Explore a Ecopista do Tâmega e desvende segredos incríveis Ecopista do Tâmega - Ao fundo o Monte Farinhas, conhecido pelo Alto da Senhora da Graça - Santuário da Srª da Graça Ondas da Serra

Explore a Ecopista do Tâmega e desvende segredos incríveis

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A Ecopista do Tâmega foi construída na antiga linha férrea que fazia a ligação entre a cidade de Amarante e Arco de Baúlhe em Cabeceiras de Basto. Este percurso, com 39 km, tem muita beleza e acompanha quase na totalidade o rio que lhe deu o nome. O Alto da Senhora da Graça ou Monte Farinhas como é também conhecido impõe a sua presença e guarda o viajante dos perigos da aventura. Em todos os recantos à segredos para descobrir como uma associação onde pode almoçar ou um museu ferroviário para visitar. A caminhar ou de bicicleta irá encontrar um túnel e cinco pontes, por vezes rasgando vinhedos de verde vinho que dá vontade de emborcar, vamos lá então pedalar.

Pode ler esta reportagem na totalidade ou clicar no título abaixo inserido para um assunto específico:

  1. Ecopista do Tâmega
  2. Caracterização da Ecopista do Tâmega
  3. Onde comer na Ecopista do Tâmega
  4. Final da Ecopista do Tâmega em Arco de Baúlhe
  5. Regras de segurança e normas de conduta na Ecopista do Tâmega
  6. Avaliação da Ecopista do Tâmega
  7. Galeria de fotos da Ecopista do Tâmega
  8. Vídeos da Ecopista do Tâmega

Ecopista do Tâmega

Ecopista do Tâmega

Há muitos anos que o “Caminho de Ferro do Valle do Tâmega”, deixou de resfolegar por estas encostas. No século passado esta linha servia as gentes de Marco de Canaveses até Arco de Baúlhe, mas a 1 de janeiro de 1990 o serviço comercial foi desativado a partir de Amarante. Em 2007 as três autarquias envolvidas, Amarante, Celorico de Basto e Mondim de Basto, assinaram um protocolo com a REFER e Estado, para requalificar esta via.

As ecopistas nascidas de antigas linhas férreas têm a singular característica de estarem perto do povo, rusticidade e terriolas. Por vezes há a sensação que vamos entrar pela porta adentro dum qualquer casebre. Frequentemente nos quintais vimos mulheres à volta da roupa, homens a lavrar, galos a cantar e chaminés a fumegar, parece que o tempo recua.

História do antigo caminho de Ferro do Vale do Tâmega

"Apesar de ser uma obra que se pretendia rápida e eficaz, na principal ligação de Chaves ao Porto, será preciso esperar quase meio século para serem concluídos os trabalhos, sem nunca atingir o objetivo original. Do primeiro lançamento de estudos, em 1903, à última inauguração, em 1949, é analisada a construção atribulada da ferrovia do Tâmega, entre a Livração e Arco de Baúlhe.

Não obstante a vontade de avançar com as linhas afluentes do Minho e Douro, estas deveriam ser construídas de forma “económica”. A única solução que se coadunava com um orçamento reduzido era a bitola estreita, medindo 100 centímetros entre carris. Esta técnica, validada pelos engenheiros, era vista como a possibilidade ideal para aplicar nas linhas afluentes à principal rede, construída em bitola larga. Além da questão económica, o relevo tomou uma importância fulcral na decisão de aplicar a via estreita nas linhas secundárias.

À semelhança do que aconteceu nas restantes afluentes da Linha do Douro, necessitou de se adaptar à morfologia do terreno. O território, com características montanhosas, acabaria por tornar a obra mais difícil e mais cara. Pela Europa, mas também nos Estados Unidos, já se experimentavam soluções para transpor estas dificuldades, aplicando bitolas mais estreitas. Em Portugal, alguns engenheiros, como Xavier Cordeiro, procuravam compreender esta tecnologia. 

A escolha baseava-se sobretudo nas condições de tráfego, na tecnologia a aplicar, no tipo de serviço e no relevo, sendo, no caso das linhas a norte do Mondego, o último parâmetro aquele que mais influência teve.  Ainda assim, alguns dos mais reputados engenheiros do país, encarregados pelo governo de estudar as soluções, levantavam dúvidas sobre as vantagens da via estreita, mesmo em casos de morfologia difícil. A vertente económica foi o grande catalisador da aplicação da bitola de um metro.

