Passadiços do Côa avistam arte rupestre e douro vinhateiro Passadiços do Côa - Vila Nova de Foz Côa, com vista para o Rio Douro e antiga ponte sobre o Rio Côa da Linha do Douro desativada. Ondas da Serra

Passadiços do Côa avistam arte rupestre e douro vinhateiro Destaque

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Os Passadiços do Côa nasceram em Vila Nova de Foz Côa, na região do Alto Douro, do distrito da Guarda, perto do museu da arte rupestre. Este pequeno percurso em extensão é grandioso em significação pelas paisagens vertiginosas que brotam do horizonte. O quadro que se abre ao visitante é gigantesco e exerce uma força que remete para a história humana com milhares de anos. A vista alcança paz nos rostos serenos dos Rios Douro e Côa que aqui se enamoram. Nos seus vales foram identificados e classificados dois patrimónios protegidos pela UNESCO, Sítio Pré-Histórico de Arte Rupestre do Vale do Côa e Alto Douro Vinhateiro. Pelas íngremes escadas o visitante poderá consultar informação sobre arte rupestre, pombais, biodiversidade, património natural e arquitetónico desta região. A viagem termina junto à antiga estação desativada da Linha do Douro desta terra, que a esperança quer ver renascida. Na subida de regresso mais custosa as pessoas podem imaginar os esforços para percorrer estas arribas, dos nossos ancestrais para viver, caçar, fugir ou esculpir a rocha e já mais tarde plantar e vindimar para o mundo celebrar.

Passadiços do Côa

Viagem pela Arte rupestre do Vale do Côa e Paisagem protegida do Douro Vinhateiro

Passadiços do Côa, com vista para o Rio Douro

Os Passadiços do Côa abarcam uma soberba paisagem das encostas do Côa e Douro, que vão desde as Gravuras Rupestres até ao Douro Vinhateiro. Do seu miradouro pode-se apreciar as curvas graciosas do Rios Douro e do Côa que ali se despede do seu vale.

Este local foi habitado há milhares de anos por homens que deixaram a sua arte esculpida nas rochas ao ar livre. Estes nossos ancestrais, tementes dos elementos questionaram porventura como nós, quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Como nós cada um deve ter encontrado uma resposta pessoal para cada dúvida filosófica ou existencial.

Qual a razão porque alguns da nossa espécie tem necessidade de criar arte? Muita dela pode ser apreciada no Museu do Côa perto do começo destes passadiços, mas a mais importante está espalhada pelo vale. Nós ainda não visitamos nenhuma delas, mas temos esse objetivo. Por agora, contentamo-nos em percorrer estes passadiços, que sendo pequenos em extensão é preciso um grande esforço para os vencer na subida.

Passadiços do Côa, com vista para o Rio Douro

Por todo o lado têm nascido estas estruturas de madeira, que alguns criticam talvez com razão. No entanto, na nossa opinião há vantagens na sua construção já que levam mais pessoas para a natureza, história e cultura. Importa contudo quando seja projetada a sua implementação não caiam no exagero e coloquem por vezes em causa o equilíbrio da natureza, porque há sempre pessoas dispostas a não respeitar as regras de conservação, limpeza, silêncio ou manutenção.

Pode ler esta reportagem na totalidade ou clicar no título abaixo inserido para um assunto específico:

    1. Passadiços do Côa contemplando a Arte Pré-histórica e Douro Vinhateiro
    2. Painéis informativos dos Passadiços do Côa
    3. Património natural e arquitetónico relacionado em destaque
    4. Perguntas frequentes sobre os Passadiços do Côa
    5. Avaliação dos Passadiços do Côa
    6. Onde dormir e comer nos Passadiços do Côa
    7. Contactos importantes e informações sobre os Passadiços do Côa
    8. Galeria de fotos dos Passadiços do Côa

Passadiços do Côa contemplando a Arte Pré-histórica e Douro Vinhateiro

Descrição dos Passadiços do Côa

Passadiços do Côa, com vista para o Rio Côa

"Inaugurados em 9 de setembro de 2022, os Passadiços do Côa têm 930 metros de extensão e reúnem o melhor da história e da paisagem deste local. Os passadiços fazem a ligação entre o Museu do Côa e a desativada estação ferroviária do Côa, nas proximidades da foz do rio Côa, mas já voltada para o rio Douro.

São 890 degraus e um desnível de 160 metros de onde se vislumbra uma paisagem marcada por encostas agrestes e socalcos, a tranquilidade dos rios Douro e Côa, e por inúmeras espécies vegetais e animais, algumas delas protegidas.

