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O Ondas da Serra, ou melhor o Sílvio, o Rui e eu, percorreu Ovar a Aveiro em bicicleta. A aventura começou no primeiro dia em que se ponderou fazer o caminho desde a cidade vareira à cidade dos canais, sempre com a Ria como apoio. Foram mais de 10 horas de percurso e perto de 90 quilómetros de caminho. Mais do que pedalar, ficar espalmado ou mergulhar os pés na lama, ficou a importância do tempo.

Ondas da Serra partiu à descoberta um destes dias por terras de Vale de Cambra. Deixamos o carro em Rogê, perto do Centro Cívico e partimos para desbravar terrenos e procurar aventuras. Não fomos de caravela, nem navegamos numa nau, levamos a bicicleta, não levamos varapau. 

Ondas da Serra foi em busca dos tesouros de Trebilhadouro, não encontramos ouro, incenso ou mirra, mas um rico percurso pedestre, o PR4, integrado na Rota da Água e da Pedra de Vale de Cambra.

Um destes dias fomos pedalar por Válega e Avanca. Iniciamos o percurso pela Rua Ponte de Pedra, perto da linha do norte da CP e do viaduto da Avenida D. Maria II em Ovar. Pedalamos alguns quilómetros em direção a sul, pela Rua do Afreixo, por um caminho de terra batida, sempre com a linha pelo nosso lado direito. A dada altura perto do apeadeiro de Válega tivemos que passar para o outro lado da linha e continuamos a pedalar em direção a sul, mas agora com a linha pelo nosso lado esquerdo.

No dia 14 deixamos o carro perto do novo monumento ao vinho verde em Castelo de Paiva e começamos o percurso de bicicleta pela estrada nacional 225, em direção a Alvarenga. Há muito tempo que procurávamos e encontramos finalmente uma zona sem manchas florestais queimadas.  Este trajeto é muito calmo, tranquilo e dotado duma serena natureza. Por estas terras existe um equilíbrio entre a natureza e humanização da paisagem.  Não foi fácil esta demanda e releva o que se tem passado nos últimos anos em Portugal.

Numa das nossas viagens resolvemos passear de bicicleta por três concelhos, Ovar, Oliveira de Azeméis e Estarreja. Diz a sabedoria popular que por vezes as pessoas não valorizam as riquezas das suas terras. Isto remete para a questão que tantas vezes abordamos, “olhar e não Ver, escutar sem Ouvir”. Vamos ver como uma simples viagem trivial pode transformar-se em algo especial.

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