À semelhança do que tinha sido feito em África, também nas vias secundárias da metrópole, onde se incluem as do Plano a Norte do Mondego, se aplicou a via estreita."20 (Fidalgo, J. P. T. 2023)

Exemplo de concurso de arrematação de empreitada da linha do Tâmega

Exemplo de concurso de arrematação de empreitada da linha do Tâmega

Créditos da foto:20 (Fidalgo, J. P. T. 2023)

Mapa da antiga Linha Férrea do Tâmega

Mapa da antiga Linha Férrea do Tâmega

Créditos do mapa:20 (Fidalgo, J. P. T. 2023) 

Etapas da construção da Linha Férrea do Tâmega

"Dado tratar-se de um período de tempo extenso, é essencial repartir o estudo pelas diferentes fases de construção. Através da cronologia da Figura 4, é possível encontrar as etapas de construção relacionadas com os seguintes momentos: estudo, concursos e etapas da empreitada."20 (Fidalgo, J. P. T. 2023)

Etapas da construção da Linha Férrea do Tâmega

Créditos da foto:20 (Fidalgo, J. P. T. 2023)

Chegada da linha férrea do Tâmega a Arco de Baúlhe

"Em dezembro de 1948, chegou ao Arco de Baúlhe a primeira locomotiva, acolhida com grande comoção. Recebidos pela população, chegaram ainda um “furgão e carruagens com pessoal da estação de Celorico, fazendo o primeiro teste na linha”220. A Inauguração, em 15 de janeiro de 1949, contou com uma pomposa festa já que estiveram presentes o ministro das Comunicações e Interior, o governador civil e o diretor geral dos caminhos de ferro. Este avanço era assim visto como o primeiro passo para uma profícua relação entre as regiões do Minho, Trás-os-Montes e do Douro.   

“Com a gare da estação repleta de convidados e as imediações dominantes cheias de povo que se aglomerava ao longo da linha, muros e campos vizinhos, chegou o comboio inaugural”, que transportava os governantes, responsáveis do caminho de ferro, deputados e demais altas individualidades. O ministro foi recebido pela Câmara com atuação da Banda, onde lhe foi pedida a continuação da linha até ao Corgo, bem como outras obras rodoviárias. Depois da sessão solene, o governante fez uma visita à feira quinzenal e seguiu para Mondim. "20 (Fidalgo, J. P. T. 2023)

Galeria de fotos da antiga Linha Férrea do Tâmega

Créditos das fotos:20 (Fidalgo, J. P. T. 2023)

Caracterização da Ecopista do Tâmega

Descrição do Tâmega - Amarante

"Escolher Amarante para atividades ligadas à Natureza é, seja qual for a época do ano, uma ótima opção. A oferta é diversa e vai da simples observação de aves à possibilidade de se experimentarem percursos e rotas de montanha, de se fazerem escaladas e, pensando-se em rios, rafting ou mesmo caminhadas na água!

Mas não só. Os amantes das bicicletas encontram em Amarante e na região condições ideais para os seus passeios, proporcionadas pela Ecopista do Vale do Tâmega, tida, de resto, como referência no âmbito da Rede Europeia de Vias Verdes.

Construída no canal da antiga linha de caminho-de-ferro do Tâmega, a Ecopista teria o seu primeiro troço, de 10 quilómetros, inaugurado em abril de 2011, ligando a estação de Amarante e a fronteira do concelho com Celorico de Basto (cerca de 0,8 quilómetros depois da estação da Chapa)

Vale do Rio Tâmega, Monte da Senhora da Graça e Mondim de Basto

Depois de Amarante, os três municípios de Basto (Celorico, Mondim e Cabeceiras) procederam, também, nos seus territórios, à adaptação do canal da Linha do Tâmega a ecopista, pelo que, hoje, existem 39 quilómetros de via, utilizáveis de diversas formas (para caminhar, fazer jogging, andar de patins ou de skate), mas onde as bicicletas predominam.

“Quem procura Amarante para uma visita ou férias e não trouxe bicicleta, pode alugar uma. A “Amarantrilhos” é uma operadora local com oferta especializada em percursos pedestres e cicláveis e dispõe de bicicletas (normais ou elétricas) para alugar a quem queira partir à aventura. Seja para utilização na Ecopista do Tâmega ou em terrenos de montanha, individualmente ou em grupo”.

Ciclista na Ecopista do Tâmega

De facto, são em grande número os que, diariamente, mas sobretudo aos fins-de-semana e férias utilizam a Ecopista do Tâmega para pedalar. Fazem-no individualmente ou entre amigos e há mesmo famílias inteiras, pais e filhos, a andarem de bicicleta.

A partida é, invariavelmente, feita da estação de Amarante e cada “ciclista” escolhe a distância que quer percorrer. Se se deixa levar, aceite o nosso convite e venha daí para os primeiros 10 quilómetros de Ecopista do Vale do Tâmega, feitos em território de Amarante.

Circule pela direita (há outros ciclistas a fazerem o percurso em sentido inverso). Cumprido o primeiro quilómetro, está a passar ao lado das antigas indústrias Tabopan, que já foram das maiores da Península Ibérica e deram emprego a mais de três mil pessoas. Pouco depois, entrará numa zona densamente florestada, com plantas e árvores e autóctones, onde predominam o carvalho português (quercus faginea) e o sobreiro, em manchas aqui e ali salpicadas de medronheiros.

Não tarda, estará a atingir um dos pontos mais emblemáticos da Ecopista do Tâmega: trata-se do túnel de Gatão, o único em todo o traçado da antiga linha e que tem uma extensão de 150 metros. Transposto o túnel, inicia-se uma descida (ligeira) que a(o) há de levar à ponte sobre a Ribeira de Santa Natália.