O percurso requer algum fôlego quando realizado em subida, mas as paragens propiciam a contemplação de um território extraordinário, que faz o encontro entre a Arte Pré-Histórica do Vale do Côa e a Paisagem do Douro Vinhateiro, ambas classificadas Património Mundial pela UNESCO."1

Localização dos Passadiços do Côa

Passadiços do Côa, com vista para o Rio Côa

Vila Nova de Foz Côa é uma cidade portuguesa localizada na sub-região do Douro, pertencendo à região do Norte e ao distrito da Guarda. O início dos Passadiços do Côa ficam localizados junto ao Parque Arqueológico do Vale do Côa - Rua do Museu, 5150-610 Vila Nova de Foz Côa.

Coordenadas GPS: 41.08244949944052, -7.098735735286392 

Mapa da localização dos Passadiços do Côa

Mapa da localização dos Passadiços do Côa

Créditos da foto: Passadiços do Côa, site oficial passadicosdocoa.pt

Os Passadiços do Côa caracterizam-se por oferecerem uma visão alargada sobre os vales do Rio Douro e Rio Côa que aqui desagua. Uma das formas de ver toda esta beleza em toda a sua extensão é visitar este concelho de Vila Nova de Foz Côa quando as amendoeiras estão em flor, no começo da primavera, sendo o cartaz festivo maior desta terra. O Ondas da Serra já o fez, mas no concelho vizinho de Torre de Moncorvo e foi das paisagens mais belas e perfumes inebriantes que já sentimos.  

Ficha técnica dos Passadiços do Côa

Passadiços do Côa, com vista para o Rio Douro

  • Nome: Passadiços do Côa;
  • Descrição: "Os passadiços fazem a ligação entre o Museu do Côa e a desativada estação ferroviária do Côa, nas proximidades da foz do rio Côa, mas já voltada para o rio Douro."1
  • Localização: Parque Arqueológico do Vale do Côa - R. do Museu, 5150-610 Vila Nova de Foz Côa;
  • Coordenadas GPS: 41.08244949944052, -7.098735735286392;
  • Inauguração: 9 de setembro 2022;
  • Localização: Vila Nova de Foz Côa;
  • Acesso e preço: Gratuito;
  • Tipo de percurso: Linear;
  • Extensão: 930 metros;
  • Degraus: 890 degraus;
  • Desnível: 160 metros;
  • Estrutura: Passadiços em madeira por uma arriba acentuada com visão ampla para os vales do Rio Douro e Rio Côa;
  • Site oficial: https://passadicosdocoa.pt/
  • Pontos de interesse:
    • Arte Pré-Histórica do Vale do Côa;
    • Paisagem do Douro Vinhateiro;
    • Ambas classificadas Património Mundial pela UNESCO;
  • Painéis informativos: 05;
  • Classificações pela UNESCO como Património Mundial: 02;
    • Alto Douro Vinhateiro;
    • Sítios Pré-Históricos de Arte Rupestre do Vale do Côa;
  • Pontos de interesse: 03;

Mapa dos Passadiços do Côa

Mapa dos Passadiços do Côa

Créditos da foto: Passadiços do Côa

Painéis informativos dos Passadiços do Côa 

Arte rupestre do Vale do Côa

"Bem-vindo ao maior sítio de arte paleolítica ao livre do mundo! Este território está classificado pela UNESCO como Património Mundial e é o seu Museu! Olhe ao seu redor. Imagine por onde andariam e como se deslocariam os homens do Paleolítico... e de épocas posteriores.

Atualmente estão identificadas mais de 1300 rochas gravadas, em quase 100 sítios diferentes, na sua maioria do Paleolítico, mas também da Pré-História Recente, Idade do Ferro ou de Época Histórica mais recente. O Vale do Côa reúne o maior conjunto de Arte Paleolítica, ou seja, da primeira arte da Humanidade.

Arte rupestre do Vale do Côa

Créditos da foto: rotadodouro.pt/as-gravuras-rupestres-do-vale-do-coa/

Aqui, as gravuras estão executadas em superfícies verticais de xisto, gravadas através de técnicas de picotagem e abrasão e incisão, com utensílios de quartzo, quartzito e sílex. As gravuras paleolíticas representam sobretudo quatro espécies: equídeos (ex.: cavalos), bovinos (ex.: auroques), caprinos (ex.: cabras) e cervídeos (ex.: veados).

