Rota das Amendoeiras em Flor em Torre de Moncorvo Amendoeiras em Flor - PR14 - Rota das Amendoeiras - Torre de Moncorvo Ondas da Serra

Rota das Amendoeiras em Flor em Torre de Moncorvo

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O percurso pedestre PR14 - Rota das Amendoeiras tem início e fim na aldeia da Açoreira em Torre de Moncorvo. Nos meses de fevereiro e março este trilho fica enfeitiçado pelas amendoeiras em flor, com os montes cobertos por mantos brancos e rosados. Pelos seus braços avista-se o Rio Douro e os socalcos vinhateiros, a Serra do Reboredo, a aldeia de Maçores e a sua capela no meio do olival. Os viandantes são recebidos por fileiras de amendoeiras, oliveiras e por vezes centenários carvalhos. Cruzámo-nos com a Rota das Pipas, feitiços, um cão de gado transmontano e horizontes longínquos montanhosos que é onde gostamos de estar.

PR14 - Rota das Amendoeiras - Torre de Moncorvo

PR14 - Rota das Amendoeiras - Torre de Moncorvo

Há muitos anos que planeávamos ir conhecer as amendoeiras em flor e quiseram os deuses que o fizéssemos este ano. As nossas pesquisas levaram-nos para o PR14 - Rota das Amendoeiras em Flor, que começa em Açoreira uma aldeia transmontana de Torre de Moncorvo.

A beleza das amendoeiras em flor brancas e cor-de-rosa

PR14 - Rota das Amendoeiras - Torre de Moncorvo

Pelos caminhos do PR14 - Rota das Amendoeiras fomos abraçados por floridas amendoeiras, oliveiras, videiras e sobreiros. Nós ficamos assoberbados, inebriados, toldados e enamorados pela beleza infindável dos mantos a perder de vista das amendoeiras em flor brancas e cor-de-rosa. A profusão das flores das amendoeiras inebriaram-nos a alma, toldaram-nos os sentidos e arremeteram para os poetas que em tempos cantaram versos por elas inspirados. A cada virar do caminho abraçávamos uma árvore e comíamos a ambrósia do seu doce néctar e odor das suas rosáceas flores.

PR14 - Rota das Amendoeiras - Torre de Moncorvo

O tempo começou fechado mas abriu para deixar ver esta tímida mulher coberta por luxuriosas e efémeras vestes.

Pode ler esta reportagem na totalidade ou clicar no título abaixo inserido para um assunto específico: 

Descrição PR14 - Rota das Amendoeiras em Flor - Torre de Moncorvo 

PR14 - Rota das Amendoeiras - Torre de Moncorvo

"A Rota das Amendoeiras é um percurso pedestre que se distingue pelas paisagens de amendoais que, durante os meses de Fevereiro e Março, se cobrem de um manto branco e rosado digno de admiração. Destaque também para as paisagens sobre o Rio Douro e Serra do Reboredo, esta última bastante invulgar e desconhecida da maior parte da população do concelho.

O percurso percorre caminhos usados nas lides agrícolas da população, onde se destacam vários pontos de interesse entre eles a antiga escola primária, Igreja Matriz, Capela de Santa Bárbara, Capela Divino Espírito Santo, Fontalém, Fraga da Pinga e os nabais."1

Início do PR14 - Rota das Amendoeiras em Flor

Rosa Maria do Ondas da Serra - PR14 - Rota das Amendoeiras - Torre de Moncorvo

"A Rota das Amendoeiras está inserida na aldeia da Açoreira e tem inicio junto da Igreja Matriz e da antiga escola primária. Este percurso tem como imagem de marca o manto branco e rosado exibido pelas amendoeiras em flor, que brotam nos meses de fevereiro e março. Um espetáculo oferecido pela natureza digno de contemplação. Realce ainda para as vistas sobre o Rio douro e Serra do Reboredo. O contraste perfeito entre o plantio e o selvagem."2 

Ficha técnica do PR14 - Rota das Amendoeiras1

  • Localização: Açoreira - Torre de Moncorvo;
  • Tipo: circular;
  • Início/fim: Igreja de Açoreira;
  • Extensão: 11,5 Km;
  • Altitude máxima/mínima: 687/277 m;
  • Desnível positivo: 484 m;
  • Duração média a pé: 02h45;
  • Dificuldade: Média;
  • Âmbito: Desportivo, Cultural e Ambiental;
  • Época Aconselhada: Primavera, mas para ver as amendoeiras em flor, meses de fevereiro e março, mais especificamente as duas últimas semanas de fevereiro e as duas primeiras de março;

