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Avanca é uma freguesia do concelho de Estarreja e distrito de Aveiro. É limitada pelos concelhos de Murtosa, Ovar e Oliveira de Azeméis. Fica localizada a cerca de 6 km do centro de Estarreja, tendo como principais acessos a Estrada Nacional 109, A29 e linha do Norte dos Caminhos de Ferro. A sua ligação com a ria de Aveiro faz-se através da Ribeira do Mourão. Aqui neste artigo vamos falar um pouco da sua estação de comboios, devido à sua beleza e ligações à cultura popular.

Numa das nossas viagens resolvemos passear de bicicleta por três concelhos, Ovar, Oliveira de Azeméis e Estarreja. Diz a sabedoria popular que por vezes as pessoas não valorizam as riquezas das suas terras. Isto remete para a questão que tantas vezes abordamos, “olhar e não Ver, escutar sem Ouvir”. Vamos ver como uma simples viagem trivial pode transformar-se em algo especial.

Hoje vamos dar outra sugestão para os amantes da bicicleta poderem fazer muitos quilómetros, rodeados de belas paisagens, pássaros e belas fragâncias marítimas. Os desportistas das duas rodas podem aproveitar a linha de comboio do Norte e saírem na estação de Ovar. Aqui podem pedalar em direção ao Furadouro pela Avenida da Régua e junto à rotunda do Carregal, onde foi colocado recentemente um barco moliceiro, podem virar para sul em direção a São Jacinto.

Um destes dias fomos pedalar para Pardilhó e Murtosa e deixamos que o vento insuflasse as nossas velas e nos indicasse a navegação. Estas localidades são especiais porque sofrem a influência e absorvem a cultura da ria, muitos dos seus habitantes ainda são agricultores, pescadores e criam animais. Por todo o lado se encontram, vacas, cavalos, ovelhas ou burros a pastar.

A Ria de Aveiro possui uma riqueza incalculável em termos da preservação da biodiversidade, mas é necessário estarmos atentos e lutar pela sua conservação, sendo esse um dos objetivos do projeto BioRia do Município de Estarreja.

Numa das nossas incursões de bicicleta por Estarreja, ao passar na Rua Dionísio de Mouro, uma casa chamou-nos atenção. No largo um edifício tinha a fachada coberta por fotografias a preto e branco, podemos vislumbrar por uma porta aberta, o ambiente no interior e ali funcionava uma mercearia tradicional. Pegamos logo na máquina para captar umas fotos do e afastamo-nos um pouco, ao que uma senhora logo exclamou, “O homem pode entrar que ninguém lhe faz mal”.

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