Cerca de quilómetro e meio depois do túnel, ficam o cais e o edifício (recuperado) da antiga estação de Gatão, com magníficos painéis de azulejos e, 150 metros à frente, do lado direito, está a Igreja românica de Gatão. O templo, datado do século XIII, integra a Rota do Românico do Tâmega e Sousa. No cemitério ao lado, está sepultado Teixeira de Pascoaes, escritor amarantino e nome grande da literatura nacional.

De Gatão, são muito apreciados os seus vinhos verdes, brancos e tintos. Não estranhe, por isso, os muitos hectares de vinha que, no percurso até à estação da Chapa, bordejam a ecopista.

Com o aproximar daquela estação, passará a ponte de Santa Natália, que tomou o nome da ribeira que transpõe. A ribeira, saiba, nasce no concelho de Celorico de Basto, a 840 metros de altitude, percorrendo 16 quilómetros até mergulhar no Tâmega.

E pronto. Pouco mais de um quilómetro depois, estará na Estação da Chapa e, logo a seguir, no limite do concelho de Amarante, tendo pedalado à volta de 10 quilómetros. Faça o percurso em sentido inverso ou siga em frente. Se for esta a sua opção, atravessará os concelhos de Celorico de Basto, Mondim de Basto e chegará a Cabeceiras de Basto, em cuja estação de Arco de Baúlhe termina a Ecopista do Vale do Tâmega."5

Descrição da Ecopista do Tâmega - Celorico

"A Ecopista do Tâmega, construída no espaço canal da desativada linha ferroviária, destina-se à circulação pedonal ou de bicicleta. Trata-se de um percurso suave e acessível para todos, com um declive muito pouco acentuado.

A Estação de Celorico de Basto é o espaço central desta Ecopista, localizada em pleno centro urbano da sede do concelho. Aqui poderá visitar um núcleo interpretativo e ficar a conhecer a história da Linha do Tâmega. Aqui, é possível apreciar e adquirir alguns produtos locais no posto de vendas, encontrar alojamento neste edifício ou no albergue, proceder ao aluguer de bicicletas para realizar o percurso, trocar de roupa e tomar um banho retemperador no final da jornada.

De Celorico para Norte, a Ecopista tem uma extensão de 17 km, até à Estação do Arco de Baúlhe, na qual está instalado um núcleo museológico. Um dos trechos mais empolgantes é o que antecede a Ponte de Matamá, em Veade, que oferece uma vista extraordinária sobre o rio Tâmega.

De Celorico para Sul, o percurso tem cerca de 22 km, até à estação de Amarante. Logo no início, uma reta enorme permite a entrada num espaço onde reina a solidão da floresta, até chegar à aldeia de Lourido. Entramos, de seguida, numa zona de xisto, em que o percurso se desenvolve ao longo de uma trincheira funda intercalada por trechos de amplos horizontes sobre o vale do Tâmega, que deixam a descoberto o grandioso pendor da montanha."1 

Início da Ecopista do Tâmega

"Pode ser a caminhar ou a pedalar. De uma forma ou de outra, vai encantar-se com o percurso que a Ecopista do Tâmega abre entre Amarante e Cabeceiras de Basto. Trata-se de uma ciclovia que aproveita uma das mais emblemáticas linhas ferroviárias em Portugal, encerrada em 1990.

Surpreenda-se a cada quilómetro que percorre: pela paisagem de floresta, pela vista de serras, pelas aldeias, pela vinha. A beleza do património natural impõe-se num percurso suave e, mais importante, acessível para todos. O rio Tâmega acompanha, de muito perto, quase todo o seu traçado.

A Ecopista da Linha do Tâmega integra a Rede Europeia de Vias Verdes, tem o seu início ao km 12,467, na cidade de Amarante, e termina ao km 51,733, na antiga estação do Arco de Baúlhe (Cabeceiras de Basto)."2

Ficha Técnica da Ecopista do Tâmega

  1. Início: Livração - Amarante;
  2. Fim: Arco de Baúlhe - Cabeceiras de Basto;
  3. Distâncias:
    • Amarante - Celorico: 22 Km;
    • Celorico - Arco de Baúlhe: 17 km;
    • Total da Ecopista do Tâmega: 39 km;
  4. Tipo de piso: Terra batida e betuminoso;
  5. Destaques naturais:
    • Rio Tâmega, acompanha a maior parte do percurso;
    • Alto da Senhora da Graça/Monte Farinhas: 1000 m de altitude;  
  6. Antigas estações e apeadeiros: 12;
  7. Infraestruturas: 
    • 1 Túnel: Gatão: O túnel de Gatão, o único em todo o traçado da antiga linha e que tem uma extensão de 150 metros;
    • 5 Pontes:
      • Ponte de Santa Natália. Sobre a Ribeira de Santa Natália, antes da Estação da Chapa, sentido Amarante - Arco de Baúlhe;
      • Ponte das Carvalhas;
      • Ponte do Barreirinho;
      • Ponte de Caniço ou Freixedo;
      • Ponte de Matamá. Viaduto de Matamá, à entrada de Mondim de Basto, em granito, compondo-se por seis arcos e cuja construção remonta a 1935;
  8. Cidades:
    • Amarante;
    • Celorico de Basto;
    • Mondim de Basto;
  9. Proibições à circulação: (De acordo com as regras de segurança e normas de conduta na Ecopista do Tâmega)10
    • Animais exceto cães-guia. Na utilização da ecopista os utentes não poderão fazer-se acompanhar de animais, exceto por cães-guia;
    • Veículos: É proibido, na ecopista, parquear ou circular com qualquer veículo automóvel, motociclo, ciclomotor, trator, carro de bois e circulação de cavaleiros, exceto veículos prioritários e de manutenção do espaço.

