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A Ecopista do Rio Minho foi considerada em 2017, a 3ª Melhor Via Verde da Europa, sendo por isso muito procurada pelos amantes das caminhadas, ciclismo e BTT. O trajeto com cerca de 30 km, começa em Vila Nova da Cerveira, passa por Valença e termina em Monção. Nós exploramos dez ciclovias, ecovias e ecopistas nesta região, que começam em Vila Praia de Âncora, junto do Oceano Atlântico e depois acompanham o Rio Minho, para montante. Estes percursos são marcados pela luxuriante galeria ripícola, beleza natural e arquitetónica, numa barreira natural que divide os dois países ibéricos. A história está presente em cada olhar, pontilhada por altivas praças-fortes e velhos castelos, que defenderam a Lusitânia Pátria de assaltos sarracenos, normandos e guerras da restauração. Neste artigo vamos descrever cada trilho e no final disponibilizar os ficheiros de tracking GPS.

As pessoas estão de regresso à natureza, procurando trilhos para fazer a caminhar ou de bicicleta. Por esta razão ao longo dos anos temos vindo a explorar as melhores Ciclovias, Ecopistas e Ecovias do Norte de Portugal. Esta demanda das pessoas levou à criação de belos percursos, que atravessam locais magníficos, junto de rios, rasgando serradas montanhas, tocando o céu ou beijando o mar. Em alguns casos por onde resfolegava comboios a vapor, agora gritam crianças caminhando ao lado dos pais ou pedalando forçosos grupos de ciclistas, trazendo vida a terras que já estavam esquecidas pelo tempo. Neste artigo mostramos-lhe algumas das nossas aventuras por estes trilhos e como fomos felizes a percorrer algumas das mais icónicas e premiadas.

No dia 10 de julho de 2021, o ramal ferroviário que liga Póvoa do Varzim a Vila Nova de Famalicão voltou a expelir fuligem e a resfolgar de vapor, não das antigas locomotivas, mas da nova vida que ganhou. Encerrado ao tráfego em 1995, regressou da reforma para se ver transfigurado numa atrativa ecopista, por onde passam graúdos e miúdos, a caminhar ou a correr, montados em bicicleta de todos os tamanhos e feitios, empurrando carrinhos de bebé, uns mais lentos outros mais rápidos, mas todos cheios de vida e com vontade de ver as bonitas vistas sem comprarem bilhete.

A Ecopista do Tâmega foi construída na antiga linha férrea que fazia a ligação entre a cidade de Amarante e Arco de Baúlhe em Cabeceiras de Basto. Este percurso, com 39 km, tem muita beleza e acompanha quase na totalidade o rio que lhe deu o nome. O Alto da Senhora da Graça ou Monte Farinhas como é também conhecido impõe a sua presença e guarda o viajante dos perigos da aventura. Em todos os recantos à segredos para descobrir como uma associação onde pode almoçar ou um museu ferroviário para visitar. A caminhar ou de bicicleta irá encontrar um túnel e cinco pontes, por vezes rasgando vinhedos de verde vinho que dá vontade de emborcar, vamos lá então pedalar.

A Ecopista do Vouga, em Aveiro, foi construída utilizando o antigo traçado, do ramal ferroviário desativado, da linha para Viseu, a partir da última estação ativa de Sernada do Vouga, ela própria um museu ferroviário. Atualmente vão sendo abertos ao público novos troços, neste artigo vamos explorar os percursos de Águeda e Sever do Vouga. Esta ecopista é a melhor do distrito de Aveiro, por acompanhar durante a maior parte do seu trajeto o Rio Vouga, passando por muitos túneis, a deslumbrante ponte de S. Tiago, antiga estação de Paradela, rasgando as serras e arremetendo por terrenos e aldeias rurais, sem vapor, mas com calor humano, onde o tempo esqueceu de contar. 

A Ecovia do litoral fica situada entre Espinho e Esmoriz, tem cerca de 12 km e ligação para norte e sul com outros percursos. O seu trajeto fica situado junto do mar, praias dunas e floresta, podendo ser visitados edifícios emblemáticos de Espinho, a magnífica Lagoa de Paramos - Barrinha de Esmoriz ou o Parque Ambiental do Buçaquinho. É possível fazer o seu percurso a caminhar ou de bicicleta e contemplar no seu trajeto, ambientes urbanos e populares, como os bairros e cenas da vida dos pescadores. Se tiver sorte poderá ver estes homens na sua faina ou as artes de pesca a descansar ao sol à espera do próximo regresso ao mar.

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