Hoje em qualquer lar podemos encontrar, fornos, ferros de engomar, batedeiras, maquinas de lavar, secar, secadores de cabelo e por ai fora.
A mulher viu a sua vida facilitada e acertadamente a igualdade de géneros tentou equilibrar as tarefas domesticas. O povo deixou de ir lavar a roupa ao rio, mas estas transformações como é natural não ocorreram todas ao mesmo tempo e nos mesmos locais.
Um destes dias em passagem pela foz do rio Cáster em Ovar, fomos encontrar Maria Valente, com 52 anos e residente na Ribeira, no meio do rio a lavar roupa à mão, com uma botas de borracha até ao joelhos para não se molhar. Disse que para além de gostar mais, ainda poupa algum dinheiro. Já deixou no local um bidão mas há sempre alguém que embirra com aquilo e por isso ela agora traz de casa uma mesinha que monta no meio das águas. Ali próximo o seu carrinho de mão aguardava o regresso a casa com a trouxa de roupa. Nos campos em redor estendeu os seus lençóis e de imediato nos veio à memória um pedaço da nossa história nos quadros do filme "Aldeia da Roupa Branca".
Não estranhou o facto de queremos tirar fotografias, já está habituada, não somos os primeiros nem devemos ser os últimos. Muito havia para dizer, mas nesse dia continuamos o nosso passeio, porque por vezes precisamos de estar em silencio e observar apenas o que nos rodeia e aves não faltavam (para já, estamos cada vez mais atentos, aguardem).
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Maria Valente
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Foz do Rio Caster
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