Mapa da Ecopista do Tâmega

Mapa da Ecopista do Tâmega

Créditos do mapa: Câmara Municipal de Celorico de Basto

História da Ecopista do Tâmega

"A Linha do Tâmega - inicialmente denominada Caminho de Ferro do Valle do Tâmega - ligava a estação de Livração (Marco de Canavezes), da Linha do Douro, à estação de Arco de Baúlhe (Cabeceiras de Basto), numa extensão total de 51,733 quilómetros. No dia 1 de Janeiro de 1990 foi desactivado todo o serviço comercial entre Amarante e Arco de Baúlhe, deste ramal ferroviário, dando assim lugar a uma via verde destinada a passeios pedestres, de Bicicleta ou qualquer outro meio não poluente.

Em 2007 as Autarquias envolvidas, a Refer e o Estado assinaram um protocolo que resultaria na construção da Ecopista da Linha do Tâmega, uma via que atravessa três Municípios ao longo de quase 40 quilómetros, Amarante, Celorico de Basto e Cabeceiras de Basto.

Esta Ecopista percorre uma das mais belas linhas ferroviárias do país, permitindo o contacto directo com o património histórico e natural envolvente, nomeadamente as muitas aldeias e pontes que atravessa em toda a sua extensão, as paisagens verdejantes de inigualável beleza e, o Rio Tâmega, ex-libris desta região, e que acompanha quase sempre, de muito perto.

Este projecto, que se inclui na Rede Europeia de Vias Verdes, tem o seu início ao km 12,467, na cidade de Amarante, e términos ao km 51,733 na Freguesia Cabeceirense de Arco de Baúlhe.

Até 2012 apenas o Percurso de Amarante se encontrava em funcionamento, ligando a Princesa do Tâmega a Chapa. Com a inauguração dos Percursos de Celorico de Basto e Arco de Baúlhe, em 2013, a Ecopista da Linha do Tâmega fica agora completa."3

Antigas estações e apeadeiros da Ecopista do Tâmega

Lista com as antigas estações e apeadeiros da Linha do Tâmega

  • 12,467: Amarante
  • 16,626: Túnel de Gatão
  • 17,500: Gatão
  • 20,300: Ponte de Santa Natália
  • 20,897: Chapa
  • 24,389: Ponte das Carvalhas
  • 25,724: Codeçôso
  • 27,472: Ponte do Barreirinho
  • 29,200: Lourido
  • 34,267: Celorico de Basto
  • 36,200: Britelo
  • 38,737: Ponte de Caniço ou Freixedo
  • 39,417: Ponte de Matamá
  • 40,200: Mondim de Basto
  • 43,440: Padredo
  • 45,285: Canedo
  • 47,853: Vila Nune
  • 51,733: Arco de Baúlhe

Antigo Apeadeiro de Gatão

Antigo Apeadeiro de Gatão - Ecopista do Tâmega

Antigo Apeadeiro da Chapa

Antigo Apeadeiro da Chapa -  Ecopista do Tâmega

A freguesia da Chapa fica localizada no limite do Concelho de Amarante com o Concelho de Celorico de Basto a Norte. A Nascente, pode ser apreciada uma panorâmica sobre o vale do Rio Tâmega e sobre a vertente poente da Serra do Marão.

"Quem vai do Porto a Amarante por Valongo. Paredes e Penafiel, atravessa as terras pingues, banhadas pelo Sousa, ricas de águas correntes. pradarias, latadas e bosquedos e de quando em vez, relances de horizontes profundes e serras azuladas. Alamedas, como naves de igreja, cerram frondes frescas e entornam sobras sob a estrada. Passam os grandes bois com os comos em lira e os jugos como altares e moças loiras de estriga olhos verdes de um verde aquático surgem ao lado (...). Súbito temos na frente a barreira longa e Majestosa do Marão, divisórias de povos e províncias. e lá no fundo, numa névoa luminosa e verde de arvoredo, no grande vale, adivinha-se o Tâmega" (Cortesão. 1987)8

Antigo Apeadeiro de Codeçôso

Antigo Apeadeiro de Codeçôso - Ecopista do Tâmega

Antigo Apeadeiro de Lourido

Antigo Apeadeiro de Lourido - Ecopista do Tâmega

Antiga Estação de Celorico de Basto

Antiga Estação de Celorico de Basto - Ecopista do Tâmega

Antiga Estação de Mondim de Basto

Antiga Estação de Mondim de Basto - Ecopista do Tâmega

Antigo Apeadeiro de Pedredo

Antigo Apeadeiro de Pedredo - Ecopista do Tâmega

Antigo Apeadeiro de Canedo

Antigo Apeadeiro de Canedo - Ecopista do Tâmega

Antigo Apeadeiro de Vila Nune

Antigo Apeadeiro de Vila Nune - Ecopista do Tâmega

Antigo Apeadeiro de Arco de Baulhe

Antigo Apeadeiro de Arco de Baulhe - Ecopista do Tâmega

Pedalar com o Rio Tâmega por companhia

O Rio Tâmega, galego de nascimento, divide três das mais belas regiões Lusitanas, Douro, Minho e  Trás-os-Montes. Correm alegres estas águas, já sem a ameaça da barragem do Fridão, matando a sede aos vinhedos destes verdes vinhos. “Súbito temos na frente a barreira longa e Majestosa do Marão, divisórias de povos e províncias, e lá no fundo, numa névoa luminosa e verde de arvoredo, no grande vale, adivinha-se o Tâmega. Cortesão, 1987