Mapa do PR14 - Rota das Amendoeiras

Mapa do PR14 - Rota das Amendoeiras - Torre de Moncorvo

Pontos de interesse do PR14 - Rota das Amendoeiras

  • Amendoal;
  • Rio Douro;
  • Serra do Reboredo;
  • Fraga da Pinga;
  • Aldeia da Açoreira;
  • Aldeia de Maçores;
  • Capela Divino Espírito Santo;
  • Fontalém;  
  • Igreja Matriz da Açoreira;
  • Capela de Santa Bárbara;
  • Capela de Maçores;
  • Capela de Santa Marinha;
  • Rota das Pipas - Açoreira; 

Descrição da árvore Amendoeira

PR14 - Rota das Amendoeiras - Torre de Moncorvo

"Quando as amendoeiras se cobrem de flores de tons branco e rosa, entre janeiro e março, é sinal de que o tempo quente está a chegar. Terá sido este florescer antecipado – que lembra a neve e a sua nutritiva e duradoura semente – que estive na base da sua seleção e cultivo a partir do Médio Oriente. Pensa-se que disseminação da amendoeira tenha começado por volta de 4000 a.C., tendo o seu cultivo “viajado” da Grécia para as costas do Mediterrâneo por volta de 450 a.C., com núcleos importantes em Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, Marrocos, Tunísia e Turquia.

Portugal foi um dos territórios que há muito adotou esta pequena árvore, que pode chegar aos cerca de 8 a 10 metros de altura. Trata-se de uma espécie de folha caduca (caducifólia) que perde as suas folhas longas e pontiagudas no outono. Já as flores, com cinco pétalas de tonalidades branca ou rosada e cinco sépalas avermelhadas (que protegem os botões florais quando ainda estão fechados), despertam mais cedo do que a maioria das espécies afins."3

Época das Amendoeiras em flor

PR14 - Rota das Amendoeiras - Torre de Moncorvo

A época mais aconselhada para ver as amendoeiras em flor são os meses de fevereiro e março, mais especificamente as duas últimas semanas de fevereiro e as duas primeiras de março. Em virtude dos dias começarem a aumentar e as temperaturas a subir esta época é a ideal para ver as belas paisagens toldadas e inebriadas pelo manto branco e rosado das amendoeiras floridas. Contudo as flores não brotam todas ao mesmo tempo e à mesma velocidade, por isso durante este período pode sempre encontrar amendoeiras em flor, mas diminuindo à medida que abril se aproxima. Por esta razão ao fazer o PR14 - Rota das Amendoeiras que neste artigo descrevemos aumenta as probabilidade de ver as amendoeiras em flor. 

Onde ficam as Amendoeiras em flor

As amendoeiras em flor podem ser encontradas na região de Trás-os-Montes, Alentejo e Algarve. Neste artigo vamos concentrar-nos no concelho de Torre de Moncorvo. Se quiser fazer um roteiro siga pelas localidades abaixo referidas, mas antes da viagem pesquise cada uma delas porque existem eventos e festivais alusivos, sendo o maior e mais conhecido o de Foz Côa denominado "Festa das Amendoeiras em Flor":

  • Freixo de Espada à Cinta;
  • Barga d’Alva;
  • Figueira de Castelo Rodrigo;
  • Foz Côa;
  • Torre de Moncorvo;
  • Vila Flor;

Serra do Reboredo - Torre de Moncorvo

Serra do Reboredo - Torre de Moncorvo

"A serra do Reboredo é, a par do domínio hídrico dos rios Douro e Sabor, a maior riqueza natural do Concelho de Torre de Moncorvo, com a sua imensa mata revestida por um manto vegetal de espécies variadas como os carvalhos, sobreiros, pinheiros, cupressos, castanheiros, medronheiros, urzes, estevas, giestas, espinheiros, carquejas, além de herbáceas raras como é o caso de algumas variedades de orquídeas e a rosa-albardeira.

