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O Cais do Bico fica localizado no Lugar do Bico, no concelho da Murtosa. Este pedaço de terra junto à Ria de Aveiro é dotado de uma grande beleza natural, calma e tranquilidade. O espaço que se abre para as águas oferece um amplo parque de merendas relvado, com algum arvoredo, e mesas onde poderá fazer piqueniques com a família ou amigos. No dia da nossa visita alguns grupos de amigos defrontavam-se no jogo da malha. No verão, os domingos por estes lados são muito animados e as mesas muito disputadas.

O rancho folclórico “Os Camponeses da Beira-Ria”, do Bunheiro Murtosa, comemorou no passado domingo o seu trigésimo nono aniversário. A festa era para ser realizada na Casa-Museu Custódio Prato, mas a chuva levou os responsáveis a mudar o local para a sede da Junta de Freguesia.

Bunheiro é uma das quatro freguesias da Murtosa, distrito de Aveiro. O património cultural único e a beleza das tradições serviram de impulsionador para a criação do Rancho Folclórico ‘Os Camponeses da Beira Ria’, há precisamente 39 anos. Regressamos ao passado numa conversa com Daniel Henriques de Bastos, um dos fundadores do grupo de danças e cantares, natural e residente nesta terra.

Um destes dias fomos pedalar para Pardilhó e Murtosa e deixamos que o vento insuflasse as nossas velas e nos indicasse a navegação. Estas localidades são especiais porque sofrem a influência e absorvem a cultura da ria, muitos dos seus habitantes ainda são agricultores, pescadores e criam animais. Por todo o lado se encontram, vacas, cavalos, ovelhas ou burros a pastar.

O dia 16 de junho acordou quente com o astro rei a brilhar no céu com todo o seu esplendor. Para aproveitar este magnifico tempo e a frescura das margens da ria de Aveiro, fomos de bicicleta observar a Natureza nos percursos da BioRia entre a Ponte Varela e Cais do Bico na Murtosa e Ribeira das Teixugueiras em Pardilhó.

Numa viagem de bicicleta que fizemos por terra da Murtosa na tarde do dia 27 de abril, fomos encontrar junto às margens da Ria de Aveiro no Bunheiro, uma família a trabalhar à volta do seu barco de pesca “António Manuel”. Como somos curiosos fomos ver o que estavam a fazer e se nos queriam responder algumas perguntas. Aceitaram-nos muito bem e depressa se estabeleceu um dialogo caloroso, com fotografias pelo meio. O local onde trabalhavam no interior da embarcação, a posição dos barcos, as cordas entrecruzadas e a luz não eram os melhores, mas nem sempre é possível trabalhar com as condições ideais, mas achamos que o fundamental foi conseguido.

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