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O Parque Temático Molinológico, fica localizado nas freguesias de UL, Travanca e Loureiro - Oliveira de Azeméis, onde está a ser feita a preservação etnográfica dos antigos ofícios de moleiro e padeiro. O segredo do afamado pão de UL aqui cozido é que não há nenhum milagre ou artes mágicas, mas sim carinho empregue na sua fabricação, usando técnicas ancestrais, com produtos genuínos e fornos onde a alquimia produz ouro destes cereais, unindo os elementos da terra, ar, água e fogo, num produto que remete para as nossas raízes primordiais.

Pão doce da Páscoa no Mercado Municipal

No próximo sábado, 24 de março, o Mercado Municipal de Santa Maria da Feira acolhe uma mostra da genuína Regueifa de Santa Maria da Feira – Pão Doce da Páscoa, que conta com a participação de 11 produtores locais. Entre as 9h00 e as 13h00, será possível degustar, comprar e encomendar esta afamada iguaria, associada à quadra pascal, num espaço emblemático da cidade, obra do arquiteto Fernando Távora.

A riqueza da gastronomia portuguesa chega além-fronteiras e Oliveira de Azeméis junta-se, orgulhosamente, a essa reputação. Sobre a gastronomia oliveirense há que fazer referência a dois importantes aspetos.

Estivemos à conversa com o Arrais de Mar da Confraria Gastronómica do Concelho de Ovar, fundada em 27 de fevereiro de 2010. Ricardo Nunes, de 33 anos de idade, natural do Fundão, a residir em Ovar desde 1997, disse que a sede ideal para esta confraria vareira “tem de ter uma cozinha”.

A 20 de Janeiro de 1949, Filomena Reis recitava 9 quadras da autoria de um feirense cujo mérito era já reconhecido, Domingo Trincão. Uma homenagem prestada pela sua sobrinha e que o Ondas da Serra recupera 68 anos depois.

Não se conhece a origem da principal especialidade culinária vareira. Sabe-se, no entanto, que, em Ovar, a tradição da confecção do pão-de-ló é conhecida desde os finais do século XVII: A produção local sofreu um incremento entre 1790 e 1890, uma vez que os ovarenses que trabalhavam sazonalmente nas fainas fluviais do rio Tejo - os fragateiros - levavam para Lisboa canastras de pão-de-ló para presentearem os proprietários das fragatas.

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