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Concelhos

O projeto “Ondas da Serra” pretende através de conteúdos originais promover a identidade regional e turismo dos concelhos de Espinho, Ovar, Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca e duma forma mais geral os restantes municípios do distrito de Aveiro, Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Castelo de Paiva, Estarreja, Ílhavo, Mealhada, Murtosa, Oliveira do Bairro, Sever do Vouga e Vagos.

No nosso projeto colocaremos sempre as pessoas em lugar de destaque e sempre que seja possível nas nossas andanças pelas ondas do mar e da serra falaremos com os pescadores, agricultores, pastores e simples trabalhadores como a nossa equipa. Nesta nossa “nobre” missão respeitaremos sempre o espaço destas gentes e dos seus locais.

Não somos mais um “site”, somos um órgão de comunicação social que vai às raízes profundas das terras longínquas do nosso distrito e da génese do nosso povo para resgatar as suas historias antes que se percam nas brumas do tempo.

Ondas da Serra esteve por estes dias à tarde na praia de Cortegaça, onde andamos à fisga de “estórias” de pescadores, que encontramos naquela tarde cinzenta, povoada de chuviscos aqui e além. Junto ao paredão frontal da avenida principal, fomos encontrar alguns homens que se entretinham a pescar. O mar encontrava-se revolto, segundo a opinião bom para uns e mau para outros.

Os 8 km dos Passadiços do Paiva levaram a equipa do Ondas da Serra por paisagens de beleza intocável e deixaram uma certeza: a aventura começa no primeiro degrau e é diferente para todos os exploradores. Localizados na margem esquerda de um dos rios mais cristalinos de Portugal, o rio Paiva, os caminhos de madeira serpenteiam por encostas e por este rio de águas bravas, um dos últimos de Portugal e dos poucos da Europa. Os visitantes neste percurso podem desfrutar de uma paisagem idílica, passando por riquezas a nível natural, da fauna e flora, ambiental, vários geossítios, praias fluviais e pontes de arrepiar. Se antes este já era um local para os intrépidos, agora com a construção daquela que já foi a maior ponte suspensa do mundo, ficou abismal, estamos a falar da Ponte Suspensa 516 Arouca.  

Portugal vendeu em 2016 perto de 82 milhões de pares de calçado para 195 países. A tendência exportadora da indústria tem vindo a afirma-se nos últimos sete anos, com o Centro Tecnológico do Calçado de Portugal a apoiar os empresários na conquista de novos mercados. São João da Madeira é a fábrica de um dos principais clusters do setor no país e sede desta organização com mais de três décadas.

O Museu da Chapelaria, pertence ao município de São João da Madeira, funcionando numa antiga e icónica fábrica e conta a história da nobre arte de cobrir a cabeça de ilustres senhores, embelezar destacadas senhoras, servir de proteção para a classe operária ou proteção das intempéries. Neste local falamos com Joana Galhano, que aqui trabalha desde 2005, quando começou a desenvolver um projeto de investigação que durou 10 anos, aos quais se podem acrescentar os 12 anos que já passaram desde a sua abertura. O Museu da Chapelaria é um dos quatro que existem na União Europeia, sendo uma instituição de natureza permanente, criada para o interesse coletivo.

14 de outubro a 25 novembro

Para a XVIII edição, o Grupo de Teatro Renascer preparou uma programação de excelência, com vários espectáculos, sendo que 2 deles são peças profissionais de grande sucesso a nível nacional.

Ondas da Serra esteve à conversa em São João da Madeira com Deolinda Silva, conhecida na terra carinhosamente pela “Pequena dos Chapéus”. Mas Deolinda já não é pequena, tem 64 anos de idade, mas ainda trabalha nos chapéus. Esta senhora é natural e residente desde sempre em Casal Novo – Cucujães, tem dois filhos e um casal de netos. Deolinda é do tempo em que as coisas eram mais imutáveis, os empregos, residências e famílias. Nós fomos ter com ela à antiga fábrica “Empresa Industrial de Chapelaria”, onde atualmente funciona o Museu da Chapelaria, para nós ajudar tínhamos à nossa espera Joana Galhano.