Ondas da Serra

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Ondas da Serra® é um Orgão de Comunicação Social periódico, distribuído electronicamente, que visa através da inserção de notícias, promover a identidade regional, o turismo, e a divulgação/defesa do património natural, arquitectónico, pessoas, animais e tradições, dos concelhos da região norte do distrito de Aveiro, nomeadamente: Ovar, Santa Maria da Feira, Espinho, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca e do forma mais geral dos restantes municípios do distrito.

URL do Sítio: http://ondasdaserra.pt

Espalhados pela cidade e arredores de Ovar, encontramos fontanários cuja função era dar de beber aos vareiros do concelho. A construção dos parques juntos às frentes ribeirinhas, têm melhorado a recuperação de alguns, mas ainda não é suficiente para evitar que parte do património desapareça. Medimos a saúde destas fontes durante um passeio de bicicleta ao longo de oito quilómetros com muitas derivações. Deixamos uma sugestão para planear uma visita a este património indelével da população de Ovar.

Vamos relembrar novamente um dos nossos lemas “Olhar e Ver, Escutar e Ouvir”. Andávamos nós na foz do Rio Cáster perto da Ribeira de Ovar, como habitualmente para observar aves, quando vimos duas pessoas a colher algo nas margens da Ria de Aveiro, no canal de Ovar, o que seria? Como temos uma curiosidade natural e estamos sempre dispostas apreender, com educação perguntamos o que estavam a fazer. Estavam a colher salicórnia, que são também conhecidos como “sal verde” ou “espargos do mar”.

Localizada numa terra recordada pelos rios Douro e Arda, Pedorido já conheceu melhores dias, quando se extraia carvão das minas do Pejão, cuja exploração foi abandonada em 1994. Numa das nossas aventuras de bicicleta entre esta localidade e a sede do concelho situada em Castelo de Paiva, fomos no final da tarde, tomar um verde à “Tasca da Maria Macedo.

A Falha da Espiunca ocorre no talude da estrada nas rochas mais antigas o Arouca Geopark. Estas rochas formaram-se há mais de 500 milhões de anos nas profundezas de um antigo mar, onde se foram depositando sedimentos, cujos estratos quartzíticos se encontram aqui bem percetíveis.

No dia 14 deixamos o carro perto do novo monumento ao vinho verde em Castelo de Paiva e começamos o percurso de bicicleta pela estrada nacional 225, em direção a Alvarenga. Há muito tempo que procurávamos e encontramos finalmente uma zona sem manchas florestais queimadas.  Este trajeto é muito calmo, tranquilo e dotado duma serena natureza. Por estas terras existe um equilíbrio entre a natureza e humanização da paisagem.  Não foi fácil esta demanda e releva o que se tem passado nos últimos anos em Portugal.

No dia 4 de maio, fomos pedalar entre Pedorido e Castelo de Paiva pela antiga estrada nacional 222. Agora construíram uma nova via onde é proibido circular bicicletas, mas nós preferimos assim, porque desta forma passamos nas aldeias, falamos com as pessoas e não há tanto transito.