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Fazer (28)

Fazer

Ovar foi plantado entre o mar e a ria conferindo-lhe características únicas para a prática de desportos náuticos. Dotado de grande beleza natural nem sempre bem aproveitada e muitas vezes desmazelada possui ainda uma mancha verde com pinheiro mediterrâneo e um cordão dunar que fazem o que podem contra o avanço do mar, até quando é uma incógnita. Gente alegre que celebra como ninguém o seu Carnaval que dizem ser o melhor de Portugal sob o lema “Vitamina da Alegria”. Mas Ovar tem muitos outros tesouros à espera de serem descobertos por quem visitar esta terra vareira, que é um museu a céu aberto para os amantes da azulejaria.

Miguel Vieira Pinto inaugura hoje, dia 10 de fevereiro, pelas 19 horas, na Biblioteca Municipal de Ovar, a exposição "Um olhar sobre a Costa de Prata".

Fomos pedalar com os “Amigos Bué Cansados”, grupo vareiro criado em 2005 por Fernando Elvas, José Tavares Oliveira Elvas e José Polónia, e nas próximas linhas vai ficar a conhecer um pouco da história destes "cavaleiros das duas rodas".

Fomos de Ovar a Esmoriz pela Estrada Nacional 109. Em vez de virarmos para a Avenida da Praia, perto do edifício da Junta, seguimos mais alguns metros pela Av. 29 de Março, até encontrarmos, do lado esquerdo, o n.º 779. Filipe Octávio Fernandes, di­retor de vendas da tanoaria JOSA­FER, foi o nosso anfitrião.

Longes vão os tempos em que Ovar alimentava com a sua sardinha em conserva os vareiros da terra, as populações vizinhas, os tripeiros e os durienses. As viagens para o Porto no começo feitas por carros de bois deram lugar à locomotiva e o negócio prosperou, mas isso foi em tempos que já lá vão. Esse comercio pode ter acabado mas ficaram as memórias e uma Avenida da Régua para relembrar esses tempos. Atualmente este concelho além de continuar a oferecer belos pratos de sardinhas e lulas, especialmente no Furadouro, a sua oferta aumentou e diversificou-se, aqui ficam as casas da restauração vareira.

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