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Ontem conseguimos finalmente realizar o nosso evento “Meditação nas Ondas da Serra”, depois de sucessivos adiamentos devido ao mau tempo, mas a espera valeu a pena. Mais de duas dezenas de pessoas participaram na nossa caminhada, num grupo constituído por pessoas de todas as idades e géneros, do Porto, Arouca e Ovar. Em conjunto partilhamos momentos especiais num dia que pensamos perdurará nas suas memórias.

As três pontes de madeira suspiram. As aves prometem. A torre de vigia aguarda. A área circundante da foz do rio Cáster separa o dinamismo urbano do paraíso faunístico e florístico. As debilidades multiplicam-se, apenas mitigadas pela dedicação de Manuel Faneco. A intervenção ficou incompleta.

A relação visceral com Ovar tem consciência da sua existência sempre que Manuel Faneco fala sobre o amor que tem pela cidade. É conhecido por Nené e há mais de 10 anos que defende a conservação da zona verde que envolve a foz do rio Cáster. Defende e luta por ela ao mesmo tempo que se esforça por tornar a comunidade consciente da urgência de agir.

Em Ovar existe um local que passa frequentemente despercebido, a Moita. Nós passeamos com regularidade pelos seus caminhos, apreciando os campos, aves, insetos, flores, águas, esteiros e ria. Os quadros variam com as estações, humores do tempo, pessoas, fauna e flora.

No passado dia 29 de outubro, Ondas da Serra em parceria com o Espaço Yoga de Ovar, organizaram uma viagem entre Regoufe e aldeia mágica de Drave, localizadas em Arouca.

Os 8 km dos Passadiços do Paiva levaram a equipa do Ondas da Serra por paisagens de beleza intocável e deixaram uma certeza: a aventura começa no primeiro degrau e é diferente para todos os exploradores. Localizados na margem esquerda de um dos rios mais cristalinos de Portugal, o rio Paiva, os caminhos de madeira serpenteiam por encostas, águas bravas e praias fluviais.

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