Este ondulante e plano percurso, tem também uma passagem pelo túnel de Gatão. Com exceção de alguns quilómetros em terra batida, o piso é betuminoso e está bem mantido. No dia em que o percorremos encontramos com agrado vários trabalhos de limpeza e manutenção. 

Na estação da Chapa, encontramos a atarefada Maria Soares, filha do antigo chefe da estação, Manuel Soares, que em tempos ali trabalhou por uma década. Ainda moçoila relembrou a beleza de ver ali passar os comboios a vapor. As composições e o seu querido pai já partiram, ficou a saudade e a mãe com 82 anos, que por ali ainda resiste.

No Lourido à sombra do arvoredo descansavam das pedaladas, José Leite e Maria do Carmo Leite. O pai e filha partilharam connosco que adoram este percurso que fazem quase diariamente entre Celorico e Mondim.

(As fotos destas pessoas podem ser encontradas na galeria abaixo inserida.)

Destaques da Ecopista do Tâmega

Destaques arquitetónicos da Ecopista do Tâmega

Túnel de Gatão

Túnel de Gatão - Ecopista do Tâmega

"O túnel de Gatão, o único em todo o traçado da antiga linha e que tem uma extensão de 150 metros. Transposto o túnel, inicia-se uma descida (ligeira) que a(o) há de levar à ponte sobre a Ribeira de Santa Natália."5

Créditos da foto: FOTOGRAFIA ALVÃO – Caminho de Ferro do Vale do Tâmega: Túnel de Gatão. 1920 a 1930. Centro Português de Fotografia. [Consultado em 10 agosto de 2023]. Disponível em WWW:<https://digitarq.cpf.arquivos.pt/details?id=1178272> 

Túnel de Gatão - Ecopista do Tâmega

"Construído aquando da segunda fase da linha do Tâmega decorrida entre 21/03/1909 e 22/11/1926, Tem inscrita na parte superior da abóbada a data de 1919 correspondente ao ano da sua inauguração. Situa-se ao Km 16.626.300 da linha do Tâmega entre a Estação de Amarante e a Estação de Galão, sob a actual Estrada Nacional 210.

Tem um comprimento total de 153.70m sendo a estrutura portante e de revestimento em abóbada de cantaria de granito cuja secção transversal tem uma largura média de 4.50m e altura máxima de 5.50m. As faces extremas de remate são trabalhadas em cantaria lina de granito com capeamento na parte superior. No interior do túnel são visíveis dois vãos desencontrados destinados a refúgio e na base das paredes laterais caleira de drenagem."8

Igreja e cemitério de Gatão

Igreja e cemitério de Gatão

"A Igreja de Gatão está classificada como monumento Nacional. De cunho românico, data possivelmente do século XII. Foi restaurada em 1951. No cemitério, sob uma singela laje de granito, está sepultado um dos nomes maiores da poesia portuguesa contemporânea Teixeira de Pascoaes (1877-1952)."8

Igreja de Gatão de estilo românico

Igreja de Gatão de estilo românico

"A Igreja de Gatão estende a sua cronologia de construção pelos séculos XIII e XIV. Na cabeceira encontram-se os elementos românicos mais expressivos. Além da fresta rasgada na parede fundeira, destaca-se, em ambos os lados, uma banda lombarda, modelo de cornija sobre arquinhos.

Da época medieval são também as estreitas frestas da nave, o portal lateral sul e o arco triunfal. Composto por duas arquivoltas quebradas, este é envolvido por um friso enxaquetado. Na Época Moderna efetuaram-se as intervenções mais profundas, nomeadamente no exterior da fachada principal, com o acrescento da galilé e das torres sineiras.

Quer na nave, quer na capela-mor. subsistem significativos trechos de pintura mural a fresco realizados nos séculos XV e XVI, onde se destacam as imagens do Calvário, da Coroação da Virgem, do martírio de São Sebastião, Santa Catarina de Alexandria e Santa Luzia. No cemitério junto à Igreja encontra-se sepultado Teixeira de Pascoaes (1877-1952), um dos mais importantes poetas e escritores portugueses da viragem do século XIX para o XX."8

Paisagem junto à Igreja e cemitério de Gatão

"A paisagem apresenta-se predominantemente verde variada. De ocupação agrícola dos fundos de vale e da zona interior das encostas festas muitas vezes. em terraços de dimensões variadas baseada no milho, prados e vinha. resulta um mosaico policultural compartimentado por sebes, reduzidos maciços arbóreos e algumas manchas de matos A zona superior das encostas encontra-se geralmente florestada, muito frequentemente com eucaliptais. Esta matriz agrícola e florestal salpicada por um povoamento disperso, onde ainda marcam presença as tradicionais habitações de apoio à agricultura em pedra, mas algumas degradas."8

