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Falcão deu a última ordem de partida para a Ilha dos Amores faltavam 5 minutos para as 14 horas. Num instante, a balbúrdia do cais cedeu ao silêncio. A equipa do Ondas da Serra foi a última a zarpar rumo ao ponto alto da caminhada ‘Em busca do amor’. À nossa espera estava o almoço partilhada entre as 21 pessoas que se aventuraram por Castelo de Paiva este Domingo, 22 de Julho.

Realizou-se no passado domingo, dia 22 de julho, mais um evento do Ondas da Serra. Sob o mote “Em busca do amor”, Castelo de Paiva acolheu esta nova iniciativa da nossa comunidade. Duas dezenas de pessoas, oriundas de Ovar, Espinho, Vila Nova de Gaia, Porto e Beja foram à aventura para a Ilha dos Amores. Este evento também foi especial porque a equipa do Ondas da Serra esteve toda presente.

O Ondas da Serra vai realizar um novo evento, vamos tentar procurar, falar e meditar sobre o “Amor” e nada melhor que procurarmos todos a nossa “Ilha dos Amores”. Com esta demanda em mente vamos caminhar para Castelo de Paiva no dia 22 julho.

A nossa epopeia marítima glorificada pelo nosso poeta mor Luís de Camões, descreve-nos um lugar edílico na “Ilha dos Amores”, Cantos IX e X d'Os Lusíadas. Nestes cantos é revelado a disposição da deusa Vénus em premiar os marítimos portugueses, com um merecido descanso e com prazeres divinos, numa ilha paradisíaca, no meio do oceano, a Ilha dos Amores. Os ventos estavam favoráveis e levou-nos ao encontro desta Ilha em Castelo de Paiva. Localizada em frente ao porto do Castelo, com vista para a Ilha dos Amores, parte um percurso pedestre com o mesmo nome. A sua localizada privilegiada no Rio Douro e junto à foz do Rio Paiva tem uma beleza e encanto especial.

Localizada numa terra recordada pelos rios Douro e Arda, Pedorido já conheceu melhores dias, quando se extraia carvão das minas do Pejão, cuja exploração foi abandonada em 1994. Numa das nossas aventuras de bicicleta entre esta localidade e a sede do concelho situada em Castelo de Paiva, fomos no final da tarde, tomar um verde à “Tasca da Maria Macedo.

No dia 14 deixamos o carro perto do novo monumento ao vinho verde em Castelo de Paiva e começamos o percurso de bicicleta pela estrada nacional 225, em direção a Alvarenga. Há muito tempo que procurávamos e encontramos finalmente uma zona sem manchas florestais queimadas.  Este trajeto é muito calmo, tranquilo e dotado duma serena natureza. Por estas terras existe um equilíbrio entre a natureza e humanização da paisagem.  Não foi fácil esta demanda e releva o que se tem passado nos últimos anos em Portugal.

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