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Concelhos

O projeto “Ondas da Serra” pretende através de conteúdos originais promover a identidade regional e turismo dos concelhos de Espinho, Ovar, Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca e duma forma mais geral os restantes municípios do distrito de Aveiro, Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Castelo de Paiva, Estarreja, Ílhavo, Mealhada, Murtosa, Oliveira do Bairro, Sever do Vouga e Vagos.

No nosso projeto colocaremos sempre as pessoas em lugar de destaque e sempre que seja possível nas nossas andanças pelas ondas do mar e da serra falaremos com os pescadores, agricultores, pastores e simples trabalhadores como a nossa equipa. Nesta nossa “nobre” missão respeitaremos sempre o espaço destas gentes e dos seus locais.

Não somos mais um “site”, somos um órgão de comunicação social que vai às raízes profundas das terras longínquas do nosso distrito e da génese do nosso povo para resgatar as suas historias antes que se percam nas brumas do tempo.

Descobrir a magia dos pirilampos e desfrutar de um passeio ao luar, ao som das águas do rio Uíma, é a proposta do Município de Santa Maria da Feira para as noites de 14, 15, 21 e 22 de junho, no Parque das Ribeiras do Uíma. A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia, a partir de 5 de junho, e limitada a 30 participantes por sessão.

Os nossos leitores devem estar recordados de termos contado a nossa aventura de bicicleta entre Castelo de Paiva e Alvarenga. A dada altura em Vila Viçosa – Espiunca - Arouca, no final duma subida, surgiu na curva uma pequena casa, com um bonito e colorido jardim à beira rua plantado. A pequena casa e terreno estavam totalmente submersos por todo o tipo de plantas, flores, vasos e onde as giestas eram rainhas. Como gostamos de fotografia e dos aromas que o ar adornava, paramos um pouco para contemplar a maravilha.

Espalhados pela cidade e arredores, encontramos os fontanários de Ovar, cuja antiga função era dar de beber ou servir de lavatórios aos vareiros do concelho. A construção dos parques junto às frentes ribeirinhas, têm melhorado a recuperação de alguns, mas ainda não é suficiente para evitar que a maioria deste património esteja degradado e corra o risco de desaparecer. Fomos dar uma volta de bicicleta, por nove destes fontanários e medimos a sua saúde ao longo de oito quilómetros. Neste artigo deixamos uma sugestão para planear uma visita a este património indelével da população vareira, mas que para outros por não ser floresta para abater ou cantor para contratar vão deixando morrer.

Vamos relembrar novamente um dos nossos lemas “Olhar e Ver, Escutar e Ouvir”. Andávamos nós na foz do Rio Cáster perto da Ribeira de Ovar, como habitualmente para observar aves, quando vimos duas pessoas a colher algo nas margens da Ria de Aveiro, no canal de Ovar, o que seria? Como temos uma curiosidade natural e estamos sempre dispostas apreender, com educação perguntamos o que estavam a fazer. Estavam a colher salicórnia, que são também conhecidos como “sal verde” ou “espargos do mar”.

“… cercado de montanhas de formas extravagantes, não é fácil descortinar em Portugal outro mais grandioso e espectacular. Quase não tem planos.

A terra é verde e o céu é azul; é tudo verde e azul com raras pintas brancas do casario, que mais do que moradias de homens parecem janelas da própria paisagem.

Nas noites de luar, quando o grande balão de oiro surge na lomba das montanhas, o vale enche-se de magia, dum sortilégio que paira desde os píncaros longínquos às águas sussurrantes do Caima. De manhã é o milagre, todos os dias há um milagre de luz sobre a terra quando o sol nasce em Vale de cambra.

(Ferreira de Castro)

A Falha da Espiunca, é o geossítio G32 do Arouca Geopark, sendo considerada uma falha normal, com deslocamento dos blocos de 1,70 metros. Esta falha pode ser vista numa parede rochosa situada junto à estrada municipal 505 e Ponte da Espiunca, sobre o rio Paiva, numa das extremidades da entrada dos Passadiços do Paiva. Esta falha geológica ocorre no talude da estrada nas rochas mais antigas desta região, que se formaram há mais de 500 milhões de anos nas profundezas de um antigo mar, onde se foram depositando sedimentos, cujos estratos quartzíticos se encontram aqui bem perceptíveis.