Ponte de Santa Natália

Ponte de Santa Natália - Amarante - Ecopista do Tâmega

Créditos da foto: tripadvisor.pt

"Com o aproximar da estação da Chapa, passará a ponte de Santa Natália, que tomou o nome da ribeira que transpõe. A ribeira, saiba, nasce no concelho de Celorico de Basto, a 840 metros de altitude, percorrendo 16 quilómetros até mergulhar no Tâmega."5 

"Com projecto da autoria do Engenheiro Avelar Ruas, antigo chefe dos Serviços de Estudos e Construção, teve como directores de obra os Engenheiros Carlos Pereira da Cruz Alvaro David e Albino Aroso Situa-se ao Km 20:317,600 (a meio vão) da linha linha do Tamega, no extremo Este da freguesia da Chapa e margem direita do rio Tâmega num vale pronunciado e de grande beleza natural.

Construída sobre o rio Santa Natália, que lhe dá o nome, aquando da segunda fase da linha do Tâmega decorrida entre 21/03/1909 e 22/11/1926. Iniciou-se em outubro de 1922 e terminou em Outubro de 1924, tendo sido inaugurada a 23 de Maio de 1925. Na obra trabalharam 100 operários (tendo um custo final de 840.000$00.

Ponte de Santa Natália - Amarante - Ecopista do Tâmega

Créditos da foto: amarantetourism.com

Ponte em cantaria fina de granito. Tabuleiro plano, com largura variável correspondente à transição entre o vão central e os vãos laterais de encontro e apoio. Vence um vão total de 87 40m, assente sobre três arcos de volta perfeita. Salienta-se o desenho elegante do arco central com um vão de 28.00m, tendo como encontros dois vãos laterais com arcos gêmeos de 11.50m de vão.

Tem dois pegões cegos de geometria variável sem talha-mar As guardas laterais são constituídas por duas Todas de cantaria de granito na base da quais existe uma cornija exterior continua que faz a transição e remate entre o plano superior do tabuleiro e a estrutura portante."8

Ponte de Matamá

Ponte de Matamá - Mondim de Basto - Linha Tâmega

"Das obras de arte presentes neste troço, o destaque principal segue para o viaduto de Matamá, à entrada de Mondim de Basto, em granito, compondo-se por seis arcos e cuja construção remonta a 1935, apesar de apenas ter sido integrado na obra ferroviária durante o período de 1947 a 1949."20 (Fidalgo, J. P. T. 2023)

Créditos da foto: Fonte: FOTOGRAFIA ALVÃO – Caminhos de Ferro - Linha do Tâmega: Construção da ponte ferroviária na zona de Mondim de Basto. 1930 a 1940. Centro Português de Fotografia. [Consultado em 10 agosto de 2023]. Disponível em WWW: <https://digitarq.cpf.arquivos.pt/details?id=1262813> 

Museu Ferroviário de Arco de Baúlhe - Museu Terras de Basto

Museu Ferroviário de Arco de Baúlhe - Museu Terras de Basto. Antiga estação ferroviária de Arco de Baúlhe, na linha do Tâmega.

O Museu Ferroviário de Arco de Baúlhe fica "Localizado no concelho de Cabeceiras de Basto, ocupa diversos edifícios históricos entre os quais a estação ferroviária desta vila e três edifícios destinados ao parqueamento de comboios nesta estação, término da antiga Linha do Tâmega.

Aqui encontram-se carruagens, locomotivas, salões e objetos representativos da história desta linha que ligou a estação de Livração (na Linha do Douro) a Arco de Baúlhe.

Através de peças simbólicas e identitárias, como as relacionadas com o trabalho quotidiano dos ferroviários, veículos únicos como a automotora a gasolina ME 5 (de produção nacional) ou os dois salões direção – SE fv 201 e SE fv 4001 -, veículos utilizados para fins oficiais e nos quais terão viajado, na Linha do Corgo, o rei D. Carlos I e a rainha D. Amélia, evocam-se as memórias que o caminho-de-ferro deixou."4

Museu Ferroviário de Arco de Baúlhe - Museu Terras de Basto

"Antiga estação ferroviária, de via estreita, inaugurada em 15 de Janeiro de 1949. Após um longo processo de discussão e atribulações acaba, contudo, por ser encerrada no final do séc. XX.

O edificado e os veículos circulantes, material ferroviário, placa giratória, sempre mantidos pela Autarquia de Cabeceiras de Basto, originaram a construção de um Museu Municipal que ganhou o Prémio da APOM, em 2005, pelo Melhor Programa Museológico.

Este Museu incorpora na sua missão e coleções uma secção ferroviária, o que justificou a sua inclusão nos núcleos constitutivos do Museu Nacional Ferroviário - Decreto. Lei 38/2005 de 17 de Fev.

O Museu Terras de Basto é um Museu de História Local e Industrial, estabelecendo ligações entre a vida das populações e as viagens que sempre acompanharam esta região, diligências, hospedarias, viajantes. Possui espaços dedicados à História Local, material circulante notável como o comboio histórico, 1890-1908, automotora e locomotiva.

