Demanda pela Ilha dos Amores Ilha dos Amores - Castelo de Paiva

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A nossa epopeia marítima glorificada pelo nosso poeta mor Luís de Camões, descreve-nos um lugar edílico na “Ilha dos Amores”, Cantos IX e X d'Os Lusíadas. Nestes cantos é revelado a disposição da deusa Vénus em premiar os marítimos portugueses, com um merecido descanso e com prazeres divinos, numa ilha paradisíaca, no meio do oceano, a Ilha dos Amores. Os ventos estavam favoráveis e levou-nos ao encontro desta Ilha em Castelo de Paiva. Localizada em frente ao porto do Castelo, com vista para a Ilha dos Amores, parte um percurso pedestre com o mesmo nome. A sua localizada privilegiada no Rio Douro e junto à foz do Rio Paiva tem uma beleza e encanto especial.

Percurso Ilha dos AmoresEm relação ao percurso já íamos de sobreaviso, os mares estavam grossos por outras experiências menos boas neste concelho. O trilho está mal sinalizado e as marcas foram-se apagando com o tempo e deveriam existir mais postes com sinalética. O que nos valeu foi um prospeto muito bem detalhado e a bicicleta para nos ajudar por vezes a descobrir por onde navegava o trilho.

Este percurso é circular e vamos dar-lhes algumas indicações começando a subir pelo lugar do Castelo. Os pontos que achamos mais problemáticos são quando chegarem junto da Igreja de Fornos, devem descer por umas escadas que tem do lado esquerdo junto da mesma. O percurso dá a volta à “várzea” de Fornos e a dada altura tem que subir por um carreiro à esquerda, onde vai encontrar uma estrada que deve passar para o outro lado.

Outro ponto complicado é em Leirós, depois de subir um caminho, do seu lado direito encontra as instalações duma antiga fábrica de refrigerantes, encontra uma estrada e deve entrar por uma rampa em lajes de pedra que dá acesso a uma quinta privada “Leirós”. Depois da ramada desta quinta e antes da casa estilo senhorial, deve seguir pelo seu lado direito.

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A dada altura do percurso irá passar junto dumas instalações de água e no final deve voltar à direita, aqui o sinal está mesmo quase apagado.

Neste percurso o que assinalamos de mais positivo foi: O Cais do Castelo com vista para a Ilha dos Amores. Aqui existe também uma pequena praia fluvial não vigiada. O casario do lugar do Castelo, construído em cascata e lutando pelo espaço remetendo para o tempo em que estes era um porto muito importante. As paisagens deslumbrantes sobre os Rios Douro e Paiva. A “várzea” de Fornos, com a sua igreja e cruzeiro. Neste local poderá absorver as vinhas do verde característico desta região. Por todo o lado encontram-se fontes e ribeiros de água e intensa atividade agrícola e vinícola.

Há muito mais para descobrir e o Onda da Serra no dia 22 de julho vai levá-los nesta navegação no nosso próximo evento. Quem for connosco vai poder visitar a ilha, fazer o percurso, aprender algumas técnicas de meditação e almoçar com vista para a Ilha dos Amores e beber um verde vinho.

Brevemente iremos abrir o evento no facebook, com a programação detalhada. Quem estiver interessado pode fazer a sua pré-marcação para o n. 968 250 969.   

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PR 1 CPV "Ilha dos Amores" | Fonte: CM de Castelo de Paiva 

É um percurso pedestre de pequena rota, circular e marcado, nos dois sentidos, segundo as normas da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal. Com início e fim no Cais do Castelo, junto à Ilha do Castelo, popularmente conhecida como Ilha dos Amores, tem uma distância de 7,25 quilómetros, um nível de dificuldade médio, com duração de cerca de 2 horas e percorre os caminhos rurais e tradicionais de uma grande parte da Freguesia de Fornos.

 

Descrição detalhada do percurso: | Fonte: CM de Castelo de Paiva 

A parte inicial do percurso será percorrer o aglomerado histórico do lugar do Castelo.

Ao chegar ao lugar da China terá de atravessar a EN 222 e aí poderá avistar outro aglomerado idêntico ao anterior, sendo que estas são construções mais recentes. Este lugar chama-se Tapado que, curiosamente, é o nome que têm os lugares mais próximos dos Castelos, o que deixa antever a real existência de um Castelo no “Alto do Crasto” (por cima de Tapado).

O percurso segue por um caminho até ao lugar de Crasto onde terá de atravessar novamente a EN 222 e entrar noutro caminho em direcção à “parte de cima” da Freguesia. Entretanto poderá ver as alminhas da Nossa Senhora da Boa Fortuna com data de 1825(?). O caminho prossegue com calçada à antiga e junto aos depósitos da água vira-se à esquerda onde se entra num caminho de paralelos de granito, que nos leva ao lugar de Moimenta de Baixo. Aqui terá de se atravessar novamente a EN 222 e passa-se no lugar da Ribeira-de-Fora que vai ter ao recinto e Capela de Santo António.

Aqui será, sem dúvida um excelente lugar onde poderá fazer uma pequena pausa para descansar e/ou merendar. Seguindo o percurso assinalado, atravessa-se a EM 502 e passando ao lado do polidesportivo vai-se ao encontro do chamado Largo Paroquial onde se encontra o Velho Cruzeiro de Fornos.

Logo de seguida já se avista a Igreja de São Pelágio de Fornos.