O que teria trazido os nossos antepassados do Paleolítico e das épocas posteriores a este vale tão rico? Descubra a resposta junto do Museu do Côa. Conheça a beleza da região, a sua arte, a sua história, a fauna e a flora através de diversas experiências e visitas, no interior do museu, ao ar livre em TT, ou até por barco ou caiaque. Este museu ao ar livre espera por si!"2

Pombal dos Passadiços do Côa

Pombal dos Passadiços do Côa

"O território do Parque Arqueológico do Vale do Côa é uma das zonas de maior densidade de pombais no interior Norte de Portugal - cerca de três centenas - ao longo de 200 Km2. Sobressaem na paisagem, em encostas, entre vinhas, amendoeiras e olivais, por estarem isolados, pintados de branco, e normalmente de forma circular ou em ferradura.

Os pombais surgiram a partir de meados do século XVIII e sempre fizeram parte da vida rural habitual e de um sistema autossustentado. Há algumas décadas, muitas terras eram cultivadas com cereal. As sementes deixadas na terra eram aproveitadas pelos pombos, perdizes e outras aves selvagens, além de coelhos. A existência destas espécies facilitava, por sua vez, a fixação de aves de rapina, como a águia-de-Bonelli (Aquila fasciata), do açor (Accipiter gentilis) e do falcão-peregrino (Falco peregrinus).

Pombal dos Passadiços do Côa

A carne dos "borrachos" era também aproveitada pelas gentes locais, como fonte adicional de proteína, e o estrume dos pombos era usado para fertilizar os solos agrícolas. Entre as peculiaridades do pombal, está a cobertura de telhas ou lajes para impedir a entrada de outros animais, e a pequena porta com a soleira elevada para impedir a entrada de roedores e para evitar que a porta fique empenada com o estrume no interior. Lá dentro, as cavidades na parede servem de ninhos e ainda possui uma mesa de apoio e, frequentemente, uma pia de pedra, que serve de bebedouro.

Pombal dos Passadiços do Côa

Pode visitar este pombal que foi recuperado em 2010, contactando o Museu do Côa, Centro Ciência Viva."2

Biodiversidade do Vale do Côa

"O território do Côa é riquíssimo em espécies animais, e vegetais. Uma parte do território do Parque Arqueológico do Vale do Côa corresponde à Zona de Proteção Especial do Vale do Côa, classificada em 1999. Esta ZPE compreende, essencialmente, a bacia terminal do rio Côa, com a sua área de relevo montanhoso, e cujas encostas escarpadas se prolongam ao longo deste leito e do rio Massueime. A existência de aves rupícolas protegidas assegurou a entrada da ZPE na Rede Natura 2000, a rede comunitária de áreas protegidas.

A ZPE do Vale do Côa é procurada por espécies que merecem preocupação em termos de preservação, com realce para as populações de britango (Neophron percnopterus), de grifo (Gyps fulvus), de águia-de-Bonelli (Aquila fasciata), de águia-real (Aquila chrysaetos), e de chasco-preto (Oenanthe leucura).

Esta área classificada caracteriza-se também por pouca vegetação natural, com grande extensão de matos pré-florestais, zimbros, sobreiros e azinheiras. Estes matos são atrativos a pequenas aves, como a toutinegra-tomilheira (Sylvia conspicillata), a Toutinegra-de-bigodes (Sylvia cantillans) ou a Toutinegra- dos-valados (Sylvia melanocéfala), para além da mais rara de todas, a toutinegra-real (Sylvia hortensis). Outras aves procuram também esta região, como a cegonha negra ou o bufo-real. A paisagem é ainda influenciada por alguma atividade agrícola, nomeadamente de olivais, amendoais e vinha, além da pastorícia."2 

Miradouro dos Passadiços do Côa

 

Miradouro dos Passadiços do Côa

Os Passadiços do Côa possuem no seu percurso alguns pontos específicos com miradouros para os visitantes melhor poderem observar a paisagem circundante. Na imagem acima podemos observar o miradouro virado para o Rio e Vale do Côa e um viaduto que passa sobre este rio da Estrada Nacional 222 - IC 34.  

Rio Douro nasce em Espanha e desagua no Porto

Os Passadiços do Côa neste ponto oferecem uma visão alargada sobre o troço do Rio Douro que divide os distritos de Guarda e Bragança, respetivamente. 

"O Rio Douro demarca o limite do concelho de Vila Nova de Foz Côa, a Norte. Nasce em Espanha, na Serra de Urbión, a 2.160 m de altitude e tem a sua foz na cidade do Porto, após 897 km de comprimento, dos quais 572 km em território espanhol, 112 km a servir de fronteira entre Portugal e Espanha, e 213 km navegáveis em Portugal.

Antes da chegada do comboio a Foz Côa, em 1887, o rio era o principal meio de comunicação entre o interior e o litoral, e também a nível local, entre margens, com barcas. Pelo menos desde 1200 que as barcas taverneiras transportavam os vinhos. Depois vieram os barcos rebelos (ou rabelos), cheios de pipas de vinho, navegando entre as quintas do interior e as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia.

