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Até Domingo, 06 agosto 2017

A COMUR-Museu Municipal da Murtosa vai acolher, de 9 de julho a 6 de agosto, a quarta exposição do ciclo “Arte Marinhoa” que mostrará trabalhos dos artesãos Murtoseiros Joaquim Ruivo, Joana Carapelha e Manuel Beiroto.
O ciclo de exposições “Arte Marinhoa”, que terá lugar ao longo do ano de 2017, pretende valorizar e dar a conhecer a diversidade criativa dos artesãos Murtoseiros, através de mostras coletivas, que juntam, no mesmo espaço, três criadores com trabalhos e técnicas distintas.
Nesta quarta mostra, que será inaugurada no dia 9 de julho, domingo, pelas 16H00, serão expostas as cangas de Joaquim Ruivo, os trabalhos em tecelagem de Joana Carapelha e as miniaturas em madeira de Manuel Beiroto. A entrada é livre.
JOAQUIM RUIVO
Joaquim Tavares dos Santos, mais conhecido por Joaquim Ruivo, nasceu na Freguesia do Bunheiro, Concelho da Murtosa, a 29 de julho de 1944. Reside no lugar do Agro, no Bunheiro.
A arte de fazer cangas, apreendeu-a bem cedo, por volta dos 14 ou 15 anos, com o seu pai, Joaquim Ferreira dos Santos, também conhecido por Joaquim Ruivo. Aos 20 anos, como muitos da sua geração, decide embarcar para a pesca do Bacalhau. Deixada a faina, ainda trabalhou 2 anos nas bombas de gasolina da Varela até que, aos 28 anos, emigrou para o Luxemburgo, onde trabalhou numa carpintaria durante 5 anos.
O apelo da Terra Mãe e a ausência da família fazem-no regressar à Murtosa, para trabalhar na Agricultura, atividade que mantém até hoje, sempre em paralelo com a sua paixão de sempre: a construção de cangas.
JOANA CARAPELHA
Joana Henriques Antão, também conhecida por Joana Carapelha, nasceu no dia 30 de julho de 1936, na freguesia e concelho da Murtosa.
Com tantas outras meninas de então, deixou a escola, sem completar a 3ª classe, para ir servir como criada na vizinha freguesia do Monte, onde permaneceu até casar. Trabalhou, igualmente, na monda do arroz e nas secas do bacalhau.
Aprendeu, sozinha, a arte da tecelagem por volta dos 13 anos. Tirava, com frequência, amostras e depois reproduzia-as no tear que tinha em casa.
Com o passar do tempo foi aperfeiçoando a sua técnica e as encomendas foram também aumentando, de tal forma que, para conciliar a tecelagem com as suas obrigações familiares, se levantava, ainda de madrugada, para adiantar serviço.
A tecelagem continua, ainda hoje, a ser uma das suas paixões.
MANUEL BEIROTO
Manuel Joaquim Valente Tavares, mais conhecido por Manuel Beiroto, nasceu na freguesia da Murtosa, a 1 de Junho de 1938.
Após a conclusão da instrução primária, foi trabalhar para a construção, como ajudante de mestre, carregando cal à cabeça e ajudando, paralelamente, os seus pais nos trabalhos agrícolas.
Em 1955 emigrou para a Venezuela, onde trabalhou na construção civil. Em 1967 casou, por procuração, com a sua esposa, que se encontrava, na altura, emigrada no Brasil.
Regressado da Venezuela em 1969, o casal emigra novamente, um ano depois, desta feita para os Estados Unidos da América, onde permanece até 1993.
Instalado definitivamente na sua terra natal, Manuel Beiroto começa, nessa altura, a construir miniaturas de barcos, carro de vacas, utensílios agrícolas e outros objetos, em madeira, inspirando-se nas vivências que conheceu na sua juventude.
