Ondas da Serra

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Ondas da Serra® é uma marca registada e um Órgão de Comunicação Social periódico inscrito na ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social, com um jornal online. O nosso projeto visa através da publicação das nossas reportagens exclusivas e originais promover a divulgação e defesa do património natural, arquitetónico, pessoas, animais e tradições do distrito de Aveiro e de outras regiões de Portugal. Recorreremos à justiça para defendermos os nossos direitos de autor se detetarmos a utilização do nosso material, texto e fotos sem consentimento e de forma ilegal.     

URL do Sítio: http://ondasdaserra.pt

A Ponte da Misarela, ou Diabo, sobre o rio Rabagão, fica situada no lugar de Frades, Ruivães e Vieira do Minho. A passagem tem raízes medievais e a sua agreste construção granítica, em medonho local com íngremes penedos que se projetam para penoso e profundo vale, fizeram nascer cultos satânicos de arrepiar e mulheres ali ocorrem com responsos de fertilidade. A lenda reza que um criminoso desesperado em fuga invocou o Diabo, em troca da sua alma, para passar o rio, que logo a fez brotar das entranhas da terra. Quando estava a morrer um padre livrou o condenado de tão grave pena. O local terá sido amaldiçoado e a besta gostar de sangue, porque ali se travaram mortíferas batalhas entre tropas portuguesas e francesas, na segunda invasão napoleônica, liberais e absolutistas, cartistas e constitucionalistas, no período conturbado que antecedeu a implantação da república. Parece apenas uma pequena ponte, mas homens expiaram nas suas lajes, afinal Belzebu ainda ali está de atalaia para cobrar a sua dívida e vingar-se do prior.

O Poço Negro do Soajo, fica localizado nesta freguesia do concelho de Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo, região do Alto Minho, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês. A sua lagoa e cascata são das mais bonitas desta região e mais facilmente acessíveis. A sua profundidade permite nadar e mergulhar com cuidado e devida técnica. Apesar do nome de meter medo, a água é na realidade transparente e de um belo verde-esmeralda, que encanta e inebria. Nas margens a sua transparência deixa ver no leito do rio os escorregadios seixos com apaixonantes cambiantes e reflexos tremeluzentes. No verão a tranquilidade é quebrada pela romaria dos fins-de-semana que deveria ser controlada. A sua localização mal assinalada pode passar despercebida e deveria ter alguma espécie de segurança na época balnear.

Zambujeira do Mar pertence à freguesia de São Teotónio, concelho de Odemira, distrito de Beja, ficando inserida no interior do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. A beleza natural das suas praias e riqueza da fauna e flora, transformou esta antiga aldeia piscatória num local predileto para os turistas que desejam passar férias tranquilas junto ao mar com muito sol. Para os amantes dos desportos náuticos as suas brisas marítimas permitem navegar na crista das ondas, nadar ou mergulhar. A abundância de peixe permite praticar pesca submarina ou com cana, por vezes de forma temerária. Quando o mar faz recuar as suas águas, os poços de maré, aprisionam peixes, medusas, anêmonas, artrópodes e invertebrados marinhos, que convidam à contemplação. Para os caminhantes há percursos pedestres que serpenteiam junto às falésias de meter medo, sob o olhar espantado dos pássaros. Neste artigo vamos mergulhar fundo no seu povo, águas, terras, usos e costumes.

Quem olha para as serras de Arouca está longe de imaginar que há muitos milhares de anos esta zona estava submersa por um mar pouco profundo e há riquezas ocultas por detrás dos penedos. Neste ambiente marinho viveram pequenos seres, como as trilobites, que deixaram o seus rastos sulcados no leito arenoso. Estas provas do passado foram preservadas no Geossítio G37 - Iconfósseis de Cabanas Longas, localizado perto da Aldeia de Portugal da Paradinha - Alvarenga - Arouca. A abundância destes antigos registos geológicos fez nascer o Arouca Geopark e colocou este concelho como referência internacional para o estudo da evolução da fauna, flora e geologia da terra. Neste artigo vamos descrever as suas características, aspetos técnicos, biodiversidade em redor, pontos de interesse e apresentar as suas fotos mais representativas.

A Praia Fluvial da Paradinha, nasceu junto da Aldeia de Portugal da Paradinha, perto de Alvarenga. No fundo do vale corre o invicto Rio Paiva, que por vezes serpenteia vertiginosamente e arremete desgovernado contra os penedos e seixos das margens. Este é o maior rio que banha as terras de Arouca e ajudou a nascer recônditas e misteriosas praias fluviais de águas amenas e natureza sublime. Esta praia tão bela é mais extensa do que larga e permite nadar, mergulhar e contemplar uma natureza ameaçada e que sustenta outros seres, que como nós têm direito à vida. Neste artigo vamos saber pormenores da sua localização, ficha técnica, infraestruturas de apoio, como chegar, outros pontos de interesse, avaliação e apresentar fotos da sua pessoa.

A Praia Fluvial de Meitriz em Arouca, fica localizada junto de uma bonita aldeia de xisto com o mesmo nome. O Rio Paiva que lhe dá vida, é um rio de águas bravas e das mais limpas da Europa  e que ainda não foi submergido pelas barragens. Aqui há vários locais para nadar, pular ou mergulhar, sempre com precaução. Apesar do avanço dos eucaliptos pelas encostas ainda há uma grande riqueza na galeria ripícola que acompanha o curso da água. No local foi construído um aprazível parque de merendas, com churrasqueiras, mesas em madeira, casas de banho e chuveiros. Para aceder à mesma foi construída uma moderna ponte que não respeitou a traça do local e agora parece desfocada e desajustada da consistência natural e arquitetónica em redor, mas mais vale isso que o antigo barqueiro ainda ter que passar as gentes e animais para a outra banda à força de remos e por vezes debaixo de grandes borrascas.