As Invasões Francesas em 1809 deixaram uma marca vincada na história do povo de Arrifana, concelho de Santa Maria da Feira. Há quem diga que tal sofrimento provocou um síndrome de bairrismo invulgar na população.

A 20 de Janeiro de 1949, Filomena Reis recitava 9 quadras da autoria de um feirense cujo mérito era já reconhecido, Domingo Trincão. Uma homenagem prestada pela sua sobrinha e que o Ondas da Serra recupera 68 anos depois.

Decorreu no passado dia 15 de janeiro de 2017, pelas 15h00, no Cineteatro António Lamoso em Santa Maria da Feira, o magnifico evento, “XIV Encontro de Grupos de Cantadores de Janeiras e Reis de Santa Maria da Feira”, promovido pelo Grupo de Danças e Cantares Regionais da Feira. Está de parabéns o Grupo organizador porque conseguiu fazer uma apresentação de forma diferente, educativa, teatralizando numa antiga casa de um lavrador remediado já falecido a vivência acolhedora de dois casais, com os seus filhos e avós. No meio desta encenação apareciam os Grupos a cantar e pedindo oferendas. Estes reiseiros com as suas vozes transportaram os presentes para um universo da paz e da alegria.

No dia 20 de Janeiro, Santa Maria da Feira celebra a secular Festa das Fogaceiras, a mais antiga e identitária festividade do concelho, e uma das maiores manifestações religiosas do Norte de Portugal.

A má sorte e as catástrofes naturais levaram o povo de Santa Maria da Feira a pedir proteção ao Mártir S. Sebastião. Em troca, uma procissão e a oferta de um pão doce e delgado – a fogaça – em cada dia 20 de Janeiro. Mais de 510 anos depois, a Festa das Fogaceiras impõe-se como a mais antiga e simbólica festividade religiosa do concelho.