Museu Escolar Oliveira Lopes - A preservação do respeito pelo ensino Museu Escolar Oliveira Lopes - Válega - Ovar | Sala da exposição permanente Ondas da Serra
sábado, 23 janeiro 2021 21:50

Museu Escolar Oliveira Lopes - A preservação do respeito pelo ensino Destaque

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A história dos irmãos Oliveira Lopes de Válega que construíram uma escola

Esta é a história de dois irmãos do Cadaval – Válega que no começo do século XX, resolveram combater a expensas próprias o analfabetismo e mandaram erigir uma escola na sua terra que marcou tantos homens e mulheres e que comprova a importância do saber para elevar o ser humano. Naquele tempo não havia ensino obrigatório e universal, existiam poucas escolas, mestres e os alunos andavam desnutridos, mal vestidos e calçados.

Na sessão camarária de 29 de Janeiro de 1908 foi presente um ofício do subinspector escolar José de Castro Sequeira Vidal comunicando que José de Oliveira Lopes e seu irmão Manuel José de Oliveira Lopes, do lugar do Cadaval, da freguesia de Válega, ofereciam-se para custear todas as despesas com a construção dum edifício para as escolas oficiais e habitação dos respetivos professores dessa freguesia, pelo que pedia a cedência gratuita do terreno necessário para aquele construção que, concluída, seria oferecida ao Estado pelos citados beneméritos.” Lamy, A. (1977). Monografia de Ovar - volume 2 (1st ed., p. 376). Ovar [Portugal].

Raquel Elvas a coordenadora do Museu Escolar Oliveira Lopes

Raquel Elvas a coordenadora do Museu Escolar Oliveira Lopes

O Ondas da Serra foi conhecer em Válega, o Museu Escolar Oliveira Lopes, pela voz da sua coordenadora Raquel Elvas, onde são guardadas as memórias dum ensino mais austero, disciplinado e respeitador.

Raquel Elvas é a coordenadora deste museu desde a sua inauguração a 25 de julho de 2019, trabalha como técnica superior em conservação e restauro e desde 2004 exercendo funções no serviço de património histórico e museus da Câmara Municipal de Ovar.     

O contexto político, social e educacional no inicio do século XX

A coordenadora fez-nos um enquadramento do contexto político, social e educacional que terá levado os irmãos a construir esta escola:

A República, proclamada no dia 5 de outubro de 1910, marca de forma profunda, assim como o liberalismo, a educação e o ensino em Portugal. Antes de ser iniciada qualquer reforma, o novo governo republicano extingue as ordens religiosas, pondo de parte o ensino da doutrina cristã nas escolas primárias.

Preocupados com a decadência do sistema escolar português, com o seu desfasamento relativamente à maioria dos países europeus, o seu atraso endémico e as elevadas taxas de analfabetismo -cerca de 70% da população-, os primeiros governos da República iniciam a promulgação faseada de grandes reformas para os vários graus de ensino.

Para o combate ao analfabetismo vão recorrer às chamadas Escolas Móveis que alfabetizaram, durante o regime, cerca de 100 000 alunos. A par destas escolas o Estado apostou também na expansão da rede escolar primária, mas apesar de um relativo crescimento, não conseguiu atingir a desejada cobertura de todo o país. Mesmo assim, o número de professores aumenta de 6000 para 8500, e o de escolas de 5000 para 6500, entre 1910 e 1926.

A 2 de Outubro de 1910, Válega assiste à inauguração das escolas Oliveira Lopes, construídas para auxiliar a instrução das crianças e combater a elevada taxa de analfabetismo. Fruto da generosidade dos irmãos José de Oliveira Lopes e Manuel José de Oliveira Lopes, esta imponente obra do ensino primário oficial inscreve-se nos valores republicanos por eles partilhados, para quem o homem vale, sobretudo pela educação que possui.

