Ecovia do Vez |Trilho selvagem junto de rios por passadiços Ecovia do Vez - Ponte Açude de Arco de Valdevez Ondas da Serra

Ecovia do Vez |Trilho selvagem junto de rios por passadiços Destaque

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Ecovia do Vez – 32 quilómetros junto de rios e natureza  

A Ecovia do Vez é um daqueles percursos que os amantes das caminhadas e bicicleta devem conhecer pela sua riqueza paisagística, história, fauna e flora. Os seus 32 quilómetros têm sempre por companhia os Rios Lima e Vez e terminam duma forma espetacular no Sistelo, que ganhou honradamente o titulo de Tibete Português.

 Ecovia do Vez mergulhada nas cores outonais

Ecovia do Vez mergulhada nas cores outonais

A nossa aventura durou dois dias, deixamos o carro em Jolda de São Paio e partimos de bicicleta rumo ao Sistelo, onde dormimos e regressamos no dia seguinte em sentido inverso.

Nesta terra de outono a folhagem esvoaçava saudosa das árvores e amontavam-se pelo caminho num tapete colorido, iluminado pelos escassos raios solares que se esgueiravam pelas copas das árvores. Pelo chão as bolotas amontoavam-se e os ouriços das castanhas faziam perigar as bicicletas. Pontualmente um estrondo adivinhava que choviam castanhas tendo nós aproveitado para recolher algumas. 

Nas margens do rio nos cursos de mais calmaria, as garças reais e os corvos marinhos pescavam ou estavam de atalaia descansando em cima de rochas, prontos para esvoaçar ao primeiro sinal de perigo. Tivemos a felicidade de ver um cagado e junto à Ponte Medieval de Vilela uma lontra em cima duma rocha que não se assustou com a nossa presença.

Arcos de Valdevez - Reserva Mundial da Biosfera

Ecovia do Vez - Passadiços do Rio Vez

O concelho de Arcos de Valdevez, foi declarado pela UNESCO como fazendo parte da “Reserva Mundial da Biosfera”. Este território possui um conjunto de valores naturais únicos que devem ser preservados e valorizados e que vamos conhecer alguns neste artigo.

Rio Lima e Rio Vez integram a Rede Natura 2000

O Rio Vez e o Rio Lima estão integrados na lista de Sítios de Importância Comunitária da Rede Natura 2000 (Rede Ecológica da União Europeia). Estas áreas são classificadas como protegidas, pela importância e raridade da sua fauna e flora.

Etapas da Ecovia do Vez

 

Etapa 1: Jolda de São Paio - Arco de Valdevez

Etapa 1: Jolda de São Paio - Arco de Valdevez - Rio Lima

Distância:

12.586 metros

Rios:

Rio Lima, Rio Vez e Foz do Rio Vez

 

Etapa 2: Arcos de Valdevez - Vilela

Etapa 2: Arcos de Valdevez - Vilela - Grupo de ciclistas a fazer BTT

Distância:

9.859 metros

Rios:

Rio Vez, Foz do Rio Ázere

 

Etapa 3: Vilela - Sistelo

Etapa 3: Vilela - Passadiços em Sistelo

Distância:

10,266 metros

Rios:

Rio Vez, Foz do Rio Cabreiro

Onde o Vez se transforma1

“A entrada do Rio Vez no vale baixo dá-se na região de Sistelo. Aí, o rio abandona os espaços talhados pelos glaciares e pelas águas torrenciais e rapidamente se precipita num vale mais alargado, onde os matos dão lugar gradualmente a pequenos bosquetes de folhas e giestais. Rio selvagem durante a estação das chuvas, o Vez transforma-se num agradável rio de águas límpidas quando o verão se aproxima, com alternância de poços e zonas rápidas.

Nos poços que se formam entre grandes blocos de granito, como o Poço de Caldeiras, as águas são mais lentas e calmas. São os locais preferidos dos peixes, como o escalo, a boga, e a truta, que procuram larvas de insetos como Efémeras e Odonatas. Durante as várias estações é possível observar imagos de macroinvertebrados a sobrevoarem o espelho de água, juntamente com outras aves ripícolas como o Guarda-Rios. É também o local ideal para observação da lontra. Nos locais mais rasos da água rápida, o melro-de-água encontra o sei local de refeições preferido.”

