A caminho da aldeia da Castanheira, na Serra da Freita em Arouca, onde as pedras brotam pedras e são conhecidas por parideiras, fica localizado o “Campo de dobras da Castanheira”, um dos geossítios mais interessantes do Arouca Geopark.
A Frecha da Mizarela foi esculpida na Serra da Freita em Arouca, junto das aldeias da Mizarela e perto de Albergaria da Serra. Neste arrepiante local, que bloqueia os que têm vertigens, do miradouro vislumbra-se o Rio Caima a despejar brutalmente e destemido as águas no abismo, numa queda com mais de 60 metros de altura, naquela que é a maior queda d'água de Portugal. Neste artigo vamos conhecer este magnífico local, os pontos de interesse, as suas aldeias em redor, geossítios, praia fluvial, ver um vídeo da descida ao vale e fotos, que lhe vão despertar a curiosidade e vontade de a conhecer.
Fomos conhecer melhor a Serra da Freita em Arouca, pelos caminhos do trilho PR15 - Viagem à Pré-História. Neste percurso irá conhecer o planalto da Serra da Freita, antigos monumentos funerários, aldeias de montanha, pastagens com gado da raça arouquesa, pastores e nascente do Rio Caima. A Primavera é uma das épocas do ano mais aconselhadas para fazer este percurso, porque a mãe natureza acorda para florir as suas encostas despidas destes montes com urze, carqueja e giestas, pintando-as de tonalidades amarelas e lilás, que enchem o ar com doces odores perfumados.
O PR11 Trilho das Levadas em Mansores, é o mais recente percurso pedestre que pode visitar em Arouca. Pelos seus passadiços irá caminhar junto da luxuriante vegetação e galeria ripícola, acompanhado por riachos, levadas, velhos moinhos e cantar da passarada. O percurso começa junto da Capela de Nª Srª do Rosário, no lugar da Vila, onde pode contemplar os vales e montanhas que se estendem em redor.
Para os amantes das bicicletas há um percurso que aconselhamos a fazer entre Castelo de Paiva e Alvarenga, pela estrada nacional 225. Este trajeto é muito calmo, tranquilo e dotado duma serena natureza. Por estas terras existe um equilíbrio entre a natureza e humanização da paisagem. É um percurso difícil, com subidas acentuadas pela serra, com o abismo e passadiços do Rio Paiva à vista. Há muito tempo que procurávamos e encontramos finalmente uma zona sem manchas florestais queimadas. Não foi fácil esta demanda e releva o que se tem passado nos últimos anos em Portugal.
Ontem conseguimos finalmente realizar o nosso evento “Meditação nas Ondas da Serra”, depois de sucessivos adiamentos devido ao mau tempo, mas a espera valeu a pena. Mais de duas dezenas de pessoas participaram na nossa caminhada, num grupo constituído por pessoas de todas as idades e géneros, do Porto, Arouca e Ovar. Em conjunto partilhamos momentos especiais num dia que pensamos perdurará nas suas memórias.