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O Ondas viajou até Paraduça – Vale de Cambra, onde conhecemos alguma das suas gentes e moinhos de rodízio. Nesta aventura tivemos como guia o PR6 – Rota dos Moinhos, que está muito bem assinalado e aconselhamos vivamente. O tempo não esteve famoso, a chuva miudinha não parou de cair, o ambiente estava enevoado e esperamos em vão que o céu mostrasse o seu sorriso.

Após visita ao Vale Mágico em busca da arte expressa nas ruas através do seu ‘Walking Tour de Arte Contemporânea’ voltamos ao ambiente  “… cercado de montanhas de formas extravagantes...” de Ferreira de Castro para saber mais da sua história, pois assim o teria de ser... e fomos ao museu.

Os nossos leitores devem estar recordados de termos contado a nossa aventura de bicicleta entre Castelo de Paiva e Alvarenga. A dada altura em Vila Viçosa – Espiunca - Arouca, no final duma subida, surgiu na curva uma pequena casa, com um bonito e colorido jardim à beira rua plantado. A pequena casa e terreno estavam totalmente submersos por todo o tipo de plantas, flores, vasos e onde as giestas eram rainhas. Como gostamos de fotografia e dos aromas que o ar adornava, paramos um pouco para contemplar a maravilha.

Quem acompanha o nosso projeto sabe que exploramos o nosso distrito principalmente a caminhar ou de bicicleta. Estas são boas formas de não deixarmos escapar certos pormenores importantes da vida real. Esta semana que está a terminar, ao passarmos na Rua dos Lavradores em Válega, vimos sentado numa cadeira na berma da estrada, junto dum pinhal um homem a fazer um cesto em vime. O patriarca duma família de etnia cigana trabalhava em frente algumas precárias barracas onde a sua comunidade vive.

O rancho folclórico “Os Camponeses da Beira-Ria”, do Bunheiro Murtosa, comemorou no passado domingo o seu trigésimo nono aniversário. A festa era para ser realizada na Casa-Museu Custódio Prato, mas a chuva levou os responsáveis a mudar o local para a sede da Junta de Freguesia.

Numa das nossas incursões de bicicleta por Estarreja, ao passar na Rua Dionísio de Mouro, uma casa chamou-nos atenção. No largo um edifício tinha a fachada coberta por fotografias a preto e branco, podemos vislumbrar por uma porta aberta, o ambiente no interior e ali funcionava uma mercearia tradicional. Pegamos logo na máquina para captar umas fotos do e afastamo-nos um pouco, ao que uma senhora logo exclamou, “O homem pode entrar que ninguém lhe faz mal”.

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