Parque Urbano do Rio Ul Parque Urbano do Rio Ul
segunda, 01 janeiro 2018 02:50

Parque Urbano do Rio Ul Destaque

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No último fim-de-semana do ano, fomos conhecer melhor o Parque Urbano do Rio Ul e tentar perceber como os Sanjoanenses o usam e que pensam dele. O dia estava enublado e cor difusa, não podemos trabalhar apenas quando o nosso amigo sol brilha intensamente e o céu se apresenta azul.

Como todos os parques do género fomos encontrar pessoas a caminhar calmamente, outras a correr ou andar de bicicleta. Pelo meio passa o rio UL, que a montante visita o Parque Temático Molinológico em Ul – Travanca – Oliveira de Azeméis. Ali as sua águas fazem trabalhar um antigo moinho, para moer os cereais e para confecionar o famoso pão de UL. Quando lá estivemos falamos com o Diretor do parque, que demostrou a sua preocupação pela poluição das águas.

Este parque foi projectado pelo arquitecto sanjoanense Sidónio Pardal e inaugurado em 16 de maio de 2008, pelo Senhor Secretário de Estado e Ordenamento do Território e das Cidades, Doutor João Ferrão, sendo Presidente da Câmara Municipal, o Dr. Manuel Castro Almeida.

A área do parque equivale a cerca de 30 campos de futebol, o Parque Urbano do Rio Ul é delimitado por muros em granito e pontuado por estadias na mesma matéria-prima. O interior do mesmo é ondulado por caminhos, tendo o rio pequenas pontes que unem as duas margens.

No local existem grandes relvados e frondosas árvores que dão outra vida às margens envolvendo o rio. Este curso de água foi reabilitado e ganhou uma nova dimensão, fruto do trabalho de realinhamento e alargamento do seu leito  e construção de açudes. A água utilizada na rega é captada nas albufeiras dos açudes do próprio parque.

Os visitantes do Parque Urbano do Rio Ul podem visitar a Casa da Natureza, que funciona numa antiga estação de águas. Neste local também funciona um bar e uma sala de receção/centro de interpretação ambiental e um espaço de balneários.

 

Pessoas no parque

Fomos ao local num final de tarde e podemos encontrar famílias a passear, atletas a correr, jovens de bicicleta e donos com os seus cães de várias raças e tamanhos. Ondas da Serra falou com alguns, no geral gostam do parque, mas queriam que o espaço tivesse mais limpeza, mais iluminação, novos caminhos, mais pontes e que a água pudesse estar menos poluída.

 

  
 

Vítor Ferreira e filho João Ferreira

Tínhamos acabado de chegar ao parque e encontramos um casal com o filho a passear no parque. A senhora mais recatada não quis falar pelo que tivemos que nos contentar como a restante família.

Vítor Ferreira, tem 45 anos, trabalha como técnico de produção numa fábrica de moldes. Vem ao parque duas ou três vezes por mês, hoje veio com a família caminhar. Gosta dos caminhos do espaço, que estão bem estruturados e a beleza da vegetação. Gostaria que o mesmo tivesse mais percursos para aproveitar zonas que estão desaproveitadas e mais pontes sobre o rio.

O filho João Ferreira, tem 18 anos, sendo estudante do 12 ano em línguas e humanidades, sendo um ex-praticante de basquetebol. O jovem gosta de vir ao parque correr, embora agora com o frio não seja muito convidativo. Gostaria que o local tivesse um parque infantil.

 

Beatriz Sá, João Silva e Henrique Silva

Fomos encontrar neste parque um casal de namorados que residem em São Miguel  Açores e o pai do rapaz. A sonoridade do timbre da pronuncia faz contraste com as vozes nortenhas. O moço é de São João, mas como trabalha na ilha já adquiriu o sotaque colorido dos insulares.

Beatriz Sá, com 23 anos, é natural e residente em São Miguel – Açores, a voz melodiosa dos ilhéus denota a calma da terra natal. Esta Açoriana, estuda e trabalha numa empresa turística marítima em Mosteiros. Quando está pelo continente e neste concelho, gosta muito de vir ao parque passear os seus animais. A cadela que o acompanhava, chama-se Sury e tem quase dois anos.

O namorado da Beatriz chamasse João Silva, tem 25 anos, sendo natural de São João da Madeira, trabalha como vigia na empresa marítimo e turística da Beatriz, que se dedica à observação de baleias. Já visita o parque desde que ele foi criado, gostando dos seus amplos espaços verdes, das paisagens bonitas e dos diferentes tipos de árvores. Utiliza o mesmo para caminhar e passear. Gostaria de ver melhorado a qualidade dá água.

Henrique Silva, 58 anos, natural e residente em São João da Madeira, pai do João Silva, costuma vir ao parque caminhar quase diariamente, aprecia o facto de ficar longe do reboliço dos veículos. Disse não gostar dos patos que sujam as suas águas e rematou a conversa com afirmação “Sou do tempo em que aqui tomava banho no rio”.