Percorrendo os seus trilhos pode-se vislumbrar um grupo diversificado de aves e mamíferos, como os pica-paus, chapins, cucos, gralhas, trepadeiras, coruja do mato, noitibós, pombo torcaz, perdiz, corço, javali, gineta, esquilo, texugo. Salienta-se a grande diversidade de espécies de morcegos cavernícolas e arborícolas, assim como a grande diversidade de fungos (como os cogumelos) e muitos líquenes. Além destas espécies há que referir grande variedade de invertebrados destacando-se nas matas do Reboredo, os lepidópteros (borboletas), os coleópteros, aracnídeos, escorpiões, entre outros insetos."1

Aldeia da Açoreira - Torre de Moncorvo1

Aldeia da Açoreira - Torre de Moncorvo

"Açoreira é um local onde se concentram grandes amendoais e que proporcionam magníficas paisagens, nos meses de fevereiro e março, quando as amendoeiras estão em flor."2

"A freguesia de Açoreira, com 524 habitantes, é composta de duas localidades: Açoreira e Sequeiros. A aldeia de Açoreira encontra-se a meia encosta da Serra do Reboredo. O solo é muito acidentado onde o xisto predomina. A origem do nome de Açoreira não se encontra devidamente explicado, havendo teses diversas que relacionam o topónimo com o revestimento primitivo da povoação, ou os que se baseiam na existência de açores (aves) nesta região. É certo, que a ocupação humana remonta, pelo menos ao período Romano."
"Os recursos agrícolas são a grande riqueza natural desta freguesia. A freguesia encontra-se delimitada a sul pelo rio Douro. É igualmente de mencionar a ribeira da Gricha, ribeiro do Coelhinho, ribeira da Pia, Fonte das Pingas, ribeiro Quebrado, e ainda, de grande importância a "Ribeira", que é o maior curso de água e nela fluem as outras ribeiras existentes."
"

Capela de Santa Bárbara - Mançores - Torre de Moncorvo

Entre o património religioso existente, é de referir a Igreja Matriz, dedicada a S. João Evangelista, como também as capelas de Santa Marinha (com pinturas murais do séc. XV-XVI); Santa Bárbara e do Divino Espírito Santo. O conjunto rural de Açoreira é muito interessante, com construções totalmente em xisto. Podem-se observar algumas inscrições com motivos religiosos em diversas habitações. É ainda de referir a Quinta do Campo de Almaçais, lugar referido já desde a Idade Média, onde se localizava a barca de passagem entre o concelho de Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa.

Vestígios da época romana são encontrados nos lugares de Barrais e Canelas. No primeiro existe um habitat romanizado com ocupação medieval, onde se encontram escórias de ferro e um penedo granítico com uma pequena esfoliação natural. Em Canelas, situado na encosta sul da Serra do Reboredo foi encontrado um pequeno bezerro em selenite (pedra de talco), a que se dá o nome de "Berroazinha da Açoreira", atualmente no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa. À superfície apenas são visíveis fragmentos de escórias de ferro."

"Fumeiro, canelões, vinhos do porto e de mesa"
"Santa Marinha - Segunda-feira de Pascoela, Mártir S. Sebastião - 1º fim-de-semana de Agosto e S. João Evangelista - 27 de Dezembro.

Tradições: Rendas, tecelagem e calçado"

"

Carneiro - Açoreira - Torre de Moncorvo

Agricultura (olivicultura, vinicultura), apicultura, pastorícia e construção civil."

Igreja Matriz de Açoreira - Torre de Moncorvo

Igreja Matriz de Açoreira

"A Igreja Matriz de Açoreira datada do Séc. XV, dedicada a S. João Evangelista. Igreja de linhas simples, em que a fachada principal apresenta empena truncada por dupla sineira e com um portal em arco de volta perfeita. O interior dispõe de vários altares e coro. Recentemente, no decorrer de obras de remodelação foi posto a descoberto um nicho com pinturas murais sob estuque."1

Associação Recreativa e Cultural da Açoreira

Quando fizer este percurso pedestre visite a Associação Recreativa e Cultural da Açoreira que é uma força viva desta freguesia, preserva as tradições, une os seus habitantes e recebe bem os forasteiros. Em 10 de dezembro de 2022 inaugurou um forno comunitário. Ao longo do ano realiza várias iniciativas da quais se destaque a Rota das Pipas.

Rota das Pipas - Açoreira

Rota das Pipas - Açoreira

Nós quando chegamos a Açoreira para fazer esta caminhada deparamos com um rebuliço de pessoas e música de gaita de foles e bombos. Ao deambular pelas ruas desta aldeia depressa descobrimos a fonte de toda aquela festa e algazarra.

A Associação Recreativa e Cultural da Açoreira realiza todos os anos em fevereiro ou março, a tradicional Rota das Pipas. Durante este evento é efetuado pela manhã a matança tradicional do porco, com a presença do delegado de saúde, que efetua um procedimento para diminuir o sofrimento do animal. Depois deste ato que entendemos ser problemático para certas pessoas é servido um pequeno almoço tradicional com azeite quente onde os convivas molham o pão. Pelas 12h30 é servido um fausto almoço com batatas com soventre, migas de sarrabulho e feijoada.