Passadiços do Côa, com vista para o Rio Douro

Transportavam também sacos de amêndoa, cereais, sumagre (planta usada em medicina, tinturaria e curtumes), apanhado em Foz Côa e ao longo do Douro, com destino ao litoral. Os barcos subiam depois o Douro, levando outros produtos. As viagens eram perigosas em ambos os sentidos devido à forte corrente. Atualmente, o rio Douro é sinónimo de turismo e de desporto, sendo percorrido por cruzeiros com passeios de horas e dias, e tendo instalado alguns cais para desportos náuticos."2

Rio Côa afluente do Rio Douro

"O Rio Côa nasce em Fóios, a 1.175 m de altitude, na serra das Mesas, no concelho do Sabugal, e percorre 135 km até desaguar na margem esquerda do rio Douro, que se avista deste local. É um dos poucos rios portugueses que corre na direção sul-norte.

Passadiços do Côa, com vista para o Rio Côa

Antes da construção da Barragem do Pocinho, em 1981, o rio Côa apresentava, neste ponto, um pequeno curso de água, conhecido localmente como "a ribeira", devido à pouca água que levava, sobretudo nos meses de Verão. Era usada por moleiros, lavadeiras com cestas de roupa à cabeça, e era local de banhos nos dias quentes de verão e ponto de encontro de
pessoas e gerações.

Até à construção da ponte rodoviária que atravessa o rio Côa, incluída na EN222, a travessia deste curso de água era feita de barca. A 'barca do Côa', nome por que conhecida esta embarcação em madeira, permitia a ligação entre a parte Este e a sede de Vila Nova de Foz Côa, tanto no transporte de pessoas, como animais e mercadorias.

Foz do Rio Côa no Rio Douro - Vila Nova de Foz Côa

Atualmente, é nas margens do rio Côa que se encontra a maior concentração ao ar livre de Arte Rupestre do Paleolítico Superior conhecida no mundo. Este curso de água acompanha também a GR45 - Grande Rota do Vale do Côa, um trilho 200 km marcado nos dois sentidos, entre a nascente e a foz, que termina nas imediações."2

Linha do Douro

"A Linha do Douro é uma linha de caminho-de-ferro que liga Ermesinde a Barca de Alva, mas que apenas funciona até ao Pocinho, estando desativado o troço entre esta estação e Barca d'Alva.

A linha férrea e o telégrafo eram vistos como sinónimo de progresso em Portugal desde o séc. XVIII e a burguesia do Porto e os produtores de vinho sabiam bem da sua importância. Assim, as obras na Linha do Douro começaram em 8 de Julho de 1873 e estenderam-se pelos anos seguintes, interior adentro. Os troços do Pocinho, do Côa e de Barca d'Alva foram inaugurados em 1887.

Pela Linha do Douro circulavam comboios de mercadorias com bens transformados vindos do litoral. Em sentido inverso, seguiam vinhos, cereais, sementes e matérias primas, como volfrâmio e estanho. Quanto a passageiros, eram mais importantes os serviços regionais. A Linha levou o desenvolvimento social e económico aos territórios mais despovoados.
Na década de 60 e 70 deu-se a crise do setor agrícola, a emigração massiva das zonas mais carenciadas e a crescente desertificação, levando ao desinvestimento em viagens e em locomotivas e à perda de movimentação. Em 18 de Outubro de 1988 foi encerrado o lanço entre as estações de Pocinho e Barca d'Alva, de 28 quilómetros. Ficaram desativadas as estações de Côa, Almendra, Castelo Melhor e Barca d'Alva.

A Estação Ferroviária do Pocinho é atualmente a estação terminal da Linha do Douro. O potencial turístico da linha tem sido apontado como motivo para a reabertura da Linha do Douro até Barca d'Alva."2

Património natural e arquitetónico em destaque

Museu do Côa - Vila Nova de Foz Côa

Museu do Côa - Vila Nova de Foz Côa

"O Museu do Côa foi projectado por Camilo Rebelo e Tiago Pimentel, uma equipe de arquitectos do Porto. Construído a partir de Janeiro de 2007 foi inaugurado em 30 de Julho de 2010. A concepção do edifício parte da ideia de que “a arte paleolítica no Vale do Côa é talvez a primeira manifestação de ‘Land art’”.

Embora seja um dos maiores museus portugueses, assenta graciosamente, com parte do seu volume como que engastado no topo da colina que, na sua margem esquerda, encima a foz do Côa, celebrando o encontro dos dois patrimónios mundiais da região: a Arte Pré-histórica do Vale do Côa e a Paisagem Vinhateira do Douro.

