Ondas da Serra
Ondas da Serra® é uma marca registada e um Órgão de Comunicação Social periódico inscrito na ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social, com um jornal online. O nosso projeto visa através da publicação das nossas reportagens exclusivas e originais promover a divulgação e defesa do património natural, arquitetónico, pessoas, animais e tradições do distrito de Aveiro e de outras regiões de Portugal. Recorreremos à justiça para defendermos os nossos direitos de autor se detetarmos a utilização do nosso material, texto e fotos sem consentimento e de forma ilegal.
A Falha da Espiunca, é o geossítio G32 do Arouca Geopark, sendo considerada uma falha normal, com deslocamento dos blocos de 1,70 metros. Esta falha pode ser vista numa parede rochosa situada junto à estrada municipal 505 e Ponte da Espiunca, sobre o rio Paiva, numa das extremidades da entrada dos Passadiços do Paiva. Esta falha geológica ocorre no talude da estrada nas rochas mais antigas desta região, que se formaram há mais de 500 milhões de anos nas profundezas de um antigo mar, onde se foram depositando sedimentos, cujos estratos quartzíticos se encontram aqui bem perceptíveis.
Para os amantes das bicicletas há um percurso que aconselhamos a fazer entre Castelo de Paiva e Alvarenga, pela estrada nacional 225. Este trajeto é muito calmo, tranquilo e dotado duma serena natureza. Por estas terras existe um equilíbrio entre a natureza e humanização da paisagem. É um percurso difícil, com subidas acentuadas pela serra, com o abismo e passadiços do Rio Paiva à vista. Há muito tempo que procurávamos e encontramos finalmente uma zona sem manchas florestais queimadas. Não foi fácil esta demanda e releva o que se tem passado nos últimos anos em Portugal.
No dia 4 de maio, fomos pedalar entre Pedorido e Castelo de Paiva pela antiga estrada nacional 222. Agora construíram uma nova via onde é proibido circular bicicletas, mas nós preferimos assim, porque desta forma passamos nas aldeias, falamos com as pessoas e não há tanto transito.
Recentemente Portugal comemorou mais uma revolução dos cravos. Cada vez nos afastamos mais desse marco histórico e desde então o pais tem vindo a desenvolver o seu nível de vida em vários aspetos. Melhoramos muito na economia, saúde, educação e também no desporto. Nas últimas décadas obtivemos muitas conquistas coletivas e individuais que nos enchem de orgulho. Agora competimos para ganhar e abandonamos a nossa descrença e o fado dos velhos do Restelo. Mas nada surge do nada e sem trabalho, no futebol aumentamos o número de praticantes, a qualidade dos formadores e das infraestruturas. Aqui fica uma seleção de algumas equipas do nosso distrito em diferentes escalões que são um exemplo de resiliência e a força dos seus dirigentes e associados.
O Mosteirô Futebol Clube completou no dia 16 de abril, 36 anos de trabalho e resiliência. ‘Unidos no rumo certo’ é o lema de guerra do clube de Santa Maria da Feira. Assistimos no dia 5 de maio, no Campo de Jogos de Santo André em Mosteirô, ao jogo da 12.ª jornada do Campeonato Distrital Traquinas que colocou o Mosteirô a jogar contra o Clube Desportivo de Tarei.
Numa das nossas viagens resolvemos passear de bicicleta por três concelhos, Ovar, Oliveira de Azeméis e Estarreja. Durante o nosso percurso descobrimos muitos motivos de interesse em Válega e Madail. Diz a sabedoria popular que por vezes as pessoas não valorizam as riquezas das suas terras. Isto remete para a questão que tantas vezes abordamos, “Olhar e não Ver, Escutar sem Ouvir”. Neste percurso, por terras muito rurais, conhecemos muito património religioso, natural e vimos um artesão cesteiro a trabalhar e carroças a transportar povo de etnia Romani. Vamos então contar esta história e ver como uma simples viagem trivial pode transformar-se em algo especial.