Em 1911 dá-se uma nova reforma do ensino e foram finalmente fundados os primeiros jardins escola, com métodos pedagógicos inovadores e onde as primeiras noções de liberdade, civismo e solidariedade eram ministradas. Influenciados por pedagogos como João de Barros e João de Deus, o ensino é reformulado e engloba o ensino infantil e o primário normal. O método da “Cartilha Maternal” de João de Deus continuou a ser utilizado até aos anos 30.

O ensino primário passa a ser obrigatório, gratuito e laico, e composto por dois ciclos: ensino primário elementar com a duração de 3 anos e ensino primário complementar com a duração de 5 anos. A obrigatoriedade era exigida apenas para os três primeiros anos de ensino. Apesar de limitada, a escolaridade não foi efetivamente cumprida. A causa desse insucesso residia na difícil situação económica do país, onde o trabalho infantil constituía uma dura realidade, mas os números da frequência escolar republicana representaram um considerável avanço face à situação no tempo da Monarquia.

De notar, no entanto, durante o período republicano, o carácter disperso e parcelar de grande parte da legislação publicada, frequentemente impossível de pôr em prática devido à instabilidade política e social do país, bem como à sua difícil situação económica.

A história do nascimento da Escola Oliveira Lopes

José de Oliveira Lopes, 1850-1924 e Manoel José de Oliveira Lopes, 1868-1936

Foram os irmãos José de Oliveira Lopes (1850-1924) e Manuel José de Oliveira Lopes (1868-1936), oriundos duma família abastada de lavradores do lugar de Cadaval – Válega, que a expensas próprias construíram esta escola e que foi inaugurada a 2 de outubro de 1910, com todas as honras devidas a uma obra desta importância e envergadura.

A festa inaugural teve a seguinte composição: torneio de tiro aos pombos; homenagem das comissões republicanas, com a leitura duma mensagem em pergaminho pelo presidente da comissão municipal republicana de Ovar, António Valente de Almeida, oferta das comissões municipais e paróquias republicanas de Ovar e Válega; sessão solene presidida pelo Governador Civil do Distrito…Terminada a sessão solene, procedeu-se na sala da escola do sexo masculino à assinatura da escritura de doação feita ao Estado pelos irmãos Oliveira Lopes do estabelecimento e mobiliário escolar no valor de 17.000$00 reis. ” Lamy, A. (1977). Monografia de Ovar - volume 2 (1st ed., p. 377). Ovar [Portugal]

Neste dia os irmãos ofereceram um requintado banquete, com vários pratos de carne, requintadas sobremesas, odoríferos vinhos, confecionadas pela Confeitaria Oliveira do Porto, que se apresentava como fornecedora da Casa Real e que preparou pratos de inspiração francesa e inglesa, com nomes sugestivos dos quais destacamos: “Consommé à ia Royale: Petits patés de perdreaux, dessert: Plum-puddings à la anglaise, vins: Moscatel e Champagne, café et liqueurs”.

A partida dos irmãos para o Brasil

O José de Oliveira Lopes em 1863, com apenas 13 anos, emigrou para o Brasil em busca de trabalho e fortuna. No Rio de Janeiro, foi um dos fundadores duma empresa de sucesso na venda de cereais denominada Oliveira Lopes & Silva Lda. O irmão 19 anos mais novo juntou-se a ele mais tarde na gestão do negócio.

Em 1894 os irmãos regressaram a Válega e verificaram que na sua terra só existia ensino para os rapazes, falta como em todo o país de Mestres qualificados e instalações degradadas.

Os irmãos em face destas carências decidiram em 1908, solicitar à Junta de Freguesia, uma autorização para fazerem uma escola para rapazes e raparigas.

