafirmar a sua centralidade na história da freguesia.

Rodeado de memórias, Jorge Pintassilgo conta com a companhia da mulher, Idalina Ferreira, nesta missão de garantir que as “Andorinhas de Espargo” não se extinguem e, pelo contrário, crescem. Pertencem ao universo das mais de 400 associações no concelho, de acordo com os dados da Federação Das Coletividades Cultura Recreio Concelho Santa Maria Feira, referidos por Jorge.

Os quatro netos de Jorge e Idalina também fazem parte do grupo. As gémeas de nove anos, Rita e Sofia, o Rafael, também com 9 anos, e a Beatriz, a mais velha, com 11 anos, e que um dia quer suceder ao avô na presidência.

Integrado no Grupo Cultural e Recreativo “Andorinhas de Espargo”, fundado em 1980, está o Grupo Folclórico, composto por perto de 35 membros, entre os 9 e os 82 anos de idade. O espírito de união do grupo conta é inabalável.

Leia também: Espargo: freguesia agregada, freguesia extinta?

Foi em 1965 que Maria da Quinta e Maria Emília do Cortunhal fundaram o grupo folclórico. É enquanto joga sueca, numa mesa redonda da sala de convívio/café, que o Sr. Domingos partilha: “Na minha juventude, saía do trabalho e 15 minutos depois estava na sede do rancho, em casa da tia Maria da Quinta”.

Atualmente, o grupo tem sede própria, cedida pela câmara municipal de Santa Maria da Feira. Ocupou a antiga escola básica da Igreja e tem melhorado as instalações gradualmente. Em 2015, celebraram os 50 anos de fundação.

As danças, os cantares e trajes são fruto desta história da freguesia de Espargo e que sobreviveram ao tempo. O concelho tem 33 grupos folclóricos empenhados em promover a cultura do território em terras portuguesas e além-fronteiras.

A sede divide-se na sala de ensaios, na sala de convívio, no escritório de Jorge Pintassilgo e num salão em construção para receber cerca de 200 pessoas. O exterior conta com um palco, ainda com melhorias por fazer, uma churrasqueira e um pátio, perfeito para uma esplanada de Verão.

Bruno é o principal responsável pela sala de convívio, aberta todos os dias das 09h às 22h. O filho Daniel também integra o grupo folclórico. Aos 12 anos, passeia pelas instalações da sede como se fosse a sua própria casa, conhecedor de todos os cantos e recantos.

Nos projetos a médio-prazo, destaque para o museu. É um dos principais objetivos de Idalina Ferreira e Jorge Pintassilgo. Para tal, contam com um património notável de memórias e oferendas.

A sueca é um dos principais responsáveis por animar as tardes na sede da associação. Quando o Ondas da Serra visitou as instalações, Domingos, Celestino, Jorge Correia e Jorge Pintassilgo (presidente), disputavam um aguerrido jogo de cartas. Saímos antes do jogo terminar.

 

 

50 anos de Folclore

 

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Autor

Ricardo Grilo

Histórias capazes de entrar em contacto com as emoções de quem as lê justificam a minha paixão pelo jornalismo. Natural de Santa Maria da Feira, acredito no potencial de um concelho em ensaios para escrever a sua autobiografia. Aos 24 anos, e enquanto colaborar do ‘Ondas da Serra’, procuro a beleza em escrever sobre uma terra tão especial.

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