Região de Aveiro: 9 sítios a (re)descobrir em 2019 Passadiços do Paiva - Cascata dos três saltinhos | Foto Ondas da Serra

Região de Aveiro: 9 sítios a (re)descobrir em 2019 Destaque

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A precisar de ideias para os planos de fim-de-semana ou sem inspiração para o final de tarde? O Ondas da Serra compilou 9 sítios para visitar em 2019. Cada local proporciona uma relação diferente com a natureza e consigo. (Re)descubra-os.

 

  
 

Rio Inha em Canedo

A margem esquerda do Rio Inha em Canedo, Santa Maria da Feira, estende-se ao longo de mais de três quilómetros. O percurso inicia na rua da Ribeirinha e termina no rio Douro.

O percurso tem zonas asfaltadas e em terra batida. Passear nas suas margens é dialogar com a natureza, apreciá-la e desfrutar da paisagem. Os bancos convidam os mais cansados a sentar-se e os mais observadores a parar para olhar. Os pescadores salpicam as margens do rio enquanto as águas são frequentemente exploradas por amantes da canoagem.

Como chegar: se optar pela Estrada Nacional 222, entre Canedo e Castelo de Paiva, vire à direita antes da Ponte do Inha. Começará a descer para a rua da Ribeirinha, onde começa o percurso.

 

 

Parque Urbano do rio Ul

A floresta urbana prolonga-se ao longo de uma área equivalente a 30 campos de futebol. O parque urbano do rio Ul, um projeto do arquiteto paisagista são-joanense Sidónio Pardal, oferece uma nova interpretação da Natureza, numa relação íntima e dialogante com os seus visitantes.

Silenciosamente, os três pequenos pássaros têm vigiado as convulsões, os passeios e os diálogos do Parque Urbano do Rio Ul, em São João da Madeira. Enquanto ziguezagueia pelos caminhos do parque, deverá passar por alguns dos 2.347 exemplares de árvores já identificados e das 164 espécies táxones e dois nototáxones, distribuídas por 58 famílias.

A descoberta do parque urbano do Rio Ul faz-se a pé ou de bicicleta, sozinho(a) ou acompanhado(a), enquanto se passeia o cão ou se partilha momentos. As 57 espécies de fauna selvagem podem ser boas conselheiras.

 

 

As ribeiras das terras marinhoas

As terras são baixas e de altitude quase constante. Conhecidos por Marinhoas, estes lugares, perto do mar e da ria, são formados por terrenos arenosos e aluvião. Ajudaram a construir a identidade regional a Pardilhó, Bunheiro, Murtosa, Monte, Veiros, Torreira e pedaços de Estarreja e Ovar. Estendem-se por onde o terreno permitiu. O projeto BioRia de Estarreja recuperou um percurso que passa por sete ribeiras, onde o visitante poderá sentir a ria, ver a fauna e flora e imaginar os tempos e ver os locais que outrora foram uma referência na indústria da construção naval.

 

 

Passadiços de Aveiro em harmonia com a ria

Os novos passadiços da cidade de Aveiro aproveitam as potencialidades da ria para, através de uma via pedonal e ciclável, colocar os visitantes em contacto direto com a fauna, a flora e a laguna de uma das zonas mais icónicas da região.

Este troço tem cerca de sete quilómetros de extensão, começando perto do final do Canal de São Roque e terminando no lugar de Vilarinho - Estarreja. Existem alguns troços em terra batida, pontes e bancos em madeira com expressões populares e que remetem para os costumes locais.

Durante o percurso poderá ler os vários painéis informativos colocados em diferentes sítios para saber mais sobre a Ria de Aveiro, Habitats, Leito da Ria, Sapal, Caniçal, Salinas e Espécies da Ria de Aveiro.

 

 

Terras de Fuste, Função e Paço de Mato

Deixamos o carro em Rogê, perto do Centro Cívico, e partimos para desbravar terrenos e procurar aventuras. A nossa primeira paragem foi no Açude do Moreira, situado no Rio Caima ainda em Rogê. Visitamos a Ponte Velha, junto à rua com o mesmo nome, e voltamos à estrada municipal 550, que serviu como guia para a nossa jornada. Passamos por Sandiães, paramos para ver a sua Capela de Santa Ana, uma construção do século XVIII de estilo setecentista, e chegamos ao nosso destino principal, Fuste.

A caminho de Paço de Mato vimos nas encostas da serra quatro aldeias que pareciam pedir a proteção dos montes para não se precipitarem no fundo do vale. Eram Paço de Mato, Viedal, Vilar e Gatão.

 

 

Parque do Buçaquinho: o amante da Natureza

Descobrir todos os segredos do Parque Ambiental do Buçaquinho em apenas uma visita é praticamente impossível. O espaço lúdico-pedagógico localiza-se entre Esmoriz e Cortegaça, no concelho de Ovar, e é o parque urbano ideal para um retiro. As plantas aromáticas, as seis lagoas, o parque infantil e os trilhos compõem 24 hectares de um manto verde e repleto de vida.

Praticar exercício, aproveitar para estender uma toalha e ler, conversar, jogar às cartas ou apanhar sol, brincar no parque infantil, alugar bicicletas e ver vida animal são algumas das atividades disponíveis e motivos que diariamente levam dezenas de visitantes ao parque. A cafetaria pode ser o ponto de chegar ou de partida, dependendo de feitios e prioridades.

 

 

Trilho da Floresta

A rede de ciclovias e ecopistas do concelho de Ovar possui cerca de 30 km de extensão e oferece paisagens em ambiente urbano e natural. A maior parte dos seus percursos oferece segurança às pessoas que por ali caminham ou se deslocam de bicicleta.

Esta ciclovia é separada da estrada e protegida por troncos de madeira. Em muito locais, foram construídos passadiços que fazem trepidar as rodas dos velocípedes.

 

 

Oásis urbano: o parque ideal para esquecer a cidade

Os jardins municipais de Santa Maria da Feira, em pleno coração da cidade, são uma das principais atrações para uma pausa. Os repuxos de água, a ligação ao Castelo Medieval e o longo tapete de relva, convidam a uma tarde sem stress.

 

 

O domínio da natureza nos passadiços do Paiva

Os 8 km dos Passadiços do Paiva deixam uma certeza: a aventura começa no primeiro degrau e é diferente para todos os visitantes. Localizados na margem esquerda de um dos rios mais cristalinos de Portugal, o rio Paiva, os caminhos de madeira serpenteiam por encostas, águas bravas e praias fluviais.

O percurso pode ter início no Areinho ou em Espiunca, em extremidades diferentes do Rio Paiva. Com duração média de duas horas e trinta minutos, o tempo dependerá que pessoa necessita para observar e absorver a beleza desta rota desportiva, cultural, ambiental e paisagística. Disponível ao público ao longo de todo o ano, existem desníveis acentuados, sendo que o Verão acaba por ser a época mais requisitada.

 

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Autor

Ricardo Grilo

Histórias capazes de entrar em contacto com as emoções de quem as lê justificam a minha paixão pelo jornalismo. Natural de Santa Maria da Feira, acredito no potencial de um concelho em ensaios para escrever a sua autobiografia. Aos 24 anos, e enquanto colaborar do ‘Ondas da Serra’, procuro a beleza em escrever sobre uma terra tão especial.

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