As escolas Oliveira Lopes surgiram da vontade de oferecer às crianças o direito ao sonho, em cujo encalço eles próprios seguiram um dia, convictos de que é pela instrução e pelo saber que nos tornamos verdadeiramente livres. Ao longo do tempo, as escolas Oliveira Lopes permitiram que muitas crianças, uma vez arrancadas ao terreno estéril em que brotaram, medrassem em alfobre promissor. A partir daí, deixaram de estar condenadas a seguir a peugada dos pais e puderam tomar o seu próprio rumo. O homem pôde tornar-se maior, e o mundo também.” Museu Escolar Oliveira Lopes.

A arquitectura da escola Oliveira Lopes

A arquitectura da escola Oliveira Lopes

Esta escola quando foi construída era um edifício majestoso, sendo utilizados os melhores materiais, com as fachadas exteriores revistadas a azulejo e o frontão ladeado de duas imagens cerâmicas da antiga fábrica das Devesas de Vila Nova de Gaia.

O edifício dividia-se em três grandes alas, a ala central era constituída por rés-do-chão e primeiro andar e onde se localizavam as residências dos professores.

A alas laterais eram constituídas apenas por rés-do-chão, com amplas janelas para a entrada de luz, sendo a do Norte para os rapazes e a sul para as raparigas. As alas tinham cada uma duas grandes salas de aulas. Na área feminina as salas de aula eram dividias por uma estrutura em madeira envidraçada que podia ser recolhida transformando aquele espaço num amplo salão de apoio às festividades da escola ou freguesia. 

Vídeo duma visita guiada ao Museu Escolar Oliveira Lopes

A transformação da escola num museu

O museu foi inaugurado em 1997, graças ao trabalho dum antigo diretor e professor Joaquim de Almeida e Pinho, que reuniu todo o acervo no primeiro andar de forma a recriar uma sala de aulas, com mobiliário que já não estava a ser usado e equipamento didático, abrangendo a primeira república e o estado novo. Muitas pessoas também fizeram doações que ajudaram a enriquecer o seu espólio.

Este museu foi gerido numa fase inicial pela Associação dos Antigos Alunos da Escola Oliveira Lopes, através dum protocolo municipal, com a missão de preservar o material e fazer a divulgação do legado desta escola e dos dois irmãos. 

A escola funcionou normalmente até 2014, quando foi inaugurado o Centro Escolar da Regedoura, tendo os alunos transitados para estas modernas instalações. Quando esta escola se reformou já estava muito deteriorada, levando o município vareiro a iniciar em 2017 a sua reabilitação. Em 2018 arrancou o projeto de museologia e museografia, abrangendo todo o seu espaço. Após a conclusão destes projetos a 25 de julho de 2019 foi inaugurado o atual museu.

O espólio do museu

Carimbos AGATHA

O museu possui um rico e diversificado espólio, constituído por peças relacionadas na sua maioria com o ensino primário, abrangendo finais do século XIX, até quase aos nossos dias. Um dos seus objetivos é completar as coleções da primeira república, estado novo, anos 70, 80, 90 do século XX e XXI.

O seu acervo é constituído por mobiliário, equipamento didático e bens documentais que podem ser consultados no Centro de Documentação.

Desde material a Coordenadora destacou as escrivaninhas, armários, expositores, cadeiras e carteiras em mogno, provavelmente importados do Brasil.

Do recheio das salas de aula também faziam parte caixas métricas Albino de Mattos, globos terrestres J. Forest, Cartas de Portugal em relevo, mapas e planisférios dos princípios do século XX. Uma coleção de carimbos dos anos 70, da antiga fábrica portuense AGATHA, para os alunos colorirem de forma didática, com as mais variadas temáticas, desde as figuras do presépio, passando pelos transportes e animais.

Átrio da receção

Turma que fez o exame do segundo grau

Depois de passar o portão, subir as escadarias e apreciar a sóbria e majestosa frontaria da escola, o visitante entra no átrio da receção. Neste espaço é apresentada por uma funcionária a história desta escola e dos seus principais protagonistas. Em lugar de destaque um mural em ardosia relembra antigos alunos, através de fotografias de turma de três décadas distintas e onde são deixadas como recordação as suas assinaturas a giz.

