Ondas da Serra
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Realizou-se no passado dia 06 Janeiro 2017, em Ovar, mais uma noite do Cantar os Reis. Nós assistimos à atuação de 11 troupes, que aqueceram a noite gélida com as suas vozes. Estes grupos foram caminhando pela cidade vareira, onde os esperava gente calorosa e respeitadora das tradições. Esta é uma antiga tradição vareira que recebeu em 2020, o título de Património Imaterial de Portugal. Na primeira semana de janeiro, as troupes de reis saem à rua em Ovar, para entoar canções, inspiradas nas tradições católicas, visitando os cafés, restaurantes, organismos públicos e alguns privados e passando pelo Centro de Artes, para saudarem o nascimento de Jesus, a visita dos Reis Magos, as pessoas e o novo ano.
Outra das riquezas gastronómicas arouquenses, é a doçaria conventual e regional. Na doçaria conventual, cujos segredos de confecção ainda permanecem desde o tempo em que as freiras habitavam o Convento, temos as castanhas doces, o manjar de língua, as barrigas de freira, as roscas e charutos de amêndoa, as morcelas doces e a bola de S. Bernardo.
No meio das montanhas do distrito de Aveiro, há uma grande riqueza que o nosso leitor poderá conhecer na uma síntese que fizemos do que pode fazer, ver, comer e dormir em Arouca. Neste artigo o visitante poderá conhecer o passado geológico da terra, fósseis dos maiores trilobites do mundo, onde os romanos exploraram minas de ouro, um Mosteiro onde está sepultada D. Mafalda, Passadiços do Paiva que colecionam prémios internacionais, uma ponte suspensa de arrepiar que já foi a maior do mundo, praias fluviais paradisíacas e percursos pedestres maravilhosos e outras atrações ímpares do património natural e arquitetónico. Neste concelho destacam-se as suas aldeias, perdidas nos montes, incrustadas em granítica rocha, onde o tempo corre devagar. O visitante depois de tanta atividade tem que comer a conhecida posta arouquesa e provar a doçaria conventual com as conhecidas castanhas doces, mas onde há outros manjares dignos de reis, numa terra que nunca se esgota e tem sempre aventuras e surpresas para descobrir.
A Serra da Freita em Arouca faz parte do Maciço da Gralheira, juntamente com a Serra da Arada (1057 m.) e do Arestal (830 m.), ultrapassando alguns dos seus cumes os 1000 metros de altitude. Ao longo da sua vasta extensão, para além de muitos outros atractivos, pode deparar-se com a Frecha da Mizarela, a maior queda d' água de Portugal, a secular capela da Sra. da Lage, o fenómeno único das Pedras Parideiras, a Portela da Anta e algumas das aldeias mais características da região, como a Castanheira, Cabreiros e Cando. Na Serra da Freita encontram-se alguns dos mais icónicos geossítios do Arouca Geopark, a nascente do Rio Caima, praias fluviais e percursos pedestres e por onde deambulam livremente manadas de vacas e bois da raça arouquesa que amedrontam quem não esteja habituado. A beleza desta serra é soberba na primavera quando florescem carquejas de várias tonalidades, urze, rosmaninhos e outras flores, cobrindo as suas terras com tonalidades de amarelos, lilases, azuis e verdes.
Arouca oferece ao visitante que pretenda passar uns dias nesta região e conhecer as suas bonitas freguesias e aldeias históricas, hotéis tradicionais e muitas quintas e casas para o turismo rural.
À mesa é sempre uma excelente maneira de terminar uma visita a Arouca. A vitela e o cabrito assado são os dois pratos típicos do Município. A carne confeccionada vem dos animais criados, sem recurso a rações, no Maciço da Gralheira, o segredo da excelência do seu sabor. A posta arouquesa, os medalhões de vitela ou a costeletas de vitela grelhada são outras sugestões gastronómicas. A acompanhar a refeição um vinho verde desta região vitivinícola.