domingo, 15 janeiro 2017 14:58

A escola que mudou o ensino da música em Portugal

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Prestes a celebrar 62 anos desde a sua fundação, a Academia de Música Santa Maria da Feira surgiu como um estabelecimento de ensino único em Portugal, o primeiro do atualmente considerado ensino integrado. Pelas mãos de Gilberta Xavier de Paiva, a instituição dedicada à arte marcou a descentralização do ensino de música no país.

Gilberta Custódia da Costa Gouveia Xavier de Paiva foi fundadora e a primeira diretora da Academia de Música Santa Maria da Feira. Enquanto personalidade incontornável no panorama musical português da segunda metade do século XX, conseguiu a descentralização do ensino de música em Portugal. O polo fundado no concelho do Norte do país introduziu em território nacional um modelo de ensino então único em Portugal, assumindo-se como a primeira escola de ensino integrado.

Se a 21 de Dezembro de 1955 a Academia se afirmou por estar à frente do seu tempo, mais de seis décadas depois, continua a mudar o ensino da música em Portugal. No que ao ensino artístico especializado diz respeito, a instituição oferece diferentes possibilidades, em instrumentos tão diversos como o trombone, o clarinete, o oboé, o piano, o violoncelo e o saxofone, num total de 17 instrumentos, e aos quais acresce a técnica vocal.

Todavia, nas instalações sediadas na Rua António Castro Corte Real, em Santa Maria da Feira, é, ainda lecionado ballet clássico, em parceria com a Royal Academy of Dance. As valências do Jardim de Infância e atividades de tempo livres consolidam a missão de uma escola comprometida com o fomento do apreço pela música desde os primeiros anos de vida.

A Academia de Música de Santa Maria da Feira, enquanto pioneira na oferta de uma formação musical descentralizada, num gesto visionário e altruísta de facultar a todos esta formação, continua empenhada na sua missão ao fim de 62 anos em atividade.

 

Fonte: Academia de Música Santa Maria da Feira

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Autor

Ricardo Grilo

Histórias capazes de entrar em contacto com as emoções de quem as lê justificam a minha paixão pelo jornalismo. Natural de Santa Maria da Feira, acredito no potencial de um concelho em ensaios para escrever a sua autobiografia. Aos 24 anos, e enquanto colaborar do ‘Ondas da Serra’, procuro a beleza em escrever sobre uma terra tão especial.

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