O percurso pedestre PR1 Ilha dos Amores, inicia-se no lugar do Castelo, junto à praia fluvial com o mesmo nome, em Castelo de Paiva. Este trilho foi beber inspiração à ilha que nasceu no meio do Rio Douro, com a companhia da foz do Rio Paiva. Este caminho tem uma beleza especial, pelas voltas que dá nas aldeias da freguesia de Fornos, seus monumentos religiosos, quintas onde se produz vinho verde e as paisagens que lança sobre o rio que vem de Arouca e o que deságua mais abaixo no Porto.
Para os amantes das bicicletas há um percurso que aconselhamos a fazer entre Castelo de Paiva e Alvarenga, pela estrada nacional 225. Este trajeto é muito calmo, tranquilo e dotado duma serena natureza. Por estas terras existe um equilíbrio entre a natureza e humanização da paisagem. É um percurso difícil, com subidas acentuadas pela serra, com o abismo e passadiços do Rio Paiva à vista. Há muito tempo que procurávamos e encontramos finalmente uma zona sem manchas florestais queimadas. Não foi fácil esta demanda e releva o que se tem passado nos últimos anos em Portugal.
O Rio Paiva brota da Serra da Nave em Moimenta da Beira e deságua no Rio Douro em Castelo de Paiva, junto à Ilha dos Amores e Praia do Castelo. O seu curso tem uma extensão de 110 km e uma área hidrográfica de 77 km2 com 14 562 ha. O mesmo é considerado dos menos poluídos da Europa, sendo por isso muito importante para preservação da fauna e flora e protegido por legislação europeia. O seu curso de água é ainda um dos poucos locais para a desova da truta. O mesmo tem onze afluentes, sendo os principais os rios Frades e Paivô. Pelo seu caminho visita dez concelhos, duas Aldeias de Portugal, nove praias fluviais, várias áreas de lazer, poços e cascatas de arrebatar. A sua beleza deu vida aos Passadiços do Paiva e pavor a quem o enfrentar do cimo da vertiginosa Ponte 516 Suspensa de Arouca. Felizmente que as barragens não o subjugaram e permitem manter o seu caráter bravio usado na prática de desportos de aventura. No entanto, há ameaças que o podem matar pela expansão do cultivo de eucaliptos, agricultura, zonas industriais, habitacionais, açudes e proliferação de espécies invasoras, que lançam alertas e fazem temer pelo seu futuro.