Aplica princípios de Linguagem Inclusiva, possui maletas pedagógicas, edições e exposições regulares de História /Antropologia e Fotografia."9

Horário: Terça-feira a domingo: 9h00-12h30 e das 14h00-17h30. Última visita período da manhã: 11h45. Última visita período da tarde: 16h45. 

Encerra segunda-feira, dia 1 de janeiro e 25 de dezembro. 

Contactos: Museu das Terras de Basto, Rua da Estação, Arco de Baúlhe, 4860-068 Cabeceiras de Basto

Telefone: +351 253 666 350

Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Precário: Gratuito.

Destaques naturais da Ecopista do Tâmega

Rio Tâmega

Alto Senhora da Graça ou Monte Farinhas e Rio Tâmega

"Em ziguezague, a um ritmo que sossega pela leveza, o Tâmega percorre um vasto trajeto entre paisagens floridas e verdes. Amarante é uma das cidades por onde passa e a cumplicidade com o concelho é imensa. Ora, estamos a falar de uma região conhecida como a “Princesa do Tâmega”.

É um destino onde a frescura do rio seduz qualquer visitante para as mais variadas atividades: um passeio junto às margens daquele curso de água ou a prática de desportos como a canoagem, a pesca e, em especial, os passeios em guigas – emblemáticas embarcações do Tâmega. Mais do que uma ligação íntima ao rio, Amarante convida a uma relação com a natureza – com o serpentear daquelas águas, sim, e com as Serras do Marão, do Alvão e da Aboboreira, que as enquadram.

No concelho, Serra e Rio mantêm a intimidade e são até fonte de inspiração para os escritos de ilustres autores amarantinos, como Teixeira de Pascoaes ou Agustina Bessa-Luís.

Nascido em Espanha – na Serra de San Mamede, o Rio Tâmega desagua em Portugal, em Entre-os-Rios. Nos 145 quilómetros que percorre, embeleza regiões como Chaves, Marco de Canaveses, o Douro e, claro, Amarante. E não menos ricos são os afluentes do Tâmega, sobretudo no território amarantino – tem-se o Rio Odres, que dá vida a uma praia fluvial com zonas de lazer, em Vila Meã; ou o Rio Olo, que, no final do percurso, conta com uma central hidroelétrica, a grande causa da iluminação da vila de Amarante a partir de 1917. São rios que confluem para esse rio maior que é, desde sempre, parte da identidade de Amarante."6

Alto Senhora da Graça - Monte Farinhas

"Reedificada na segunda metade do séc. XVIII sobre as ruínas de uma ermida mais antiga, provavelmente do séc. XVI, a capela do santuário, de planta centrada, destaca-se pela possante arquitetura, toda em granito, com coberturas em cúpula e em abóbadas de berço. Na vertente poente, a partir de um escadório, desenvolve-se um caminho lajeado, em ziguezague, ligando três pequenas capelas, construídas nos sécs. XIX e XX, dedicadas à Anunciação, à Visitação e à Natividade.

O monte, com cerca de mil metros de altitude, representa a marca da história, de fé e de deslumbramento. Um espaço sagrado, único, onde grande parte da nossa história e cultura poderão ser contadas. Local privilegiado, local de reflexão, local de oração, local mítico, místico e transcendente!"7

Onde comer na Ecopista do Tâmega

Restaurante do Rancho Santa Maria de Canedo

Carlos Leonel Meireles junto do bar sede do Rancho de Santa Maria de Canedo

Paramos para matar a sede num bar junto à via, explorado pelo Rancho Santa Maria de Canedo. Quem nos serviu foi o seu cantador, Carlos Leonel Meireles e em conversa descobrimos ser um dos admiradores do conjunto dos nossos “Amigos da Tasca Centenária”. Ali são preparados almoços para pessoas e grupos que percorrem esta via.

Marcação de almoços: Associação Recreativa e Cultural de Santa Maria – Canedo de Basto
Morada/localização: Rua da Estação – Canedo de Basto – 4890-144 Celorico de Basto
Telefones: 938 899 621 e 939 280 769 

Leia também: Os Amigos da Tasca Centenária e da música popular Portuguesa

Em Canedo de Basto, descobrimos que originalmente por ali se venerava a Srª da Conceição, até que o Padre António Moreira Dias descobriu uma imagem de Santa Maria de Canedo e mudou o culto da terra.

Final da Ecopista do Tâmega em Arco de Baúlhe

Ecopista do Tâmega - Antiga estação de Arco de Baúlhe

Lá chegamos por fim a Arco de Baúlhe, sem tempo para visitar o seu museu ferroviário e ponte velha. Um dia em cheio e não podíamos regressar sem trazer o famoso vinho verde desta região que por aqui abunda em quantidade e qualidade e que acompanhou sem poupanças o nosso jantar.

É por todas estas emoções, povos, histórias e tradições que somos um grande país e temos esta coisa que só por vezes absorvemos, “Alma Lusitana”.

