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Aveiro (15)

Aveiro

Aveiro, Cidade dos Canais é uma nova forma de partilhar esses valores, de apresentar o Município de Aveiro em várias das suas facetas mais relevantes, para melhorar o conhecimento da Ria de Aveiro e da Cidade dos Canais, para as observar melhor, Ria e Cidade, de locais improváveis e particularmente belos, como são exemplo o novo CMIA – Centro Municipal de Interpretação Ambiental, o Cais da Ribeira de Esgueira, e os Parques Ribeirinhos da Pateira em Requeixo e no Carregal, entre outros.

Aveiro, Cidade dos Canais combina a Ria e as suas áreas urbanas mais nobres, numa mistura única e bela entre a água e a terra, em navegações que nos levam a sítios especiais como a Beira-Mar, o Paraíso, o Alboi, a Fonte Nova, que nos permitem contemplar a Arte Nova, a arquitetura industrial, o património histórico e modernas operações urbanas. Fonte CM Aveiro

Em setembro de 2006 Paulo Domingues lançava à terra a primeira semente do Projecto Cabeço Santo que é hoje, provavelmente, um dos maiores trabalhos nacionais de recuperação e conservação da biodiversidade. Apostado em devolver à mata do Cabeço Santo, em Águeda, a ancestral vegetação derrotada por eucaliptos e acácias, o antigo aluno e professor da Universidade de Aveiro (UA), licenciado e doutorado em Engenharia Electrónica e Telecomunicações, lançou à terra na última década milhares e milhares de carvalhos, sobreiros, murtas, medronheiros e salgueiros.

O nosso magnífico distrito de Aveiro possui centenas de trilhos, percursos pedestres, ecopistas e ciclovias, por onde podemos caminhar, junto ao mar, Ria de Aveiro, vencendo lagunas, ladeando rios, escalando montanhas e descendo desfiladeiros. Se nós abrirmos à natureza ela abre-se para nós através das paisagens arrepiantes, cantos das aves, zumbido dos insetos, fragrância das flores, marulhar dos ribeiros, mugido das vacas, numa sinfonia do Criador que uma mente aquietada pode saborear. Nas nossas andanças temos falado com pastores, pescadores, criadores de gado, agricultores, feirantes, povos perdidos nas agruras dos casebres graníticos,  que sempre nos transmitem a sua sabedoria ancestral e tradições seculares e nos relembram de outros tempos em que a sociedade estava mais unida.

Há mais de 3000 veados a viver em estado selvagem na Serra da Lousã e áreas envolventes. Descendentes de cerca de uma centena de animais reintroduzidos na Serra no final dos anos 90, numa altura em que a espécie estava extinta na Lousã desde meados do século XIX, o balanço da reintrodução, coordenada pela Unidade de Vida Selvagem (UVS) do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro (UA), faz deste um dos maiores êxitos nacionais e europeus entre os programas de fomento e conservação da biodiversidade. Os biólogos envolvidos garantem que “o veado é hoje em dia, definitivamente, um ex-libris de toda a Serra da Lousã, tendo um forte potencial económico, cinegético e turístico”.

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