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A Serra da Freita é dotada de prodígios geológicos, rochas dobradas com milhares de anos, pedras que dão à luz ou são pão para o povo. Lá para os lados do Junqueiro - Arouca, os penedos resolverem tomar forma de boroas para enganar o engenho humano.

A caminho da aldeia da Castanheira, na Serra da Freita em Arouca, onde as pedras brotam pedras e são conhecidas por parideiras, fica localizado o “Campo de dobras da Castanheira”, um dos geossítios mais interessantes do Arouca Geopark.

A Frecha da Mizarela foi esculpida na Serra da Freita em Arouca, perto da aldeia de Albergaria da Serra, onde o Rio Caima despeja brutalmente e destemido as águas no abismo.

Ondas da Serra regressou Arouca para conhecer melhor a Serra da Freita, pelos caminhos do trilho “Viagem à Pré-História”.Esta é uma das épocas do ano mais aconselhadas para fazer este percurso, porque a mãe natureza acordou para florir as encostas despidas destes montes com urze, carqueja e giestas, pintando-as de tonalidades amarelas e lilases, que enchem o ar com doces odores perfumados.

Chegar a Regoufe – Arouca não é fácil, mas vale o esforço. Esta aldeia fica localizada no fundo de um vale e mantém ainda viva os ecos do seu passado agrícola, com o cultivo da terra, a pastorícia e restos da sua historia mineira. Ao caminhar pelas suas lajes de pedra encontramos a cada virar da esquina velhos agricultores, rebanhos de ovelhas, cabras ou outros animais.

Diz-se muitas vezes acertadamente que a beleza e magia estão no olhar de quem observa, este verbo foi usado intencionalmente, porque observar é diferente de ver, assim como escutar é diferente de ouvir.

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