Junto das escadarias uma fotografia relembra uma antiga turma de alunos que realizou o exame do segundo grau. No final dessa prova os alunos tinham direito a tirarem uma fotografia com o professor, que neste caso era o Domingos Matos e Silva (direita), onde também se pode ver o José de Oliveira Lopes (esquerda). Na parte central a criança de branco chamava-se José Eduardo de Sousa Lamy, que se formou em medicina, foi presidente da Câmara Municipal de Ovar e pai do falecido advogado, escritor e historiador local, Alberto Sousa Lamy (1934-2018).

Os alunos assinalavam esta data vestindo a sua melhor roupa para pousarem para a foto, muitos deles eram alunos carenciados e pediam emprestados sapatos aos colegas. Em face desta situação o José de Oliveira Lopes adquiriu para a escola bastantes pares de botas para emprestar aos alunos que não tinham calçado.  

Centro de documentação e investigação 

O museu tem dois espaços de acondicionamento do seu acervo, as reservas visitáveis e o Centro de Documentação e Investigação. Neste local são conservados os documentos do funcionamento e administração da escola ao longo dos tempos, constituído por livros de matrícula, frequência e da sua gestão diária.

O serviço municipal de património histórico e museus, para além dos documentos desta escola, também arquivam de outras escolas primárias do concelho que já encerraram, fazendo o seu registo, inventário e integração.

Este centro possui uma grande coleção de manuais escolares de várias épocas que podem ser consultados, bastando entrar em contacto com os serviços do museu. Um antigo aluno pode também relembrar o seu passado consultando o seu livro de matrícula ou frequência.     

De destacar também que aqui estão arquivados "Quadros da História de Portugal", da autoria de Carlos Franco e João Soares, pai do antigo Presidente da Republica, Mário Soares, com ilustrações de Roque Gameiro e Alberto Sousa.

Salas das reservas visitáveis

Salas das reservas visitáveis

Nestas salas são acondicionados diferentes materiais que não estão integrados em contexto expositivo. Os visitantes podem vê-los e ter uma perceção da sua variedade composta por mobiliário original da escola ao longo dos tempos, jogos didáticos, caixas métricas acondicionadas em pequenos armários que eram usados pelos professores para o ensino da matemática, sólidos geométricos, coleção de crucifixos religiosos que eram colocados nas escolas pelo estado novo. Estes símbolos em conjunto com a foto do presidente do concelho, Oliveira Salazar eram obrigatórios estarem expostos nas salas de aula.

O museu tem também muito equipamento didático, como as canetas de aparo e os seus tinteiros que eram colocados num orifício nas carteiras e enchidos com tinta da china. 

Sala de exposição permanente | Recriação duma sala de aulas do século XX

Sala de exposições permanentes | Recriação da sala de aulas

No primeiro andar os antigos alunos podem viajar à sua infância quando visitam a exposição permanente, onde foi recreada uma sala de aula semelhante à da época da inauguração da escola em 1910.

Esta sala é constituída por uma secretaria para o professor, sempre colocada sobre um estrado, de forma a ficar numa posição superior e poder assim observar todos os alunos.

Sobre a secretaria, “Estava pousado um objeto intimidatório, a menina dos cinco olhos ou palmatória, que a alguns dos nossos visitantes trás sempre algumas más recordações.” Raquel Elvas.

Existia também um quadro em lousa rotativo, que permitia ao professor prosseguir com a aula sem ter que o apagar. As carteiras têm duas particularidades que eram muito inovadoras para a época, tinham um tampo que abrir para uma espécie de cacifo para guardar objetos individuais ou didáticos e podiam ser reguladas em altura, existindo já preocupações ergonómicas relacionadas com a boa postura dos alunos.