Rio Cabreiro dos rápidos à calmaria1

“A partir da foz do rio Cabreiro, as características do Vez alteram-se novamente. Rio mais maduro, com mais caudal, desloca-se já através de terrenos que ele próprio ajudou a escavar ao longo de milhares de anos.

Mais calmo, já permite a acumulação de sedimentos arenosos quer no fundo quer nas suas margens. Embora os blocos de granito continuem omnipresentes, fundos e praia de calhaus rolados vão surgindo, testemunhando a grande força que as águas calmas do rio escondem e que apenas mostra durante o inverno.

Para jusante desta zona, a ação do homem adicionou-se à do rio, como agente modificador da paisagem, através da construção de açudes e represas, que o ajudam a domesticar.”

Características do percurso da Ecovia do Vez

Ecovia do Vez - Etapa 3 - Vilela - Sistelo

O trilho caminha quase sempre junto dos rios, atravessando pontualmente algumas estradas e a zona urbana de Arcos de Valdevez. O seu percurso varia entre piso de terra, pedra e alguns segmentos entre campos e passadiços. O seu percurso pode ser feito de bicicleta ou a caminhar. Em algumas pequenas partes do troço o piso em cimento está em mau estado, deixando ver a malha de ferro.

A nível da sinalética o percurso está bem documentado e pontualmente aconselhamos as pessoas que o percorram para parem e lerem a sua informação para conhecerem um pouco da sua história e riqueza natural.

Dicas para o percurso da Ecovia do Vez e avaliação das dificuldades

Ecovia do Vez - Passadiços de Sistelo

As duas primeiras etapas fazem-se com facilidade, contudo a última parte da 3 etapa é muito difícil, sendo necessário por vezes circular com a bicicleta à mão. Nos últimos trezentos metros existe um antigo caminho romano, numa subida acentuada por calçada empedrada. Nós damos como alternativa para ultrapassar este obstáculo a seguinte solução. Perto de Sistelo, surge uma pequena ponte à direita, que dá acesso à Capela do Senhor dos Aflitos, no cimo da encosta o caminho interceta a Estrada Nacional 202-2, com destino a Sistelo.

Outra alternativa é antes do Sistelo, quando atravessar uma estrada que dá acesso a São Sebastião - Parral virar à direita para ir apanhar mais acima a Estrada Nacional já referida.

Restrições à circulação na Ecovia do Vez

Existem algumas proibições de circulação nesta ecopista nomeadamente de circulação para ciclomotores, quadríciclos e veículos de tração animal. Para os ciclistas tenham em atenção que entre 1 de julho e 30 de setembro é também proibida a circulação de bicicletas para proteger a grande afluência de caminhantes.

Museu da Água ao Ar Livre do Rio Vez – Arcos de Valdez1

“O Museu da Água ao Ar Livre do Rio Vez surge com o objetivo de divulgar e valorizar a riqueza do património cultural e ambiental do rio e atividade humana que lhe está associada. Sendo um museu ao ar livre, o visitante tem a oportunidade de contactar diretamente com a natureza, num percurso de cerca de 20 km, apreciando a diversidade faunística e florística ribeirinha. Ao mesmo tempo pode ainda descobrir vestígios, de elevado valor histórico, arquitetónico e etnográfico, deixados pelas comunidades do passado.”

Galeria ripícola1

“A vegetação que acompanha o rio Vez ao longo das suas margens forma um corredor denominado por galeria ripícola. Este biótopo surge como um bom exemplar de um ecossistema ribeirinho autóctone bem conservado. A vegetação ripícola é constituída essencialmente por salgueiro-negro, amieiro, freixo e pontualmente por núcleos de salgueiro-branco. Surgem também ao nível arbustivo e sub-arbustivo espécies como o sabugueiro, o sanguinho-de-água, o pilriteiro, a madressilva, o feto-real, o trevo-cervino, a angélica e o lúpulo.

Para além da fauna normalmente associada à vegetação ribeirinha, a largura da floresta ripícola favorece a presença de pequenas aves florestais, como os chapins, a trepadeira, o pisco-de-peito- ruivo e a carriça, entre outros.”