Se de longe o edifício se assemelha a um enorme afloramento irrompendo do solo, uma inspecção mais próxima reforça essa percepção, uma vez que no betão foram utilizados pigmentos minerais tendo a fachada sido objecto de tratamento superficial imitando as irregularidades naturais do xisto, a rocha predominante na região. Segundo a memória descritiva constante do anteprojecto de Julho de 2005, o “pressuposto Único” do Museu é a sua perfeita “integração na paisagem“, convertendo-se o seu corpo, se bem que em “gesto forte e afirmativo“, numa marca “subtil, sensível à topografia, pouco modificando o perfil do monte e dialogante com a paisagem.

O Museu do Côa não substitui a visita aos sítios de arte rupestre do Parque Arqueológico do Vale do Côa, afinal o ‘verdadeiro’ Museu. Constitui-se como o portal que permitirá aos visitantes começar a descobrir a arte rupestre dos vales do Côa e do Douro.

O Museu é também um centro de acolhimento para investigadores que desejam estudar o Côa aproveitando a maior biblioteca nacional dedicada à arte rupestre. Os Serviços Educativos da Fundação Côa Parque desenvolvem as suas actividades de modo a acolher quer o público escolar quer o público em geral."3

Sítios Pré-Históricos de Arte Rupestre do Vale do Côa

Classificado pela UNESCO como Património Mundial

"A Arte do Côa foi uma das mais importantes descobertas arqueológicas do Paleolítico superior em finais do século XX em toda a Europa. Permitiu identificar um conjunto muito extenso de testemunhos de arte rupestre ao ar livre, datados entre ±25.000 a.C. a 10.000 a.C.

Naturalmente que permanece o enigma fundamental: qual o significado, qual a intenção dos autores destas gravuras e algumas pinturas? Decerto a marcação territorial de uma área considerada vital, envolvendo a água e o rio como entidades que contribuíram para identificar estes lugares como sítios de potenciais hierofanias. E também a certeza de que as populações seminómadas do Paleolítico superior europeu não confinaram às grutas os seus impulsos artísticos.

Nas rochas de xisto das margens do Rio Côa, encontram-se gravados inúmeros animais, quase todos destas quatro espécies: auroques (touros selvagens), cavalos, veados e cabras monteses."4

Alto Douro Vinhateiro

Classificado pela UNESCO como Património Mundial

"O Alto Douro Vinhateiro é uma zona particularmente representativa da paisagem que caracteriza a vasta Região Demarcada do Douro, a mais antiga região vitícola regulamentada do mundo. A paisagem cultural do Alto Douro combina a natureza monumental do vale do rio Douro, feito de encostas íngremes e solos pobres e acidentados, com a ação ancestral e contínua do Homem, adaptando o espaço às necessidades agrícolas de tipo mediterrâneo que a região suporta. Esta relação íntima entre a atividade humana e a natureza permitiu criar um ecossistema de valor único, onde as características do terreno são aproveitadas de forma exemplar, com a modelação da paisagem em socalcos, preservando-a da erosão e permitindo o cultivo da vinha.

A região produz o famoso vinho do Porto, representando o principal vetor de dinamização da tecnologia, da cultura, das tradições e da economia local. O grande investimento humano nesta paisagem de singular beleza tornou possível a fixação das populações desde a longínqua ocupação romana, e dele resultou uma realidade viva e em evolução, ao mesmo tempo testemunho do passado e motor do futuro, solidamente ancorado na otimização dos recursos naturais e na preservação das ambiências."5 

Linha Férrea do Douro

Viajar de comboio pela Linha Férrea do Douro, com 150 anos e 171,5 km, faz-nos recuar devagar até ao século XIX. A viagem começa na moderna estação de Porto Campanhã, junto ao litoral e termina no Pocinho, no interior transmontano. A locomotiva a vapor é agora alimentada a diesel e começa por rasgar caminho por uma urbe fortemente apinhada, onde as gentes se atropelam para respirar. A linha eletrificada começa por ter dois sentidos, até perder a luz e ficar sozinha. A máquina vence impenetráveis túneis e profundas pontes e vai-se aproximando do Rio Douro, seu companheiro inseparável por 120 km.

O casario começa a rarear e vai dando lugar a arribas em socalcos vinhateiros e curvas ondulantes do rio. O comboio vai sulcando o Rio Douro e vendo os cruzeiros subirem pelas eclusas. A paisagem de arrebatar culmina no Douro Vinhateiro, que foi por homens moldado e recebeu da UNESCO o título de Património da Humanidade. A via férrea no passado terminava em Barca d’Alva, junto a Espanha, mas homens funestos que agora escrevem livros sobre a arte de bem governar, deram ordens para a encerrar. Estes vilões de memória curta, no final do século XX, mataram parte destas linhas e destruíram muito do seu património, sem dar cavaco ao povo que juraram representar.  