Pelas 14h30, decorre a Rota das Pipas, que durante este ano de 2023, foram visitados 11 produtores de vinho duriense, para escolher o melhor. A animação ficou a cargo de três músicos dos Gaiteiros Roleses, que tocavam dois bombos e uma gaita de foles e puseram toda a gente bem disposta, embora não fosse preciso muito esforço.

Neste evento participaram pessoas desta freguesia e turistas que vieram até dos Açores e Madeira. O ponto alto do evento foi a visita aos produtores de vinho, os visitantes compraram uma caneca de ferro e vão todos provar o néctar dos deuses para ver qual é o melhor. Em cada casa há discursos oficiais, petiscos e para o caso de nada ser do agrado dos convivas uma carrinha de caixa aberta segue o cortejo com presunto, queijo e outras iguarias. Curioso no meio desta festa é que ainda não tinham acabado os discursos oficiais dos autarcas e produtores e já corriam as pessoas para ganharem lugar na fila dos provadores da pinga e até ouvimos uma mulher a perguntar, “Que castas leva, é touriga?”, outros não queriam saber das castas queiram era emburricar, são tramados os portugueses.

Claro que segundo parece há bebedeiras democráticas que não escolhem ninguém em particular para se manifestar e até há prémios para os melhores intérpretes dos dois gêneros. A procissão decorre devagar e só acaba à noite, pela nossa parte paramos no quarto, não queríamos ficar borrachos, mas havemos de regressar para a festa completa, fomos embora com um aviso de um senhor, “Olha tenha cuidado que a GNR às vezes está por aí."

Aqui fica o programa oficial de 2023:

Gaiteiros Roleses - Rota das Pipa 2023 - Açoreira - Torre de Moncorvo

  • 08h30 - Tradicional Matança do Porto;
  • 10h00 - Pequeno almoço;
  • 11h00 - Atuação do Grupo Gaiteiros Roleses;
  • 12h30 - Almoço (Sopas, batatas com soventre, migas de sarrabulho e feijoada);
  • 14h30 - Início da Rota das Pipas - Petiscos ao longo de todo o percurso e animação dos gaiteiros;
  • 23h00 - Caldo Verde

As inscrições são obrigatórias e as pessoas podem escolher comprar a pulseira para o evento completo ou só para a Rota das Pipas.

Fonte do Além e Manquinho da Açoreira

Fonte do Além - Açoreira - Torre de Moncorvo

Nesta aldeia de Açoreira o povo guarda as memórias populares da sua história, ditados e lendas em placas afixadas pelo lugar, que misturam por vezes fé e feitiçaria, sagrado com o profano, como a "Fonte do Além", onde os jovens são avisados, "Quem desta a sua sede saciar nesta aldeia irá casar". Ou seja pode aqui casar se beber água da fonte, mas pode também pensar que está estranho por estar de amores, mas descobrir afinal que são cólicas já que uma outra placa diz que a água não é controlado. Ali ao lado foi construída a Capela da Açoreira, onde outra placa mais funesta diz:

"Sete raios tem o sol
Sete raios tem a lua
Renego-te diabo
Que esta alma não é tua"

Uma outra relembra um musico manquinho que vivia numa casa de xisto, "O manquinho cujo primeiro nome era Francisco, era natural da Açoreira onde tinha uma casa modesta de xisto. Tocava instrumentos de corda de ouvido e por necessidade. Inspirando-se nos três irmãos o manquinho da Açoreira escreveu versos em forma de reposódia, eternizando assim as suas histórias."

Aldeia de Maçores - Torre de Moncorvo1

Obra de Arte - Celebração do São Martinho de Mançores - Aldeia de Maçores - Torre de Moncorvo