Zonas Fluviais e de Lazer – Praias Fluviais da Ecovia do Vez

Ecovia do Vez - Poço das Caldeiras - Sitelo

A Ecovia do Vez passa por várias praias fluviais que no verão podem ser aproveitadas para se refrescar. No nosso caso havemos de regressar para nos banharmos no Poço das Caldeiras, perto de Sistelo.  

  • Etapa 1 - Jolda de São Paio - Arco de Valdevez
    • Carregadouro – Jolda de São Paio
    • Valeta - Arcos de Valdevez
  • Etapa 2 - Arco de Valdevez - Vilela
    • Pogido - Gondoriz
    • Seixal – Gondoriz
    • Sieiros – São Cosme
    • Carreira – Sá
  • Etapa 3: Vilela – Sistelo
    • Poço das Caldeiras – Loureda
    • Senhor dos Aflitos - Sistelo

Placas de Biologia e Ambiente

Pelo percurso pode encontrar várias placas com informações sobre a fauna e flora, com as seguintes designações: 

  • Pernaltas, Patos e Corvos-marinhos
  • As Aves florestais
  • Prados Floridos e insetos polinizadores
  • Trutas Bogas e Salmões
  • Anfíbios, répteis e libélulas
  • Macroinvertebrados aquáticos
  • Melros d’Água, guarda-rios e lavandiscas

Observatórios na Ecovia do Vez

Observatórios na Ecovia do Vez

Se gostar de fazer observação de pássaros, em pontos estratégicos da Ecovia do Vez foram montadas estruturas que o vão ajudar a desfrutar desta riqueza, bastando para isso levar uns binóculos, máquina fotográfica e não fazer barulho.

Património construído

Muito do património construído junto dos cursos de água está degradado, embora entendamos que é impossível preservar e restaurar tudo, achamos que alguns merecem outros cuidados e no mínimo serem limpos para se apresentarem com alguma dignidade ao visitante. A seguir vamos apresentar alguns exemplos deste património que pode encontrar nas suas margens:

Moinho de Roda1

Ecovia do Vez - Moinho de Roda

“Engenho de moagem de cereal, de roda horizontal no interior do edifício, que tirava partido da força da água do rio para funcionar, à semelhança dos restantes moinhos do Museu da Água.”

Pesqueira do Libório1

“Construção fixa, em pedra, que parte das margens do Rio vez e que conduz a água para uma pequena construção, mais ou menos elaborada, onde o peixe ficava aprisionado.”

Açude de Outeiro1

Ecovia do Vez - Açude de Outeiro

“Construção típica dos rios da tipologia do Rio Vez. O seu objetivo é “abrandar” a corrente e criar uma maior concentração de água, que era depois desviada para levadas e usadas para irrigação. Atualmente são usadas principalmente para zonas de lazer, tendo perdido parcialmente as suas funções de irrigação”

Nora de Guilhadeses1

Ecovia do Vez - Nora de Guilhadeses

“Engenho de rega, também conhecido por Roda, que funcionava pelo princípio da elevação da água. Trata-se de um sistema muito antigo, que é impulsionado pela força da corrente da água conduzida do Rio Vez através de um canal, que é aplicada às pás da Roda, de onde a água é conduzida, para canais de rega.”

Azenha da Chã1

“A velha azenha é um equipamento de moagem de cereal que tirava partido da força da água do rio para funcionar.”

Poldra da Chã1

Ecovia do Vez - Poldra da Chã

“A típica poldra era usada para atravessar o rio de forma pedonal.”

O que fazer – O que ver em Arcos de Valdevez

 

Campo de Transladário1

Arcos de Valdevez - Campo de Transladário

“Corria o ano de 1141, Afonso Henriques, futuro primeiro rei de Portugal, invade e toma castelos em território galego, provocando a ira de Afonso VII, Imperador de Leão e Castelo, seu primo. Como represália, os exércitos leoneses, em número muito superior, avançam rapidamente sobre o Condado Portucalense, encontram-se, frente a frente, em Valdevez, naquele que parece ser um confronto iminente. Contudo, acaba por ser definida uma negociação entre as partes, poupando homens, por acordo comum, ambos aceitam realizar um bafordo ou torneio, conhecido como “Recontro de Valdevez”, os portugueses saem vitoriosos, permitindo assim a autonomia e a afirmação crescente do jovem monarca e a Independência de Portugal. ”