Ponte ferroviária desativada sobre o Rio Côa - Linha do Douro

Ponte ferroviária desativada sobre o Rio Côa - Linha do Douro

Estação do Côa desativada - Linha do Douro

Estação do Côa desativada - Linha do Douro

Barca d'Alva: Paraíso no Douro encerrado pela linha férrea

Ao descermos a Barca d'Alva, pelas arribas do Douro, o nosso olhar não sabe onde se fixar, tantas são as belezas que Deus plantou no lugar. O vale por onde serpenteia o rio está coberto de socalcos vinhateiros que aqui fazem fronteira com Espanha. A sua beleza parece estar amaldiçoada, já foi próspera vila mandada arrasar no séc. XIII, por D. Sancho II, a despeito das suas terras tomadas pelo inimigo de Leão.

Sobreviveu a aldeia, que conheceu algum progresso com a chegada no séc XIX, da linha férrea do Douro, que abriu as portas da Europa. No entanto a desdita persegue esta dama, porque já no séc XX, ditos representantes do povo a mandaram encerrar. Homens das artes aqui encontraram reflexão e escreveram romances inspirados pela sua rusticidade. Quem vê esta senhora não consegue atinar a má sorte que a persegue e reza para um dia a felicidade abarcar. Gostaríamos que um dia o comboio voltasse pelas suas encostas a apitar e se emendasse a mão do mau agravo permitido.

Ecopista do Sabor

"A Ecopista do Sabor é um espaço de verdadeira beleza, resultado do aproveitamento da linha de caminho de ferro, no troço entre a margem norte do Rio Douro, no Pocinho, e Carviçais, num total de 34 km de percurso pedestre.

Da Ecopista do Sabor vislumbra-se uma paisagem maravilhosa sobre o Rio Douro, Torre de Moncorvo, o Vale do Sabor e Serra do Reboredo, pode ainda avistar-se o Convento do Carmelo da Sagrada Família e na aldeia de Larinho fazer uma paragem na Cafetaria da antiga estação do Larinho, requalificada para o efeito. Seguindo em direção a Carviçais no lugar do Carvalhal podem ser avistadas as antigas minas de ferro e no sopé do Cabeço da Mua vislumbram-se as aldeias de Felgar e Souto da Velha. Magnífica e imperdível é também a paisagem sobre a Albufeira de Vale de Ferreiros já à chegada de Carviçais.

Ecopista do Sabor posiciona-se como uma infraestrutura destinada ao recreio e ao desporto mas também é uma via que redescobre paisagens de grande beleza, esquecidas desde a desativação do transporte ferroviário.

Apuramos os sentidos com a mistura de cheiros, peneiramos os pormenores deste quadro natural e requalificamos o nosso património interior, após uma fabulosa caminhada."6

"Ecopista do Sabor tem a particularidade de funcionar como eixo condutor e de distribuição a todo um conjunto de património natural de excelência que por si só já é gerador de fluxos turísticos de elevada importância, Parque Natural do Douro Internacional, a Nascente, e Vale do Baixo Sabor, a Norte, Vale do Douro Superior (Alto Douro Vinhateiro, património da Humanidade), a Poente e Vale do Côa (gravuras rupestres património da humanidade a Sul.

O acesso aos caminhos romanos, ribeiros e moinhos, percursos em trilhos por montes, fragas e florestas, bem como o acesso a todo o património histórico, sócio cultural e gastronómico através da Ecopista, transforma-a num elemento fundamental para um turismo natureza de qualidade superior, gerenciador de desenvolvimento sustentado e de satisfação de quem nos visita."7

Camino de Hierro - Rota dos Túneis e Pontes

Camino de Hierro - Rota dos Túneis e Pontes, fica localizado em La Fregeneda, município raiano da Diputación de Salamanca, comunidade autónoma de Castilla y León, em Espanha. Esta Rota dos Túneis e Pontes, como é conhecida em Portugal, tem início naquela antiga estação e termina na Ponte Internacional Ferroviária sobre o Rio Águeda, que ali desagua no Rio Douro e faz fronteira com Barca D’Alva em Portugal.