As paredes em redor estão forradas com painéis didáticos conhecidos por “lições de coisas”, da tradução brasileira dos painéis franceses do Museé Scolaire Deyrolle, com reproduções dos originais, sobre os mais diversos assuntos, caça ao cachalote, esqueleto e musculatura do corpo humano, funcionamento de máquinas ou princípios científicos. Os originais estão guardados no centro de documentação, por serem únicos quase a nível nacional e alguns deles já estarem muito deteriorados.

Sala de exposições temporárias | As cantinas do Estado Novo

Sala de exposições temporárias | As cantinas do Estado Novo

Nesta exposição temporária sobre as cantinas do Estado Novo, que decorre entre 02 outubro 2020 e 30 de abril 2021, foi escolhida como modelo a de Santa Maria de Válega, que se localizava no complexo desta escola. Esta cantina foi patrocinada por dois Valguenses, um deles sobrinho dos irmãos Oliveira Lopes, o Manuel Alves de Oliveira Lopes e o comendador António Maria Augusto da Silva.

Esta cantina foi inaugurada em 1956 e permitiu alimentar a grande maioria das crianças que frequentavam esta escola. Para muitos destes alunos a refeição que tomavam na cantina era a única do dia.   

A coordenadora realçou que esta exposição surgiu porque têm um grande acervo documental relacionado com a cantina Santa Maria de Válega. Nesta recolha os visitantes podem ver faturas de aquisição do seu mobiliário e equipamento, mesas, bancos e louça de alumínio da fabrica metalúrgica Alba – Albergaria-a-Velha. Esta cantina foi dotada à semelhança da escola com os melhores matérias, equipamentos e mobiliários da época.    

As refeições eram confecionadas em grandes panelas, sendo basicamente constituída por uma sopa substancial feita à base de batata, legumes e que poderia ser também enriquecida com massa, arroz e regada com um fio de azeite.

Os alunos tomavam também um suplemento alimentar que era o óleo de fígado de bacalhau, da marca “Dóri”, que era ministrado diariamente aos alunos, alguns para cortarem o amargo de boca, traziam de casa laranjas. A coordenadora tem informação que algumas professoras registaram nos livros de correspondência que este suplemento tornava as crianças mais saudáveis.     

Um dos problemas que afetou esta cantina deste o começo foi o abastecimento regular de água potável. Para resolver este problema a cantina socorria-se da água do poço da escola que tinha problema de salubridade e requeria uma previa limpeza que não era fácil devido à sua grande profundidade. Nesta exposição poderá encontrar algumas cartas enviadas para a câmara municipal de Ovar a relatar o problema e a pedir análises da água e sua limpeza.

A água está em mau estado, apresentando uma cor amarela, tornando-se quase impossível cozinhar com ela e péssima para as crianças beberem.”, Válega 15 de setembro de 1972, pela secretária da Cantina, a prof.ª Elisa Viana Ribeiro Mimoso.

Auditório

O auditório é um espaço polivalente de apoio às atividades de serviço educativo do museu e da sua programação. Este espaço pode também ser cedido a entidades e associações que pretendam fazer alguma atividade que se enquadre com a sua missão.

Neste momento está a decorrer uma exposição temporária cedida pela Universidade do Porto, sobre um jornal que se chamava “O Vegetariano”, que nasceu em 1909. O visitante desta forma percebe que as questões da alimentação saudável já são antigas.

Agradecimentos

O Ondas da Serra agradece à Coordenadora do Museu, Drª. Raquel Elvas e funcionária Fernanda Rocha, todo apoio que nos deram para a realização deste trabalho. As fotos antigas da escola, sala de aulas e antigas turmas de alunos, colocadas neste artigo e vídeo foram disponibilizadas pelo museu.

Morada e contactos

Morada: Rua Irmãos Oliveira Lopes, 250 | 3880-907 Válega

Contactos: Telefone 256 581 300 | Telemóvel 930 402 040

E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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Ondas da Serra

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