 

 

Orlando Resende

Orlando Resende, tem 43 anos, é cortador de calçado e residente em São João da Madeira. O Orlando vem quase diariamente ao parque, caminhar, passear o cão ou tomar um café. O seu animal tem chama-se Dada e tem sete anos. Gostava que o parque tivesse máquinas para manutenção, mais entretenimento e limpeza.

 

 

Andreia Soeira e João Santos

Estes recantos verdes com pinceladas castanhadas, parecem propiciar o romantismo dado os casais de namorados que encontramos. Andreia Soeira, tem 24 anos, natural duma terra que também nos é querida Arouca, técnica de audiologia, costuma vir com frequência ao parque para passear a sua cadelinha Nina, com 5 anos, pequenina, nervosa e vestida a preceito. Gostaria que o espaço tivesse mais limpeza.

O namorado da Andreia chamasse João Santos, com 27 anos, natural de Vila Cova de Perrinho – Vale de Cambra é engenheiro metalomecânico. Acha que o parque tem boas condições, mas gostaria que o mesmo tivesse outros pontos de distração.

 

 

Marisa Silva e Jorge Nunes

Ao chegarmos ao topo norte do parque, um casal com dois cães atravessava a pequena ponte metálica, algo nos despertou a curiosidade para os conhecer.

Maria Silva, tem 36 anos de idade, de São João da Madeira, costuma vir ao parque, correr, caminhar e passear os seus cães. Gosta do rio que passa pelo meio e acha que o parque está pouco iluminado. As pessoas no inverno vistam-no principalmente ao final do dia, como anoitece mais cedo o local fica muito escuro.

O Jorge Nunes, tem 44 anos, é Professor de Inglês numa escola em Espinho, normalmente usa o parque para correr. Gosta muito do mesmo pelo seu sossego.

Jorge Nunes, teve alguns problemas para segurar o seu cão Kiko, com perto de dois anos, enquanto falava com Ondas da Serra e nós tentávamos captar uma fotografias, mas com um pouco de paciência, lá conseguimos cumprir a missão. A cadela que a Marisa conduzia, chamasse Stela e estavam a tomar conta dela para uns amigos.

 

 

Carlos Oliveira, Manuel Rodrigues (Castanholo) e Américo Pinho (esq>dir)

Fomos encontrar sentados numa granítica pedra, três homens em amena cavaqueira, o mais novo tinha andado a treinar atletismo, modalidade que os une.

Carlos Oliveira, com 59 anos, motorista, Sanjoanense, ainda trabalha, mas a reforma está para breve. Usa o local para praticar atletismo. Como positivo destaque as várias entradas no circuito, mas gostaria que existissem mais pontes e que pudessem fazer uma pista própria para este desporto, para evitar terem problemas com os cães que por ali abundam. Apesar do local ser bom, tem as suas limitações se quiserem fazer um treino mais complexo e com cronometragem.

Manuel Rodrigues, bastante conhecido na terra por Castanholo, com 79 anos, antigo sapateiro, residente na cidade, é técnico de atletismo na Sanjoanense e usa o espaço para treinar os seus atletas.

Quando falamos com ele tinha acabado de treinar o jovem que estava a seu lado. Já treinou muitas crianças de vários escalões, desde os benjamins até aos veteranos. O clube da terra atualmente tem uma menor participação em provas. A modalidade era pouco apoiada e por isso muitos atletas federados que ajudou a criar, desistiram ou foram para outros clubes que ofereceram melhores condições. Neste momento treina três atletas, um veterano, uma rapariga nos seniores e outro particular que nem é federado.

Américo Pinho já tinha passado por nós em vários momentos a correr com muita convicção e energia. O atleta de Maceira de Sarnes é residente em Manhouce – Arrifana, tem 44 anos, sendo marmorista, numa empresa em Maceira de Sarnes. Para quem não sabe um marmorista, faz polimento e acabamento de pedra. Compete neste desporto pelos veteranos de Escapães – Santa Maria da Feira. Durante muitos anos fez a meia maratona de Ovar e a por duas vezes a do Porto, com 2 horas e 50 minutos. Hoje tinha feito um treino com 25 minutos de aquecimento, e séries de seis vezes três minutos, com dois minutos de intervalo.

Gosta da beleza do parque, do seu desenho e das pessoas que lá caminham. Ao domingo com bom tempo o local é muito frequentado, sendo um ponto de encontro para muitas pessoas conhecidas. Disse já ter visto coelhos a passar de um lado para ao outro. Também gostaria que o local tivesse uma ponte na parte mais larga do rio.

 

 

 Fotos do parque

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Autor

Ondas da Serra

Ondas da Serra® é um Orgão de Comunicação Social com distribuição da informação pela Internet, que visa promover a identidade regional e o turismo através da promoção da cultura, património, monumentos, museus, desporto, economia, gastronomia, ecologia e coletividades dos concelhos da região norte do distrito de Aveiro, Ovar, Santa Maria da Feira, Espinho, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra, Arouca e dos restantes municípios desta região.

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