Este percurso pedestre oficial está bem organizado, sinalizado e com guias que prestam toda ajuda necessária. O traçado aproveita uma fração da antiga Linha Ferroviária do Douro desativada, que foi construída no séc. XIX. Naquela época esta foi uma obra de referência pelas dificuldades em vencer uma geográfica acidentada, que teve custos elevados a nível humano e económico. Na sua construção chegaram a trabalhar duas mil pessoas, que operavam em condições agrestes e algumas tiveram acidentes fatais.

Esta caminhada com 17 km de extensão, tem vindo aumentar de popularidade, pela impressionante sucessão de 20 túneis e 10 pontes e estar inserida no Parque Natural das Arribas do Douro. As suas obras audazes de engenharia e natureza vertiginosa têm levado em crescendo os portugueses para esta aventura pela sua espetacularidade e experiência inesquecível. Neste artigo irá encontrar um guia descritivo, histórico, técnico, informativo, com mapas e fotos de modo a poder conhecer o percurso e poder planear da melhor forma a sua viagem se pretender vencer este desafio.

Perguntas frequentes sobre os Passadiços do Côa

Passadiços do Côa, foz do Rio Côa no Rio Douro e Ponte Ferroviária do Côa, Linha do Douro desativada

Como chegar aos Passadiços do Côa?

Os Passadiços do Côa começam perto do Museu do Côa, pelo que deverá deixar o seu veículo automóvel no parque de estacionamento do museu localizado no piso superior. O acesso aos passadiços faz-se por um caminho na parte inferior do edifício, na zona junto ao bar-restaurante. Poderá também descer a encosta que se encontra à esquerda.

Onde fica o início dos Passadiços do Côa?

O início dos Passadiços do Côa fica localizado junto ao Museu do Côa, situado na Rua do Museu, Vila Nova de Foz Côa.

O que levar para os Passadiços do Côa?

Deve levar roupa e calçado confortável, assim como água e comida energética, de modo a percorrer os passadiços de forma confortável. Deve também nos dias de maior calor colocar protetor solar e usar chapéu. Nestes dias com maior temperatura deve fazer pausas frequentes para recuperar energias, principalmente durante a subida.

Quais são as principais atrações dos Passadiços do Côa?

Os Passadiços do Côa permitem conjugar duas atrações imperdíveis, a paisagem do Alto Douro Vinhateiro e a Arte Pré-Histórica do Vale do Côa, ambas classificadas como Património Mundial pela UNESCO. Se assim o desejar antes de percorrer os passadiços poderá começar por visitar o Museu do Côa situado na parte superior da encosta. No final dos passadiços poderá apreciar com nostalgia a antiga Estação Ferroviária e a Ponte do Côa, ambas desativadas, que faziam parte da Linha do Douro. Durante a descida dos Passadiços do Côa poderá deliciar-se com paisagens magníficas dos Rios Douro e Côa que aqui desagua.

Preço dos Passadiços do Côa?

O acesso aos Passadiços do Côa é gratuito.

Qual a distância dos Passadiços do Côa?

Os Passadiços do Côa têm 930 metros de distância, 890 degraus e um desnível de 160 metros.

Qual o grau de dificuldade dos Passadiços do Côa?

Os Passadiços do Côa são difíceis devido aos seus 890 degraus e desnível de 160 metros, no final da subida os visitantes têm que voltar a subir os 930 metros de extensão, com uma inclinação acentuada. Se achar que terá dificuldades na subida procure planear de modo a alguém o ir buscar no final da descida junto à antiga Estação do Côa desativada, da antiga Linha do Douro.

O que não deve fazer nos Passadiços do Côa?

Ao longo do percurso, não faça lixo e não fume, de modo a preservar ao máximo a natureza e evitar riscos de incêndio. Caso tenha lixo guarde o mesmo para o colocar nos locais próprios. Da mesma forma, não poderá recolher plantas nem amostras de rochas. 

Avaliação dos Passadiços do Côa

Passadiços do Côa, ao fundo encontra-se o Pombal

  1. Nível de dificuldade: 
    • Nível de dificuldade: 4;
    • Adversidade do meio: 3;
    • Orientação: 5;
    • Tipo de piso: 5;
    • Esforço físico: 4;
  2. O grau de dificuldade é representado segundo 4 itens diferentes, sendo cada um deles avaliado numa escala de 1 a 5 (do mais fácil ao mais difícil);

Onde dormir e comer nos Passadiços do Côa

Onde dormir nos Passadiços do Côa - Empreendimentos turísticos

Casas do Pocinho

  • Localidade: Pocinho;
  • Capacidade: 2 casas (capacidade 8 pax);
  • Telefones: 965 398 826 - 968 876 274;
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Casa Vermelha

Bairro do Casal

Onde dormir nos Passadiços do Côa - Alojamento local

Passadiços do Côa, foz do Rio Côa no Rio Douro e Ponte Ferroviária do Côa, Linha do Douro desativada

