PR2 | Rota dos 3 Rios – parte um

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O PR2 de Albergaria-a-Velha denominado Rota dos três rios, tem inicio e fim no Centro de Atividades Radicais e Ambientais de Vilarinho de S. Roque. Como o próprio nome indica este trilho passar por três rios e por vezes o caminho acompanha as margens ribeirinhas por bastantes quilómetros, o que não deixa de ser agradável pela sua frescura, verde e todo o tipo de fauna e flora que se podem encontrar sendo um regalo para os amantes da fotografia.

Em Vilarinho de São Roque fica situado o Rio Fílveda, também se passa pelo Rio da Felgueira mais conhecido por Rio Pequeno e Rio Caima. Os dois primeiros são afluentes do rio Caima que por sua vez flui para o Rio Vouga.

Este percurso tem cerca 14,5 km, embora não tenha um grau de dificuldade elevado é um pouco longo, Ondas da Serra propõe a seguinte alternativa, como a parte final se inicia junto à capela de Ribeira de Fráguas e acompanha o Rio Fílveda em direção a Vilarinho de São Roque numa extensão de 4,1 km, onde encontram parques de merendas, passadiços, pontes em madeira e moinhos, esta etapa poderá ser deixada para outra altura e ser feita de modo linear.

A equipa do Ondas da Serra preferiu fazer o PR2 em duas etapas, na primeira começamos junto do Centro de Atividade e terminamos junto à capela de Ribeira de Fráguas e na segunda começamos nesta última localidade e fizemos o percurso restante até Vilarinho de São Roque e regressamos a Ribeira de Fráguas de forma linear. Para nós esta foi a melhor alternativa porque esta parte do trilho devido a sua riqueza necessita de mais atenção para ser comtemplado.

Quem quiser fazer o trilho na sua totalidade tem várias alternativas, nós vamos dar as nossas. Se quiser começar em Vilarinho de São Roque, o mesmo inicia-se como já foi dito Centro de Atividades Radicais, se for de automóvel existe pouco estacionamento. Também pode estacionar se quiser mais abaixo junto à capela de São Roque. Se for um grupo grande podem estacionar junto à capela da Ribeira de Fráguas e começar o trilho a partir dai.

Devido à sua riqueza brevemente iremos publicar um artigo só com as pessoas com quem falamos e os insertos que encontramos a labutar pela vida.

Este trilho está bem sinalizado, encontramos por vezes como é habitual locais com plantação em excesso de eucaliptos, outras a serem preparadas para os receber e uma encosta utilizada para despejo de lixo perto do Rio Caíma e de umas instalações do “Centro Evangélico de Retiros do Palhal”.

Trilho:

Segue em direção à ponte do Lagar de Azeite, no lugar de Telhadela, passa no Cabeço de Mouros onde é possível fazer um desvio de 800m e encontrar vestígios de um monumento megalítico, a Mamoa de Castro. Continua até às ruínas do Lagar do Azeite, junto à ribeira da Felgueira (Rio Pequeno). O Lagar era uma estrutura singular na região, constituída por duas prensas de vara e foi abandonado no séc. XX. Neste local encontra-se também a Ponte do Barro Negro (ponte de arco quebrado) e o Moinho do Souto ainda em funcionamento.


O trajeto ladeia a margem da ribeira da Felgueira (rio Pequeno), onde se pode contemplar o lugar milenar de Telhadela. Passa ainda junto aos moinhos desativados, próximos do complexo das Minas do Palhal, onde se pode observar a Ponte Negra, ponte sobre o rio Caima, composta de carris de ferro cuja função era a de transportar, através de vagonetes, minerais entre as margens. No mesmo local, existem ainda as ruínas da lavandaria do minério, pertencentes à casa grande que servia de residência ao Engenheiro da Companhia da Mina de Telhadela.

Prossegue depois em direção à Ponte do Palhal, construída em 1776, que liga as freguesias da Branca à Ribeira de Fráguas, onde se vislumbra o Alto dos Barreiros com uma vista panorâmica sobre o vale.

A partir deste ponto Ondas da Serra fez o mesmo noutro dia de forma linear como já foi explicado. Iremos elaborar outro artigo para explicar esta jornada.

Desce em seguida até à Ribeira de Fráguas, podendo-se conhecer a Igreja Matriz de S. Tiago, que remete ao Séc. XVII, e a Casa Museu do Rancho Folclórico da Ribeira de Fráguas.
Já a caminho do Parque dos Moinhos, é possível visitar 3 destes engenhos de água, todos eles em funcionamento: Moinho de Baixo e Moinhos da Quinta da Ribeira. O percurso continua pela subida do rio Fílveda, podendo-se observar paisagens deslumbrantes, desenhadas por pequenas cascatas e açudes. Aqui encontra-se o Cabouco, antiga mina onde existia uma roda motriz movida pela água do Açude dos Ingleses. Esta roda fazia movimentar o elevador do poço das Minas do Coval da Mó, primeiro testemunho arqueológico da indústria mineira.
Este magnífico percurso atravessa ainda os campos agrícolas onde é possível avistar-se o lugar de Vilarinho de S. Roque, e onde se pode visitar o lugar do Regatinho, o núcleo molinológico em funcionamento e a capela de S. Roque do Séc. XVII.

Download do panfleto com percurso do trilho.


Fonte da descrição do trilho: C.M. Albergaria-a-Velha (cm-albergaria.pt)

 

 

Leiam também os nossos artigos sobre:

  • PR1 - Rota do Linho em Vilarinho de São Roque, artigo;
  • PR2 - Rota dos três rios - parte dois, artigo;
  • PR2 - Vida de Inseto, artigo;
  • Rostos de Albergaria-a-Velha - parte um, artigo;
  • Rostos de Albergaria-a-Velha - parte dois, artigo.
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Autor

Ondas da Serra

Ondas da Serra® é um Orgão de Comunicação Social periódico, distribuído electronicamente, que visa através da inserção de notícias, promover a identidade regional, o turismo, e a divulgação/defesa do património natural, arquitectónico, pessoas, animais e tradições, dos concelhos da região norte do distrito de Aveiro, nomeadamente: Ovar, Santa Maria da Feira, Espinho, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca e do forma mais geral dos restantes municípios do distrito.

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