Trilho da Ponte de Ferro Destaque

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O trilho da ponte de ferro começa e acaba em Travassô – Águeda, devendo o seu nome à ponte ferroviária sobre os Rio Velho e Águeda, por onde ainda passa o “Vouguinha”, na linha que liga Aveiro a Sernada do Vouga. Este percurso pode ser feito a caminhar ou de bicicleta.

Cegonhas junto ao apeadeiro de TravassôOndas da Serra foi fazer este trilho num dia soalheiro, ficando aqui o testemunho do que nos despertou mais interesse. O trilho está razoavelmente bem assinalado e o único ponto onde nos enganamos, foi ao passar por baixo da ponte de ferro, seguimos em frente pela direita. Aqui é necessário virar em sentido contrário, passar novamente por debaixo da mesma, acompanhar o Rio Águeda pela sua direita. No nosso caso o engano não teve grandes repercussões, porque fomos ver outras paisagens e campos alagadiços que nos impediram a passagem.

Este percurso é muito interessante de fazer, começa junto à Igreja de Travassô, onde pode apreciar ao fundo o litoral e visitar um antigo lavadouro com interessantes painéis de azulejos que retratam cenas populares.

É interessante notar que os habitantes de Travassô parecem ser muito religiosos, pelos nomes das ruas e travessas, em honra por exemplo dos padres “Camelo e José Tavares”.

Junto ao apeadeiro desta localidade pode apreciar o bailado de dezenas de cegonhas, habitantes em postes metálicos que lá foram colocados pelo homem.

Ao seguirmos em direção à capela da Nossa Senhora do Amparo, vimos uma vivenda cheia de azulejos dum emigrante que diz num painel que lá esteve cinquenta anos.

O parque de lazer junto à capela merecia uma requalificação, manutenção e melhorias. O percurso segue pelo caminho junto duma estrutura da SIMRIA. O ponto alto deste trilho é a ponte de ferro acima referida, entre os apeadeiros de Travassô e Taipa. Nós almoços junto dele, em local seguro e observando os rios. Somos de Ovar onde temos a Ria de Aveiro e muitos locais para observação de aves, mas estes trajetos pareceu-nos ter uma fauna mais rica, tal era a quantidade de aves que se assustavam à nossa passagem e cruzavam os céus. Ficamos com pena de não ter trazido os binóculos, não voltaremos a cometer o erro.

Apesar de não ser permitido, a nossa paixão pela fotografia levou-nos a passar a ponte, sempre com muito cuidado. Mas você não o faça porque lá ainda passam comboios como foi o caso. Um de nós ficou de vigia enquanto o outro explorava e vice-versa, as pontes de ferro têm em uma alma e presença diferentes das de betão. No apeadeiro da Taipa um jovem esperava a chegada do comboio, que aconteceu passado algum tempo e permite um género de viagens que parecem já não ser deste século.

Constatamos o que se tem vindo a divulgar pelos jornais no Rio Águeda, a invasão dos Jacintos de água. Fruto das chuvadas recentes, o caudal das águas tinha destruído muitos, mas é um problema grave que este rio enfrenta.

Os barquinhos em madeira lembrar ao caminhante que o rio é navegável e um tinha-nos dado jeito um, para passar para o outro lado e visitar Requeixo, como não deu contentamo-nos em observar a sua bonita ponto da margem oposto. Para os amantes da bicicleta e também das caminhadas, uma opção interessante é visitarem esta aldeia e explorarem os seus caminhos já que da margem oposto, víamos junto ao Rio Águeda um bom estradão em terra batida, por onde passou alguns pessoas e veículos.  

A dada altura num local mais aberto para o rio, algo nos remeteu para a nossa infância e ficamos alguns momentos a observar. Ali pregados numa árvore jazia os restos duma escadaria em madeira, com uma plataforma na parte superior, para nos dias de mais calor crianças e jovens subiram aos altos e darem saltos para água, no chão uma prancha servia para os mais vertiginosos.

Será interessante notar que este trilho é bonito, mas que deve aumentar a sua beleza na primavera e verão, já que nesta estação os campos de cultivo estavam todos a descansar. O trilho a dada altura deixa de seguir o rio e começamos a regressar a Travassô. Encontramos como indica a informação turística a casa da EDP, com a inscrição “UEP”, em ruinas. Não seria interessante fazerem algo com ela e aproveitarem a sua boa localização?

Aqui calcorreamos os, “caminhos das vinhas”, onde foram plantadas como o nome diz muitas vinhas. Era altura da poda, onde se cortam os excessos das plantas, para a fortalecer e se amarram com vimes. Foi assim que encontramos um empreendedor nesta área com os seus dois trabalhadores que se prontificaram a contar ao Ondas da Serra o que andavam a fazer.

Leia também: As vinhas Casa D’Almear

Ao fundo o Rio Vouga, os campos abertos com gado bovino a pastar e mugir, davam-nos uma sensação extasiante. Em todo o percurso encontramos postes com cegonhas que não se importavam muito com a nossa presença, ainda bem.

Chegamos novamente a Travassô, já escurecia a tarde, aqui existe uma grande concentração de laranjeiras e, como não podia deixar de ser, tivemos que provar algumas, é um hábito que temos.

Bem chegamos ao ponto de partida, junto à Igreja existe uma mercearia onde se pode comer e beber alguma coisa. Como a luz estava boa, fomos repetir algumas fotos e tivemos sorte porque conseguimos assistir ao por-de-sol.

Ainda tivemos tempo de ir conhecer o Café Arsénio, onde Carlos Marques nos contou que gosta de atletismo e aquela zona tem alguns campos abertos onde é possível correr e andar de bicicleta por muitos quilómetros, por paisagens espetaculares.

  1. Almarge – São João de Loure;
  2. Óis da Ribeira – Águeda;
  3. Campo de Espinhel – perto da Pateira de Fermentelos;
  4. Travassô

Os trilhos 1 e 2, tem ligação e juntos têm segundo ele cerca de 30 quilómetros.

E assim terminou a nossa viagem e já temos outra em agenda também para este concelho.

 

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Ondas da Serra

Ondas da Serra® é um Orgão de Comunicação Social com distribuição da informação pela Internet, que visa promover a identidade regional e o turismo através da promoção da cultura, património, monumentos, museus, desporto, economia, gastronomia, ecologia e coletividades dos concelhos da região norte do distrito de Aveiro, Ovar, Santa Maria da Feira, Espinho, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra, Arouca e dos restantes municípios desta região.

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