Junto à Igreja, do lado esquerdo, existem umas escadas que farão a ligação com a continuação do percurso. Seguindo o caminho em asfalto (outrora era calçada antiga) vão passar pelos lugares de Cancelinhas, Cavaco e Pousada (antiga Pousada Rodrigues dos Santos), sendo que aqui o caminho já é de paralelo de granito e vai ao encontro do lugar da Charneca.

Posteriormente prosseguindo por caminhos de terra batida vai-se ao encontro da “várzea” de Fornos, que proporciona uma das mais belas paisagens da freguesia. Haverá ainda a oportunidade de passar junto ao local onde se crê ter estado a capela original de Santo António. Mais à frente terão de subir umas escadas, atravessar a EM 502 e aí entrar no lugar de Gião.

Seguindo as indicações vai-se chegar ao lugar de Leirós e passar mesmo ao lado da antiga fábrica de refrigerantes Leirós. Será necessário atravessar outra vez a EN 222 para ir em direcção ao lugar de Moimenta de Cima, atingindo assim o ponto mais alto do percurso. Depois vai-se encontrar um caminho que antigamente era muito utilizado, sobretudo como “romaria” à Santa Luzia na freguesia da Eja, concelho de Penafiel. No entanto, e antes de chegar à freguesia vizinha existe um pequeno carreiro que se desvia e vai ao encontro de um troço em alcatrão e que é paralelo à variante do IC35.

Vai, depois, dar a um viaduto, que terá de se atravessar e passar mesmo ao lado da Quinta das Eirinhas (Casal das Andorinhas) onde se pode ver a sua majestosa casa. Já perto do fim e mesmo junto às margens do Rio Douro existe ainda a oportunidade de passar junto à Quinta de Castelo de Baixo, onde se produz Vinho Verde de qualidade e um pouco mais à frente já se avista o Cais de Castelo.

 

Ilha dos Amores | A Ilha da Foz do Paiva | Fonte: CM de Castelo de Paiva 

Na Foz do rio Paiva, junto à sua confluência com o Douro, encontra-se uma ilha, a que o povo chama ilha dos amores, cujo valor patrimonial e ambiental é inestimável. Sempre foi acessível através de um areal que a ligava à margem direita do rio Paiva, areal esse onde se realizava a Feira de São Miguel até que a albufeira da Barragem de Crestuma/Lever submergiu permanentemente a sua ligação por terra.

Desde então só é acessível de barco, o que a tornou mais atrativa. A atração do homem por este espaço paradisíaco já vem pelo menos da pré-História (Neolítico/Calcolítico), como provam alguns achados arqueológicos. Mas foi sobretudo nos tempos do Império Romano e ao longo da Idade Média, que a sua estratégica situação geográfica, sobre uma importante travessia do Douro, fizeram dela o local ideal para a instalação do primitivo porto de Paiva. A construção de uma torre defensiva, no século XII, e de uma ermida dedicada a São Pedro, no século XV, constituíram os marcos mais significativos da humanização da sua paisagem. Desde a sua redescoberta, em 1998, através de escavações arqueológicas, que as ruinas da Ermida de São Pedro podem novamente ser observas.

Realce também para a diversidade de espécies de arvoes e arbustos que a cobre. Entre elas, contam-se o Pinheiro, Carvalho, a Oliveira, o Sobreiro, o Loureiro, o Marmeleiro, o Amieiro, a Ameixieira, a Murta, o Lodão e o Trovisco, as quais correm sérios riscos.  

 

Breve historia da Ilha

  • Neolítico/Calcolítico (5.000 – 3000 a.C.)
    • Primeiros habitantes da Ilha.
  • Época Romana (Séculos I IV d. C.)
    • A Ilha é local privilegiado de travessia do Douro. Construções erguidas na base do Outeiro.
  • 1107
    • Primeira referência documental ao Porto de Paiva, aqui situado.
  • 1180
    • Cheia memorável que submergiu a Ilha. Gravação de uma inscrição hoje perdida.
  • Século XII
    • Construção de uma torre no ponto mais alfo da ilha, rodeada por uma cerca e, acessível apenas por escadas de madeira.
  • Século XIII
    • Afonso III, Rei de Portugal, manda (re)erguer o porto de Paiva. A ilha é, pelo menos desde então propriedade régia.
  • Século XV
    • Construção da Ermida de São Pedro.
  • 1421
    • João I fez a doação da ilha e da Ermida a um nobre, Álvaro Gonçalves da Maia. A ilha passa, desde então, para posse de particulares. A torre medieval já havia desaparecido.
  • Século XVIII
    • Realiza-se a Feira de São Miguel, no areal da ilha. Nessa altura, ainda eram visíveis as ruínas da Ermida de São Pedro.
  • 1991
    • Aquisição da ilha por parte da Câmara Municipal de Castelo de Paiva.
  • 1998
    • Redescoberta da Ermida de São Pedro, através de escavações arqueológicas.

 

 

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Autor

Ondas da Serra

Ondas da Serra® é um Orgão de Comunicação Social periódico, distribuído electronicamente, que visa através da inserção de notícias, promover a identidade regional, o turismo, e a divulgação/defesa do património natural, arquitectónico, pessoas, animais e tradições, dos concelhos da região norte do distrito de Aveiro, nomeadamente: Ovar, Santa Maria da Feira, Espinho, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca e do forma mais geral dos restantes municípios do distrito.

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