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Arouca (67)

Arouca

Concelho situado no interior sul da AMP, Arouca assume a situação de fronteira entre o litoral e o interior e as Regiões Norte e Centro de Portugal. o vale de Arouca é circundado pela Serra do Gamarão a norte, pelo monte cónico da Mó a leste e pela Serra da Freita a sul, sendo atravessado pelo rio Paiva, um dos rios menos poluídos da europa.

O concelho de Arouca tem um notável património histórico e natural, destacando-se a esplendida cascata - Frecha de Mizarela e as Pedras Parideiras na serra da Freita, o Mosteiro de Arouca e o Geoparque de Arouca, Passadiços do Paiva, reconhecido pelo seu excecional património geológico de relevância internacional. Terra de tradições, Arouca apresenta uma gastronomia rica com iguarias únicas, desde a carne arouquesa aos doces conventuais.

Fonte: portal.amp.pt

O Arouca Geopark, fica localizado no concelho de Arouca, sendo reconhecido pelo seu excecional património geológico. A sua importância ganhou relevância internacional e projeção com a atribuição da categoria de geoparque pela UNESCO. Neste rico patrimônio destaca-se em particular as trilobites gigantes de Canelas, pedras parideiras da aldeia da Castanheira e icnofósseis do Vale do Paiva. No entanto há no total 41 geossítios com interesse geológico, que podem ser visitados através de três itinerários. Há 600 milhões de anos existia nesta região um mar pouco profundo onde as estas criaturas viviam. Contudo, há cerca de 1 milhão de anos o mar desceu cerca de 200 metros matando muitas destas espécies, cujos corpos se depositaram no fundo ou à beira mar. Muitos destes fundos marinhos subiram gradualmente e passaram a fazer parte de cadeias montanhosas como as serras atuais de Arouca, deixando muitas provas da sua existência embutidas na paisagem.

Segundo a documentação existente, o antigo mosteiro de S. Pedro data do séc. X. No ano de 1210 o Mosteiro de Arouca é legado a D. Mafalda, por seu pai, D. Sancho I, Rei de Portugal. No entanto, o início do seu padroado ocorre apenas em 1217 ou mesmo 1220. Embora nos seus primórdios a regra adoptada no Mosteiro tenha sido a da Ordem de S. Bento, no início do séc. XII viria a ser adoptada a da Ordem de Cister, que se manteria até aos finais do séc. XIX.

Ano de 1944. A Segunda Guerra Mundial começava a fazer-se sentir. Portugal, apesar de uma posição neutral, não passou incólume. O alimento essencial do homem do campo, o pão, era escasso, porque também os cereais eram escassos. Eram tempos de privação, fome, preços elevadíssimos, sobretudo no chamado Mercado Negro. Em Arouca, procura-se contornar a crise, procurando, ao mesmo tempo, implementar medidas de fomento no que diz respeito à produção de cereais. É nesse contexto que surge a Feira das Colheitas, por iniciativa do Grémio da Lavoura, ao tempo presidido por António de Almeida Brandão.

À mesa é sempre uma excelente maneira de terminar uma visita a Arouca. A vitela e o cabrito assado são os dois pratos típicos do Município. A carne confeccionada vem dos animais criados, sem recurso a rações, no Maciço da Gralheira, o segredo da excelência do seu sabor.

O Centro de Interpretação Geológica de Canelas, fica localizado em Arouca, sendo popularmente conhecida como a "Pedreira do Valério", que é explorada comercialmente e de onde são extraídas ardósias, desde meados do século XX. Neste local que outrora foi um leito marinho com pouca profundidade viveram muitos seres vivos, como as trilobites, que morreram e fossilizaram nos sedimentos do leito arenoso. Os trabalhos neste local puseram à vista estes fósseis e a visão do seu explorador Manuel Valério, depressa identificou a sua importância, riqueza e lutou pela sua preservação, que culminou com a construção deste museu. Neste artigo conhecemos este homem que nos contou a história deste projeto e lembramos com saudade em virtude de ter  partido prematuramente. 

A equipa “Ondas da Serra” depois dos violentos incêndios deste Verão ainda não tinha efetuado mais nenhum trabalho nas serras de Arouca. A principal razão desta demora prendeu-se com o facto de previsivelmente irmos encontrar um cenário desolador e difícil de encarar, o que efetivamente veio acontecer. Segundo informações obtidas junto da Associação Geoparque de Arouca, de todos os percursos pedestres, só o PR1 - Caminhos de Montemuro e PR 10 - Rota dos Aromas, escaparam à destruição.

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