Ondas da Serra

Ondas da Serra

Ondas da Serra® é uma marca registada e um Órgão de Comunicação Social periódico inscrito na ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social, com um jornal online. O nosso projeto visa através da publicação das nossas reportagens exclusivas e originais promover a divulgação e defesa do património natural, arquitetónico, pessoas, animais e tradições do distrito de Aveiro e de outras regiões de Portugal. Recorreremos à justiça para defendermos os nossos direitos de autor se detetarmos a utilização do nosso material, texto e fotos sem consentimento e de forma ilegal.     

URL do Sítio: http://ondasdaserra.pt
Pág. 1 de 63

A Cascata das Aguieiras fica localizada na freguesia de Alvarenga, concelho de Arouca, distrito de Aveiro. Esta queda de água é o geossítio de interesse com a identificação G35 do Arouca Geopark. Esta maravilha geológica destaca-se pelos sucessivos desníveis por onde a água, proveniente da ribeira com o mesmo nome, se precipita e que no conjunto totalizam cerca de 160 metros. A torrente em queda é descarregada na Garganta do Rio Paiva, onde este curso de água adquire um carácter violento e feroz para vencer as encostas estreitas. A sua importância é reforçada pela forma como pode ser observada pelo miradouro integrado nos Passadiços do Paiva ou Ponte Suspensa 516 Arouca. 

O poder da palavra escrita aliada ao saber e cultura de pessoas criativas e talentosas serve de farol aos náufragos em mares grossos e revoltosos. Muitos pagaram com a vida a ousadia de pensar diferente e querer ensinar os homens a ver claramente e não se deixarem enganar pelos algozes tirânicos do pensamento e liberdade. Hoje existe uma censura velada a quem ouse colocar em causa os poderes instalados, sejam económicos, políticos, religiosos ou culturais. Não se pode analisar o passado com os olhos do presente. Neste artigo vamos dar a conhecer 11 escritores do distrito de Aveiro, que foram distinguidos na exposição conjunta itinerante, denominada "Autores da região de Aveiro", realizada na Biblioteca Municipal de Ovar, no período compreendido entre 12 de janeiro e 09 de março de 2024. A mesma foi organizada pela Rede de Bibliotecas Municipais da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro a pretexto do seu 10º aniversário - celebrado em dezembro de 2022.

As Sete Capelas dos Passos, ficam localizadas no centro de Ovar, tendo sido construídas no século XVIII, com o objetivo de recriar a Via Sacra de Jesus Cristo, para expiar os pecados dos homens, pelas ruas de Jerusalém, desde o Pretório de Pilatos até ao Calvário. Estes templos possuem uma forte carga simbólica, emocional e religiosa, pelas cenas da paixão de Cristo e Santos Bíblicos representados. Os artistas recriaram estes quadros com frescos e centenas de esculturas que parecem imbuídas de vida, transparecendo dor, emoção, justiça e vingança. No passado estas procissões da quaresma eram feitas com capelas de lona portáteis e santos de palha, tendo sido substituídas por estes templos que foram erigidos com o dinheiro de um curioso imposto da venda de vinho. Neste trabalho fizemos uma exaustiva pesquisa para dar a conhecer a sua localização, história, aspetos técnicos, simbologia, representação, descrição e curiosidades. Em cada uma das capelas fizemos também uma recolha fotográfica de forma a os visitantes saberem de antemão quem são as figuras bíblicas representadas e frescos pintados. Este património está classificado como de interesse público, mas tem problemas de conservação, restauro e projeção que vamos enumerar. Nós tivemos o privilégio de rever e redescobrir estas capelas participando num evento organizado pelo município vareiro, através duma visita guiada e encenada denominada “Passo a Passo”, tendo por cicerone, "Zé dos Pregos", interpretado pelo artista Leandro Ribeiro, da Sol d'Alma - Associação de Teatro de Válega. 

Neste artigo exibimos uma seleção dos melhores percursos pedestres e trilhos do distrito de Viseu que o Ondas da Serra já percorreu. Esta região de Dão-Lafões é muito rica a nível natural, histórico e arquitetónico, criando caminhos milenares que merecem ser encontrados e percorridos. Por estas serras nascem ribeiras e rios, que moldaram a paisagem, com profundos vales, cascatas, poços e praias fluviais. Os vários concelhos criaram percursos de eleição para potenciar o seu turismo e economia. Viseu já foi servido por duas vias férreas, que foram encerradas vilmente nos finais do século passado, as vias do Vouga e Dão. Este erro histórico foi parcialmente colmatado com a sua conversão em esplêndidas ecopistas, das mais extensas e bonitas de Portugal. Vamos também enumerar as vantagens de fazer caminhadas para a saúde e estar em contacto direto com a natureza.

O PR8 - Trilho da Pombeira, é um percurso pedestre de Castro Daire, que tem início junto ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios de Lamelas. O seu trajeto passa por aldeias rurais, onde vagueiam cabras e pastam vacas, calcorreando Lamelas, Vilar, Codeçais e Pombeira. O mesmo destaca-se pela sucessão vertiginosa de quedas de água do Rio Vidoeiro, que nasce na Serra de Montemuro, e que escavou este vale ao longo de milhares de anos.  Esta é uma aventura que exige passar rios por poldras, apreciar cascatas, cavalgar no baloiço do Cavaleiro e acabar enamorado no Coração da Pombeira. Aqui está a nascer o Pombeira Adventure Park, que irá ser um marco turístico em destaque nesta região. Alguns projetos já foram ou estão em fase final de conclusão, como a maior Via Ferrata de Portugal, com três assustadoras pontes Himalaias, construída aproveitando as abruptas encostas graníticas, um radical miradouro da Pombeira e um Trilho da Aventura.

Sistelo é uma aldeia de montanha, situada no interior nortenho, do concelho de Arcos de Valdevez, enclausurada no alto da Serra da Peneda em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês. Ao longo da história os seus habitantes moldaram a paisagem montanhosa agreste, profundamente rural, em socalcos para amanharem o sustento e criarem bovinos da raça cachena. Os forasteiros apaixonaram-se pela sua beleza e começaram a chamar-lhe de Tibete Português. O rio Vez atravessa o seu vale e o povo chama-lhe seu e canta-lhe canções de amor. A sua eloquência é realçada por quem percorrer a sua ecovia ou passadiços. No entanto, a desertificação do interior também atingiu esta terra e os seus habitantes permanentes contam-se pelos dedos das mãos. Isto levou ao abandono agrícola que tem apagado a sua marca distintiva, com o crescimento de vegetação e derrocadas nos socalcos abandonados outrora totalmente cultivados.

Pág. 1 de 63