Casa da Rocha 

  • Localidade: Vila Nova de Foz Côa;
  • Capacidade: Apartamento com 2 Quartos;
  • Telefone: 919 076 066;

Casa Nova Velha 

  • Localidade: Seixas do Douro;
  • Capacidade: 3 quartos (capacidade 10 pax);
  • Telefones: 936 288 315;
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Castelo Melhor 

  • Localidade: Castelo Melhor;
  • Capacidade: (capacidade 5 pax);
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Maria Manuela Afonso Martinho 

  • Localidade: Cedovim;
  • Capacidade: (capacidade 6 pax);
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Onde comer nos Passadiços do Côa

Passadiços do Côa, Rio Douro

Os Manos

Três Dock's

  • Localidade: V.N. Foz Côa;
  • Capacidade: 6 lugares;
  • Telefones: 938 745 868;
  • Descanso: Encerra aos domingos;

Paleolítico

  • Localidade: Castelo Melhor;
  • Capacidade: 50 lugares;
  • Telefones: 279 713 143;

Marisqueira

  • Localidade: V.N. Foz Côa;
  • Capacidade: 84 lugares;
  • Telefones: 279 762 187;
  • Encerramento: Encerra aos domingos;

Contactos importantes e informações sobre os Passadiços do Côa

Passadiços do Côa

Posto de Turismo - Centro de Informação Turística (CIT)

  • Localidade: Av. Gago Coutinho e Sacadura Cabral N°9 - 5150-610 Vila Nova de Foz Côa;
  • Coordenadas GPS: 41.081844N | -7.141872E;
  • Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.;
  • Telefone: 924 448 312;

Museu do Côa - Centro Ciência Viva

Emergência Nacional 

Passadiços do Côa, Rosa Rodrigues do Ondas da Serra

Número de Emergência Nacional

  • Telefone: 112

Centro de Saúde de V. N. Foz Côa

  • Localidade: Av. Monsenhor António Almeida Silvano - 5150-662 Vila Nova de Foz Côa;
  • Coordenadas GPS: 41.079238N | -7.140663E;
  • Telefone: 279 760 050;

Bombeiro Voluntário de V. N. de Foz Côa

GNR - Posto Territorial de V. N. de Foz Côa

  • Localidade: Rua Conde Ferreira - 5150-592 Vila Nova de Foz Côa;
  • Coordenadas GPS: 41.082416N/ -7.141800E;
  • Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.;
  • Telefone: 279 760 500;

SEPNA - Linha SOS Ambiente e Território

Galeria de fotos dos Passadiços do Côa

Créditos e Fontes pesquisadas 

Texto: Ondas da Serra, com exceção do que está em itálico e devidamente referenciado.

Fotos: Ondas da Serra, com exceção das que estão referenciadas

1 - Placa informativa colocada nos Passadiços do Côa;
2 - Site oficial: https://passadicosdocoa.pt/;
3 - Site oficial: https://arte-coa.pt/museu/;
4 - Site oficial: https://unescoportugal.mne.gov.pt/pt/temas/proteger-o-nosso-patrimonio-e-promover-a-criatividade/patrimonio-mundial-em-portugal/coa-e-siega-verde;
5 - Site oficial: https://unescoportugal.mne.gov.pt/pt/temas/proteger-o-nosso-patrimonio-e-promover-a-criatividade/patrimonio-mundial-em-portugal/alto-douro-vinhateiro
6 - cm-moncorvo.pt
7 - Panfleto com o mapa do percurso, emitido pela Câmara Municipal de Torre de Moncorvo

Caminhe no distrito de Aveiro e pedale de bicicleta pelo norte de Portugal

O distrito de Aveiro tem dezenas de caminhadas e percursos pedestres muito bonitos, na serra, junto do mar, ria e rios, que pode aproveitar para os conhecer. No norte de Portugal há muitas ciclovias, ecovias e ecopistas que se pode percorrer, a caminhar ou de bicicleta, muitas delas por antigas linhas ferroviárias, agora convertidas em pista para as pessoas passearem.  

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Ondas da Serra

Ondas da Serra® é uma marca registada e um Órgão de Comunicação Social periódico inscrito na ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social, com um jornal online. O nosso projeto visa através da publicação das nossas reportagens exclusivas e originais promover a divulgação e defesa do património natural, arquitetónico, pessoas, animais e tradições do distrito de Aveiro e de outras regiões de Portugal. Recorreremos à justiça para defendermos os nossos direitos de autor se detetarmos a utilização do nosso material, texto e fotos sem consentimento e de forma ilegal.     

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