As 7 Lagoas dos Poços Verdes do Sobroso, são uma sucessão de cascatas paradisíacas, alimentadas pelo Rio Cabril, que fazem as delícias dos amantes de quedas de águas e praias fluviais. Cada uma delas é diferente e oferecem também 7 experiências diferenciadas, para nadar, saltar, escorregar, descansar, meditar, relaxar ou apenas contemplar. O seu enquadramento natural soberbo faz inspirar fundo e conter a respiração, estando rodeado de imponentes maciços graníticos, céus azuis e águas cristalinas. Este local fica localizado perto da Aldeia de Xertelo, freguesia de Cabril, Concelho de Montalegre, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês. Para aceder às mesmas é necessário uma caminhada pela encosta do vale e que passa por muitos pontos de interesse, com grande valor em termos geológico, da fauna e flora. Toda a beleza tem a sua face negra que aqui se traduz nos cuidados redobrados que as pessoas devem ter devido ao risco de quedas e escorregadelas, que todos os anos causam feridos, como vimos acontecer. Se for ao local tenha respeito pela Natureza não fazendo lixo, barulho, ouvindo música alta, respeite as pessoas e os animais que encontrar pelo caminho.

A aldeia do Xertelo, foi enriquecida com um miradouro, a 740 metros de altitude, junto ao Fojo do Lobo, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês. Neste local de pasmar o visitante poderá deslumbrar-se com as paisagens arrebatadoras do vale do Rio Cabril e serranias envolventes, onde se destaca do lado direito a Surreira do Meio-Dia, que para nós é a montanha mais formosa e imponente de Portugal. Daqui podem também ser alcançados os aglomerados de 12 das 15 aldeias da freguesia de Cabril, município de Montalegre, e ao fundo a albufeira de Salamonde em Vieira do Minho. Do cimo da sua estrutura metálica, sobre um penedo o olhar pode pousar no sol ardente, azul celeste, montanhosos picos, fragas agrestes, serpenteante rio, aldeias xistosas e lago abarcante.

As Lagoas de Travanca ficam situadas no interior do Parque Nacional Peneda-Gerês, no lugar de Travanca, freguesia de Cabana Maior, concelho de Arcos de Valdevez. As suas águas verde esmeralda, são oferecidas pela Ribeira de Travanca, que nasce na Serra do Soajo e desaguam no Rio Ázere. Esta sucessão de lagoas e quedas de água de boas formas, feitios e profundidades, são emolduradas por paisagens graníticas serranas e florestas encantadas, de um verde luxuriante. Os prados e vales são partilhados por gado da raça cachena e cavalos garranos, onde se ouve ainda o tinido dos chocalhos, canto das cigarras no verão e marulhar das águas gélidas das nascentes. Esta área é ainda pouco conhecida e visitada, com poucas ofertas de alojamento e serviços, estando rodeada de muita riqueza natural e arquitetónica, que urge divulgar, mas com a consciência que deverá ser preservada e fiscalizada.

O percurso pedestres PR2 - Rota do Vale, fica situado no concelho de Cinfães, distrito de Viseu. Este trilho linear, com 18,8 km de extensão, desenvolve-se pelo Vale da Bestança, que se caracteriza pela sua luxuriante fauna e flora. O rio que lhe inspirou o nome nasce na Serra de Montemuro e corre livremente pela encosta até desaguar no Rio Douro. A Associação para a Defesa do Vale do Bestança trabalha para a conservação deste rico habitat tendo como principal missão impedir o aprisionamento do rio com a construção de mini-hídricas. O auge da sua beleza reside na planície central do Prado, que prende o olhar pela sua formosura, marulhar das águas, sinfonia dos pássaros e harmonia da criação. Veja com os seus olhos e diga-nos como alguém pode escrever fielmente sobre a sua beleza. O percurso é caracterizado também pelas aldeias rurais que atravessa, povo que ainda lavra terras, pontes medievais, grande eira comunitária de Bustelo, Capela e Muralha das Portas de Montemuro. Este é um desafio esgotante que o leva às portas do paraíso e a uma natureza que pensávamos perdida e que afinal ainda subsiste com o empenho das gentes locais.

Os Passadiços do Côa nasceram em Vila Nova de Foz Côa, na região do Alto Douro, do distrito da Guarda, perto do museu da arte rupestre. Este pequeno percurso em extensão é grandioso em significação pelas paisagens vertiginosas que brotam do horizonte. O quadro que se abre ao visitante é gigantesco e exerce uma força que remete para a história humana com milhares de anos. A vista alcança paz nos rostos serenos dos Rios Douro e Côa que aqui se enamoram. Nos seus vales foram identificados e classificados dois patrimónios protegidos pela UNESCO, Sítio Pré-Histórico de Arte Rupestre do Vale do Côa e Alto Douro Vinhateiro. Pelas íngremes escadas o visitante poderá consultar informação sobre arte rupestre, pombais, biodiversidade, património natural e arquitetónico desta região. A viagem termina junto à antiga estação desativada da Linha do Douro desta terra, que a esperança quer ver renascida. Na subida de regresso mais custosa as pessoas podem imaginar os esforços para percorrer estas arribas, dos nossos ancestrais para viver, caçar, fugir ou esculpir a rocha e já mais tarde plantar e vindimar para o mundo celebrar.

Na Açoreira, terra transmontana do município de Torre de Moncorvo, realiza-se anualmente um evento denominado Rota das Pipas, organizado pela Associação Recreativa e Cultural da Açoreira. Neste percurso pelas ruas da terra os boémios convidados, novos, velhos, homens e mulheres, munidos duma pequena caneca, vão bebericando o néctar dos produtores vinícolas durienses desta aldeia. O cortejo muito cerimonioso leva também a carrinha da Maria com petiscos e doçaria. O ambiente é animado por grupos musicais com cantorias, bombos, concertinas e gaitas de foles, que junta todo o povo a cantar e dançar. O dia começa bem cedo, com o estoirar de foguetório, matança tradicional do porco e farto pequeno-almoço. Ao meio dia é servido um rico repasto, com finas carnes e odoríferos vinhos. O menu é composto por pratos típicos da matança, com soventre, migas de sarrabulho e feijoada. Esta festa de arromba, acontece no último sábado de fevereiro e coincide com as amendoeiras em flor, que enchem o ambiente de fragrâncias especiais. Todos participam na festa, com trabalho, vontade de comer ou beber. Alguns por terem muita sede dão por vezes grandes rombos no chão para grande contentamento de Dionísio por ter por companheiros ébrios profissionais.