Ponte sobre o Rio Vez (Ponte da Vila)1

Arcos de Valdevez - Ponte sobre o Rio Vez (Ponte da Vila)

“A atual ponte que liga as duas margens da Vila de Arcos de Valdez é uma construção do século XIX, iniciada em 1876 e finalizada em 1880, que substituiu integralmente um exemplar de origem medieval, de estrutura marcadamente românica, construída provavelmente entre os finais do século XII, inícios do século XIII, uma vez que nas Inquirições de 1258 o topónimo Arcos surge já referenciado.”

Ponte Açude de Arco de Valdevez1

“Estrutura utilizada como meio de ligação pedonal entre as duas margens do Rio Vez, mas com a função adiciona de retenção e regularização da água do rio. O açude é designado de Açude da Valeta e suporta a praia fluvial com a mesma designação. “

O que fazer – O que ver em Vilela – Arcos de Valdevez

 

Ponte Medieval de Vilela1  

Ecovia do Vez - Ponte Medieval de Vilela

“Apesar da sua construção tipicamente românica, a datada da sua edificação não é conhecida; contudo, aparece referenciado um topónimo “Ponte” nas inquirições régias de 1258, o que poderá supor a sua existência já na primeira metade do século XIII.

Apresenta uma estrutura característica e original de rampas de acesso e tabuleiro em cavalete assente em dois arcos, um deles quebrado, de tamanho desigual, e talhamar para corte de águas de perfil prismático. O parapeito é de cantaria aparelhada, estando o pavimento, de cariz irregular, assente diretamente sobre o fecho dos arcos.

Na margem esquerda ergue-se uma “alminha” com imagem de Santa Luzia, pintada, no local onde, segundo a tradição, terá existido primitivamente uma capela votiva. As siglas de canteiro existentes nos dois arcos sugerem um cariz arcaica de escrita, dada a predominância de letras do tipo “romano” em detrimento das de feição “alemã” características da época.”

O que fazer – O que ver em Sistelo

 

Paisagem Cultural Sistelo – Sucalcos de Sistelo - Veiga agrícola1

Paisagem Cultural Sistelo – Sucalcos de Sistelo - Veiga agrícola

“Rodeadas por terrenos férteis as margens do Rio Vez cativaram as antigas populações que aqui se instalaram. De fácil maneio e providas de água em abundância, facilitaram a produção de forragem, fundamental para a, manutenção do gado durante o inverno, quando as pastagens em altitude se mostram menos adequadas para esse efeito.

Apesar dessa fertilidade a elevada humidade da zona não a torna adequada para todos os tipos de cultivo, como o milho e outros cereais. Nascem assim socalcos tão característicos de Sistelo que surgiram da necessidade de criar terrenos mais adequados a outros tipos de cultivo, resultado numa veiga agrícola multifacetada onde os habitantes conseguiram uma agricultura de subsistência variada.

A veiga baixa foi assim sendo relegada para a função de suporte à criação de gado, em que os terrenos mais húmidos são usados como pastagens permanentes e em que é permitida a intrusão da floresta nesse espaço. Essa intrusão surge em forma de sebes viva onde espécies arbustivas e arbóreas são usadas na divisão da propriedade. Surge assim um sistema heterógeno de elevada diversidade biológica e de importância fundamental para os insetos polinizadores e outros organismos que frequentam os prados”

Outros motivos de interesse:

Sistelo - Casa do Castelo

  • Casa do Castelo
  • Centro Interpretativo
  • Igreja de São João Batista de Sistelo
  • Ponte de Sistelo (Integrada no Trilho das Pontes)
  • Capela do Senhor dos Aflitos – Sistelo
  • Foz do Rio Cabreiro

Trilhos e Percursos pedestres no Sistelo

Nós fizemos os dois primeiros trilhos, a ordem aqui apresentada reflete o crescente grau de dificuldade dos percursos.

