De bicicleta por rios, aldeias e florestas de Castelo de Paiva e Alvarenga Miradouro sobre o "Rapido dos três saltinhos" - Rio Paiva

De bicicleta por rios, aldeias e florestas de Castelo de Paiva e Alvarenga Destaque

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No dia 14 deixamos o carro perto do novo monumento ao vinho verde em Castelo de Paiva e começamos o percurso de bicicleta pela estrada nacional 225, em direção a Alvarenga. Há muito tempo que procurávamos e encontramos finalmente uma zona sem manchas florestais queimadas.  Este trajeto é muito calmo, tranquilo e dotado duma serena natureza. Por estas terras existe um equilíbrio entre a natureza e humanização da paisagem.  Não foi fácil esta demanda e releva o que se tem passado nos últimos anos em Portugal.

Rio PaivaEsta estrada tem pouco movimento, está sempre ladeada de arvoredo e pode-se avistar as serras em redor ou o desfiladeiro em baixo por onde serpenteia o Rio Paiva. O percurso tem cerca de 25 quilómetros para cada lado, quase sempre em asfalto bem conservado, mas tem um grau de dificuldade elevado. A cada pedalada ouvem-se os grilos e pássaros cantar e riachos a correr. O ar é adocicado pelos perfumes da Primavera e dá gosto saborear os seus aromas.

Como há pouco trânsito os condutores confiam e cortam curvas duma forma completamente louca, quem for fazer este trajeto tem que estar atento a esta situação.

Durante o nosso caminho perto das aldeias e nos campos em redor viam-se fumos e fogueiras e pessoas mais ou menos vigilantes a controlar, num caso porem isso não estava a acontecer e as labaredas consumiam as ervas e silvas junto a uma casa, isto quer dizer que os comportamentos negligentes e perigosos continuam.  

Nós temos o hábito de por vezes sair da estrada para explorar as aldeias em redor e por isso fomos visitar Fornos, que está bem plantada numa planície, onde as vinhas do verde da região, parecem ondas que vão rebentar junto a Igreja de São Pelágio.

A estrada a dada altura começa a descer a encosta e acompanha durante muitos quilómetros o Rio Paiva, no fundo do vale passamos uma ponte junto a um ponto de captação de água.

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Almoçamos na Carvalha onde o cabrito e a posta arouquesa são reis e bem acompanhados pelo verde vinho da região.

O trajeto a dada altura passa também por Travanca – Cinfães – distrito de Viseu, onde nos prendeu atenção um casebre em granito, com um jardim todo florido, onde vivem Maria Alice Sousa e Adriano de Sousa, com 56 e 59 anos, que nos contaram um pouco da sua terra.

Continuando a viagem, em Vila Viçosa, no final duma íngreme subida, talvez para amenizar o esforço, encontramos numa curva um jardim que começava na berma e se precipitava para o interior duma casa. O que mais haviam eram giestas de várias cores e qualidades. Ali reside há muitos anos, Maria Alice Soares, que nos matou a sede e contou histórias para outro artigo.  

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Perto deste ponto uma mulher, de nome Deolinda Conceição de 79 anos, lavava a roupa à mão num tanque publico e desconfiou com muita razão dos nossos nobres objetivos, infelizmente há para aí muita malandragem.

A dada altura do percurso em Janarte é necessário fazer uma importante escolha quando surgir um entroncamento com as indicações “Cinfães, Arouca, Nespereira e Canelas/Espiunca”. Se seguir em direção a Canelas/Espiunca, pode visitar a aldeia de Espiunca, falha geológica, praia fluvial e uma das entradas para os passadiços do Paiva. Se tomar esta opção deve contar depois com uma forte subida para Alvarenga e aproveitar para visitar o miradouro sobre o "Rápido dos três saltinhos", que tem uma vista soberba sobre o Rio Paiva e os passadiços. Este miradouro necessita como podem se pode ver pelas fotos de manutenção urgente já que há tábuas de proteção partidas.

Apesar do esforço nós aconselhamos esta opção e no regresso vir por Cinfães que irá sair ao entroncamento acima referido, trajeto um pouco mais curto. Se quiser uma estrada mais suave segue as placas em direção a Nespereira e sem passar por Canelas/Espiunca.

Chegamos por fim a Alvarenga, terra que brotou no meio duma planície cercada por serras, onde o azul e o verde amainam os espíritos. No local os restaurantes da posta à Arouquesa são muitos e as vacas que os alimentam pastam nos campos em redor.

Quisemos saber mais sobre o local e quatro pessoa que trauteavam num banco de madeira lá nos contaram um pouco sobre o local, Eduardo Sousa, Natinda Cunha, Fernando Cunha e Joaquim Costa, com 59, 77, 88 e 75 anos de idade. Numa horta desta vila encontramos um uso diferente para bonecas, que foram colocadas de forma engenhosa distribuídas pelas culturas para assustar a passarada. No regresso viemos por Nespereira onde abundam os rebanhos de ovelhas e passamos junto à capela de São Brás em Vila Chã - Cinfães.

Começamos esta aventura eram 10h00 da manha e terminamos já passava das 19h00, porque vamos parando para tirar fotos, falando com as pessoas e visitando certas aldeias que nos captam atenção. Estamos agradecidos à natureza por termos feito esta viagem e que continue assim por muitos anos para que outros também o possam desfrutar.   

 

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