Leia também: Ecopista do Vale do Vouga

Regras de segurança e normas de conduta na Ecopista do Tâmega

  • "A utilização da ecopista, como rota turística, ecológica, desportiva e educativa, concretiza-se na prática de passeios pedonais, passeios cicloturisticos, passeios em cadeira de rodas, passeios em patins e similares;
  • Os peões e os ciclistas devem circular pela direita;
  • Os ciclistas devem circular com prudência, a uma velocidade adequada, sem colocar em causa a sua integridade física e a dos restantes utilizadores;
  • É aconselhável que os utentes da ecopista utilizem roupas claras e/ou refletoras, devendo os ciclistas utilizar capacete e/ou outros meios de segurança, nomeadamente refletores e campainhas, sendo da sua responsabilidade os danos físicos decorrentes da sua não utilização;
  • Na utilização da ecopista os utentes não poderão fazer-se acompanhar de animais, exceto por cães-guia;
  • É proibido, na ecopista, parquear ou circular com qualquer veículo automóvel, motociclo, ciclomotor, trator, carro de bois e circulação de cavaleiros, exceto veículos prioritários e de manutenção do espaço."

Avaliação da Ecopista do Tâmega

A degradada estação de Celorico de Basto

De uma forma geral ficamos muito impressionados com a beleza, limpeza e estado de conservação deste percurso, das quais destacamos as estações de Celorico de Basto e Arco de Baúlhe. Achamos, contudo, que a estação de Amarante poderia ser requalificada e melhor preservada. O pior foi o estado em que encontramos a de Mondim de Basto, que possui ainda bonitos painéis de azulejos retratando a vida do povo, lavandeiras e vindimas. No entanto, os mesmos estão agora grafitados, arrancados, partidos ou danificados. Neste local pare um pouco e desloque-se para ao exterior onde tem uma vista soberba sobre a cidade, rio e antiga ponte.

Em Gatão passamos pela austera Igreja Românica de São João Baptista. Em Codeçoso saímos do trilho para ir visitar a bonita Igreja de Santo André e conhecer a terra.  Em Vila Nune, visitamos o exterior da Igreja de Santo André. Destacamos também a Igreja Matriz de São Pedro de Britelo, pelo ondulado formato da torre que contrasta com as da nossa região.

Existem também algumas pontes das quais destacamos a da Santa Natália, sobre a ribeira com o mesmo nome, Carvalhas e Barreirinho, todas elas com vistas soberbas sobre o rio, vinhas e campos agrícolas. 

O percurso é dominado pelo Rio Tâmega e Impressionante Monte Farinhas, em Mondim de Basto, mais conhecido pelo Alto da Senhora da Graça, onde foi construído um santuário com o mesmo nome. No entanto, é mais conhecido por ser a etapa rainha da volta a Portugal em bicicleta.

Galeria de fotos da Ecopista do Tâmega

 

Vídeos da Ecopista do Tâmega

Vídeo da Ecopista do Tâmega

 

Vídeo da Ecopista do Tâmega | Ponte Santa Natália

 Vídeo da Ecopista do Tâmega | Antigo apeadeiro de Gatão

 Vídeo da Ecopista do Tâmega | Antiga estação de Arco de Baúlhe

 Vídeo da Praia Fluvial de Fermil - Gagos - Celorico de Basto

Créditos e Fontes pesquisadas 

Texto: Ondas da Serra, com exceção do que está em itálico e devidamente referenciado.

Fotos: Ondas da Serra, com exceção das que estão referenciadas

1 - mun-celoricodebasto.pt/visite-celorico/desporto-e-lazer/ecopista/
2 - amarantetourism.com/poi/ecopista-do-tamega/
3 - ciclovia.pt/ecopistas/1norte/2braga/linha-do-tamega/ecopista-do-tamega.php
4 - fmnf.pt/pt/visita/planear-visita/nucleo-museologico-de-arco-de-baulhe
5 - amarantetourism.com/artigos/pedalar-em-amarante-e-no-vale-do-tamega/
6 - amarantetourism.com/poi/rio-tamega/ 
7 - municipio.mondimdebasto.pt/index.php/29-menu-turismo/nucleo-historico/767-senhora-da-gracamonte-farinha
8 - Placa metálica com informação colocada junto à Ecopista do Tâmega pela Câmara Municipal de Amarante
9 - Placa metálica com informação colocada junto à Ecopista do Tâmega e Museu Terras de Basto pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto
10 - As regras de segurança e normas de conduta na Ecopista do Tâmega que transcrevemos foram elaboradas pela Câmara Municipal de Celorico de Basto e são iguais às de Amarante

Pesquisas bibliográficas

20 - Fidalgo, J. P. T. (2023). A linha do Tâmega (1900-1949). Da idealização à concretização.

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Autor

Ondas da Serra

Ondas da Serra® é uma marca registada e um Órgão de Comunicação Social periódico inscrito na ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social, com um jornal online. O nosso projeto visa através da publicação das nossas reportagens exclusivas e originais promover a divulgação e defesa do património natural, arquitetónico, pessoas, animais e tradições do distrito de Aveiro e de outras regiões de Portugal. Recorreremos à justiça para defendermos os nossos direitos de autor se detetarmos a utilização do nosso material, texto e fotos sem consentimento e de forma ilegal.     

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