  • PR 19 - Trilho das Pontes – 0,8 Km (211)
  • PR 25 – Trilho dos Passadiços – 1,8 Km (211)
  • PR 27 – Trilho do Miradouro da Estrica - 4,5 km
  • PR 24 – Trilho socalcos de Sistelo – 5,8 Km
  • PR 14 – Trilho das Brandas de Sistelo – 6,5 km
  • PR 6 – Trilho do Glaciar e do alto do Vez – 12,8 Km
  • PR 10 – Rota de Montanha entre brandas – 22 km
  • PR 1 – Trilho Rota de Sistelo | Romeiros da Peneda – 20 Km
  • GR2 – Grande Rota Intermunicipal do Alto Minho – Troço de Arcos de Valdevez – 77 Km
  • GR1 – Travessia das Serras da Peneda e Soajo – 77 Km

Pessoas na Ecovia do Vez

Pessoas na Ecovia do Vez

Junto à Foz do Rio Vez, no encontro com o Rio Lima, encontramos um casal Português que vivem em Toronto – Canadá e estavam a passar férias em Portugal, a Elisabete Marques e o Adérito Marque. Este homem nasceu em Vila Nova da Muia - na Ponte da Barca, tendo sido levado para aquele país com 15 anos. Estavam a fazer o percurso desde o Sistelo, em várias etapas até Jolda de São Paio. Ambos realçaram a beleza da ecopista e suas paisagens maravilhosas.

Animais no percurso

Ecovia do Vez - Boi da Raça Cachena

Ambas as margens da ecovia têm os seus encantos, na margem mais afastada dos humanos floresce a vida selvagem e descansam as aves pernaltas e perto do Sistelo podem ser avistados os cavalos garranos. Na margem próxima da ecovia, pelos campos vão se avistando a pastar, ovelhas, cabras, porcos e gado bovino da raça Cachena, com os seus grandes chifres e os machos com a sua corpulência majestosa e tons castanhos escuros na zona inferior e frontal. 

Pastor José Rodrigues - Sistelo

Pastor José Rodrigues - Sistelo

No domingo bem cedo antes de irmos fazer a nossa caminhada, encontramos José Rodrigues, de Sistelo, com os seus cães a caminhar para a serra, munido do seu cajado, que disse ir dar uma volta para ver o seu gado da raça bovina cachena e cavalos garranos,

Regresso a Jolda de São Paio com chuva

Pela manhã em Sistelo só tivemos tempo para fazer o pequeno trilho das pontes de Sistelo, que o que perde em tamanho ganha em qualidade. O tempo urgia e regressamos, mas desta vez para evitar a calçada romana fomos apanhar a ecovia pela estrada que passa à Capela do Senhor dos Aflitos. O tempo foi entristecendo e entramos já com ameaça de chuva em Arcos de Valdevez, onde junto ao Campo de Transladário se aglomeravam pessoas a dançar ao som das concertinas e vozes num improvisado arraial minhoto. Já entramos na última etapa de regresso com chuva persistente, que fez cair muitas castanhas, tudo tem o seu lado positivo e ao jantar já provamos um pedaço daquilo que durante a idade média foi por vezes a base de sustendo dos povos.

Agora havemos de regressar para visitar Sistelo com mais critério, fazermos a caminhada dos socalcos e banharmo-nos nos poços do Rio Vez.

Não deixamos este local sem fazer o nosso "Puja" de agradecimento ao Universo e beijarmos uma árvore pela mãe natureza nos deixar usufruir da sua criação.

Texto: Ondas da Serra, com exceção da informação que está devidamente assinalada. Fotos: Ondas da Serra.

Fonte: 1 – Câmara Municipal de Arcos de Valdez

Agradecimento à comunidade Ondas da Serra

Obrigado a todos os que nos têm acompanhado ao longo destes cinco anos e desejamos que sejam felizes e sempre que possam façam algo em defesa do nosso planeta e dos valores que partilhamos.

Sílvio Dias do Ondas da Serra - Sistelo

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Autor

Ondas da Serra

Ondas da Serra® é um Orgão de Comunicação Social periódico, distribuído electronicamente, que visa através da inserção de notícias, promover a identidade regional, o turismo, e a divulgação/defesa do património natural, arquitectónico, pessoas, animais e tradições, dos concelhos da região norte do distrito de Aveiro, nomeadamente: Ovar, Santa Maria da Feira, Espinho, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca e do forma mais geral dos restantes municípios do distrito.

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