"Atualmente com 169 habitantes, a aldeia de Maçores encontra-se protegida pelas fraldas do Monte Ladeiro, tendo os ribeiros de Grava e Santa Marinha a rodeá-la. Segundo o Abade de Baçal, o topónimo Maçores formou-se a partir do vocábulo "Masores" que exprime o sentido de executores de testamentos e mandas, de que derivou "Massores", seguindo-se Maçores. No que diz respeito à onomástica "Mosoores" derivou de "Mosores", palavra associada a moleiros, o que faz sentido pelo facto de terem existido nesta povoação vários moinhos que moíam o cereal na Ribeira de Santa Marinha (in: Fernandes, Ilda – Maçores, Minha terra minha gente, ed. CMTM, 2003, pp. 29-30)."
"No termo da antiga freguesia de Maçores, é de realçar o Monte Ladeiro e as Fragas da Maceira, do Pindão, do Arco e da Costa."
"Em Maçores, destaca-se a Igreja Matriz e a Capela de Santa Cruz. O conjunto rural da aldeia de construção em xisto, aliado aos notáveis palheiros, muitos deles de planta semicircular, são motivos para uma visita a esta localidade. É igualmente de mencionar a Quinta do Guapo Velho e a Quinta do Gandona."
"Fumeiro, queijo de ovelha e cabra."
"S. Martinho (11 de Novembro) – festa muito típica e peculiar, com caraterísticas únicas da região. Além de castanhas assadas a população bebe de um caldeiro cheio de vinho que é transportado numa vara levada ao ombro por dois homens.

Tradições: Tecelagem (tapetes e colchas de lã), ferrador, rendas."

"Agricultura (olivicultura, amendoal e vinha) e pastorícia"

Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Maçores

Este percurso não passa pelo interior da aldeia de Maçores, mas se desejar fazer um desvio vá visitar a Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Maçores, a sua capela e obra de arte denominada "Celebração do São Martinho de Maçores", que aqui tem grande tradição. Um dos aspetos que constatamos nesta visita foi a importância que as gentes transmontanas dão ao associativismo. Nos meios urbanos as pessoas têm a falsa ideia que podem viver sozinhas, mas aqui onde as pessoas são poucas todos são importantes e união faz a força e combate a solidão.

Nós no domingo seguinte almoçamos nesta associação onde comemos um divinal cozido à portuguesa. Agradecemos a estas gentes termos sido bem recebidos, onde falamos com um pastor, conhecemos o seu património, história e iremos publicar brevemente a reportagem. 

Capela de Maçores - Torre de Moncorvo

Capela de Maçores - Torre de Moncorvo

"A Capela de Maçores fica inserida no seio de um amendoal junto do campo de futebol de Maçores."2 

Grupo de Caminhadas "Pé de Letra"

Grupo de Caminhadas Pé de Letra, no PR14 - Rota das Amendoeiras - Torre de Moncorvo

Durante o PR14 - Rota das Amendoeiras cruzámo-nos com estes caminhantes a fazer este percurso em sentido inverso que descobrimos serem de Santa Maria da Feira e que nos disseram que o seu grupo se chamava "Pé de Letra".

Cão de Gado Transmontano

Sílvio Dias do Ondas da Serra com um cão de gado transmontano - PR14 - Rota das Amendoeiras - Torre de Moncorvo

Nós começamos o percurso junto da Igreja de Açoreira onde descansavam alguns cães de gado transmontanos. Um deles mais amistoso veio ter connosco e acompanhou-nos a maior parte da caminhada à semelhança do que já tinha acontecido há uns anos quando fizemos uma caminhada em Fuste - Arouca. O animal a dada altura descobriu uma carcaça de carneiro e que nós aproveitamos para trazer os cornos de recordação que vão dar jeito para o Carnaval de Ovar ou Feira Medieval em Santa Maria da Feira, ou será que alguém nos vai querer comprar estes cornos? A dada altura paramos para falar e conhecer o grupo de caminhadas “Pé de Letras”, acima referido e o animal que já o tínhamos como amigo resolveu para nossa tristeza seguir antes com eles, o traidor.

Download do Flyer do Percurso Pedestre e Ficheiro da Rota das Amendoeiras KML

Descarregue aqui e faça o download do Flyer do Percurso Pedestre e Ficheiro da Rota das Amendoeiras KML.

Oferta de uma flor de Amendoeira

PR14 - Rota das Amendoeiras - Torre de Moncorvo

Oferecemos esta flor de amendoeira a toda a nossa comunidade e aos leitores que nos seguem e que juntos possamos apreciar a maravilhosa natureza e privilégio de podermos contemplar por vezes as suas manifestações.

Créditos e Fontes pesquisadas

Texto: Ondas da Serra com exceção do que está em itálico e devidamente referenciado.
Fotos: Ondas da Serra.
1 - www.cm-moncorvo.pt
2 - Flyer da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo
3 - florestas.pt/conhecer/amendoeira-diversidade-adaptacao-e-cultivo-milenares/

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Autor

Ondas da Serra

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